04/02/2019

Cursos

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As noções de realidade psíquica e de loucura em Sigmund Freud e Jacques Lacan: considerações sobre o diagnóstico em psicanálise

Docente: Dra. Deborah Lima Klajnman [+]

A discussão entre o limite de ser ou não louco, assim como entre o que definiria a neurose e a psicose atravessa tanto a obra de Freud quanto o ensino de Lacan. Com a instigante afirmação “[…] todo mundo é louco, ou seja, delirante” (1978, p. 35), Lacan aproxima a categoria de delirante a de loucura, abrindo um percurso de investigação sobre a relação entre a loucura e o que seriam os seus fenômenos.

Pontuamos neste curso que generalizar a loucura não é, no entanto banalizá-la, mas quer dizer que, assim como todos são tomados pelo o que Lacan denominou de real, todos precisam construir a sua própria maneira de viver diante do sem sentido que o real, nos impõe. Nesse caminho, é possível pensar em um ponto de loucura inerente ao ser falante. Isto é, considerar uma dimensão da loucura que é ao mesmo única concernente a todos, significa também retirar a loucura do senso patológico e incorporá-la a uma dimensão do ser falante.

A proposta deste curso é, portanto, a partir da destacada citação lacaniana, percorrer os principais textos e conceitos de Freud e de Lacan, que abordam a noção de loucura, de realidade psíquica e de diagnóstico, examinando, dessa forma, as posições teórico-clínicas assumidas, por ambos autores sobre o tema, em diferentes momentos de seus respectivos percursos.

Oito aulas semanais
Início em 28/10/2019 (Segunda-feira)

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Cidades Plurais: interseccionalidades e novas abordagens das questões urbanas

Docente: Dr. Bruno Puccinelli [+]

Esta proposta visa abordar a questão das cidades, das conceituações do urbano e dos cruzamentos interseccionais com raça, gênero e sexualidade no debate contemporâneo a partir de diferentes áreas de conhecimento, de pautas dos movimentos sociais e mobilizações on e off line. Pretendemos oferecer subsídio teórico sobre o tema em geral trazendo contribuições de diferentes áreas do conhecimento, com foco em especial na forma como sociólogos/as e antropólogos/as têm se referido às cidades. Contudo, nos interessa cruzar o debate com as abordagens da geografia e a arquitetura, por exemplo, tensionando uma ideia geral de cidade com as provocações das teorias feministas e feministas negras, bem como das geografias feminista e das sexualidades.

O objetivo principal é cruzar tais abordagens a partir do debate atual sobre o “direito à cidade”, suas limitações nos contextos urbanos liberais e neo-liberais e as disputas transnacionais travadas no campo das ideias e das intervenções espaciais.

Oito aulas semanais
Início em 28/10/2019 (Segunda-feira)

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Direitos Humanos, diversidade cultural e cidadania

Docente: Ma. Karen Eduarda Alves Venâncio [+]

Compreender o que são Direitos Humanos é essencial para o exercício profissional ético em diferentes áreas. A Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) contempla, por exemplo, o direito à vida, à liberdade, à educação e ao trabalho, entre outros, que devem ser garantidos a todos e todas, independente de nacionalidade, raça, idioma, religião, gênero ou qualquer outra condição.

O entendimento sobre os fundamentos históricos e filosóficos que cercam os Direitos Humanos, assim como a importância de defendê-los é bastante significativo para o respeito à diversidade cultural e para consolidação da democracia, além de possibilitar reflexões e práticas para diversa categorias profissionais na busca pela garantia de direitos sociais, econômicos, políticos e culturais.

O curso tem como objetivo possibilitar a compreensão do que são Direitos Humanos e da importância deles no respeito à diversidade e garantia da democracia. Espera-se a partir dos conteúdos e marcos legais apresentados, qualificar as/os participantes para realização de intervenções em diferentes realidades sociais, fornecendo também discussões teóricos e metodológica que permitam uma atuação profissional crítica, capaz de promover mudanças e garantir direitos.

Oito aulas semanais
Início em 28/10/2019 (Segunda-feira)

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Feminismos e Realidade: Análise Crítica Literária

Docente: Ma. Carla Cristina Campos Brasil Guimarães [+]
Docente auxiliar: Mestranda Caroline Neres de Andrade [+]

Este curso tem como objetivo tratar da função social, histórica e política da Literatura Brasileira Contemporânea de autoria feminina a partir de uma perspectiva crítica reflexiva. Dessa forma, as aulas terão como metodologia uma perspectiva discursiva crítica e reflexiva.

A partir de um embasamento teórico que se dispõe a tratar dentro de um horizonte amplo e verticalizado o ponto de vista histórico dos feminismos, partindo de suas análises e das abrangências de olhares diante da relação colocadas nas prática sociais.

Nessa mesma discussão, seguiremos nas reflexões sobre a interseccionalidade e a importância de compartilhar e agrupar os diferentes olhares apresentado por meio do potencial literário feminino imerso na perspectiva social.

Por fim, discutiremos as questões sobre os feminismos, a sociedade e o cotidiano histórico, para que seja possível a produção final de um ensaio sobre os temas apresentados em contexto teórico e literário, visando uma produção crítica e reflexiva sobre a atualidade e os discursos feministas.

Quatro aulas semanais
Início em 18/11/2019 (Segunda-feira)

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O samba carioca e a crítica à ideologia do fim da centralidade do trabalho

Docente: Ma. Bruna da Penha de Mendonça Coelho [+]

Na interconexão entre o samba carioca e a sociologia crítica do trabalho, o curso se propõe a debater em que medida o samba se apõe como linha de resistência ao processo histórico de usurpação do trabalho alheio, mais especificamente no que concerne a seu potencial de crítica ao discurso ideológico de crise da sociedade do trabalho. Tal proposta passa também pela investigação sobre como a cultura, materialmente inserida nas relações sociais, constrói discursos contra-hegemônicos tendentes a contestar as desigualdades vigentes.

De início, propõe-se um resgate histórico de episódios ligados à formação e ao desenvolvimento do samba carioca, com foco para sua trajetória de resistência. Posteriormente, pretende-se analisar a amplitude do conceito trabalho, passando por sua dimensão intersubjetiva e cultural. Na sequência debruça-se sobre a problemática do discurso de fim da centralidade do trabalho vivo na sociedade hodierna (seu surgimento no pensamento social europeu, sua importação e sua apropriação pelo ideário neoliberal).

Por fim, partindo da obra de Bezerra da Silva, Candeia, bem como do Samba do Trabalhador e da produção carnavalesca, busca-se abordar a contestação, pelo samba carioca, ao discurso de crise da sociedade do trabalho.

Quatro aulas semanais
Início em 18/11/2019 (Segunda-feira)

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Ofertas realizadas


Indicadores Culturais: Ferramentas para a gestão pública da cultura

Com antecedentes de uso na administração pública desde a década de 1960 e presente em debates da UNESCO desde a década de 1970, o uso de dados e informação na gestão pública da cultura vem se consolidando como importante instrumento metodológico para a assegurar a tomada de decisão em políticas que tem como característica sua transversalidade e potencial de coesão social.

Estabelecer um panorama realista, elaborado sob rigor científico, quanto a realidades sociais, econômicas e territoriais, e que leva em conta a diversidade presente nas interpretações de cultura e valor, nos possibilita produzir subsídios a orientação e tomada de decisão em processos de diagnóstico, implementação e avaliação das ações do Estado no setor.

Intersecções:

Nas ciências sociais: Indicadores fornecem um importante aporte na reflexão sobre conceitos de valor, hábito e percepção nas dinâmicas de produção, circulação, consumo / fruição de bens simbólicos à luz da sociologia da cultura.

Na economia: Permitem observar aspectos formais, como tributação, faturamento e emprego e lógicas particulares da economia da cultura, como intercâmbios não mercantis e a economia da informação (Benhamou, 2004).

No território: Incentivam a pensar o território a partir da questão da acessibilidade cultural, desde o horizonte dos recursos e aplicado a uma problemática social, por meio de dados censais, geográficos e de infraestrutura urbana.

Se espera que com os conteúdos, referências e discussões propostos, os/as participantes sejam capazes de, em contexto introdutório, (I) conhecer os antecedentes e práticas recomendadas em uso de estatística e informação em processos de políticas públicas de cultura; (II) contextualizar as práticas, ferramentas e processos desta tarefa ao corpus científico das ciências sociais aplicadas e à dinâmica da política cultural pública brasileira; (III) aplicar a projetos e demandas próprias a prática metodológica apresentada; (IV) desenvolver um indicador cultural observando: critérios de precisão, relação a uma pergunta-problema vinculada a uma problemática social, confiabilidade, representatividade e aplicação em políticas públicas culturais de tipo social, setorial e/ou territorial.  

Oito aulas semanais
Ofertado entre 05/2019 e 07/2019
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[+] Selecionados para bolsas de estudos