04/02/2019

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Pesquisa de campo em cultura: teoria e prática etnográfica

Docente: Ma. Aline Moschen de Andrade [+]

Desde as contribuições de Malinowski no início do século XX, a etnografia marca os estudos culturais, privilegiando a noção de “campo” em pesquisas voltadas à descrição e comparação de povos compreendidos como singulares nesse período. Todavia, as questões que decorrem das variantes históricas da disciplina, com especial atenção aos debates que transformam o fazer etnográfico em 1970, desdobrando-se nos conceitos de reflexividade, afetação e ficção, fazem possível a revisão da noção de “cultura”, até então pensada como pressuposto absoluto e ponto de partida das narrativas etnográficas.

Este é um curso de introdução à prática etnográfica como categoria de pensamento, teoria e produção de relações, que se debruça sobre os compromissos éticos desse fazer, não eliminando a necessidade de discorrer sobre as relações de poder em campo e possíveis tensões que as permeiam. Na bibliografia que instrumentaliza o curso, imaginamos um diálogo entre os autores de etnografias clássicas e autores mais recentes, incluindo autores de perspectivas não hegemônicas. Apostamos que diante da ampliação do fazer etnográfico, quando a prática passa a incluir grupos de pertença do pesquisador, contextos urbanos e leva em conta dimensões de gênero, algumas questões necessitam reposicionar sentidos, sem necessariamente fomentar narrativas de superação entre os períodos em que se apresentam.      

Oito aulas semanais
Início em 03/08/2020 (Segunda-feira)

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As noções de realidade psíquica e de loucura em Sigmund Freud e Jacques Lacan: considerações sobre o diagnóstico em psicanálise

Docente: Dra. Deborah Lima Klajnman [+]

A discussão entre o limite de ser ou não louco, assim como entre o que definiria a neurose e a psicose atravessa tanto a obra de Freud quanto o ensino de Lacan. Com a instigante afirmação “[…] todo mundo é louco, ou seja, delirante” (1978, p. 35), Lacan aproxima a categoria de delirante a de loucura, abrindo um percurso de investigação sobre a relação entre a loucura e o que seriam os seus fenômenos. Pontuamos neste curso que generalizar a loucura não é, no entanto banalizá-la, mas quer dizer que, assim como todos são tomados pelo o que Lacan denominou de real, todos precisam construir a sua própria maneira de viver diante do sem sentido que o real, nos impõe. Nesse caminho, é possível pensar em um ponto de loucura inerente ao ser falante. Isto é, considerar uma dimensão da loucura que é ao mesmo única concernente a todos, significa também retirar a loucura do senso patológico e incorporá-la a uma dimensão do ser falante.

A proposta deste curso é, portanto, a partir da destacada citação lacaniana, percorrer os principais textos e conceitos de Freud e de Lacan, que abordam a noção de loucura, de realidade psíquica e de diagnóstico, examinando, dessa forma, as posições teórico-clínicas assumidas, por ambos autores sobre o tema, em diferentes momentos de seus respectivos percursos.

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Cidades Plurais: interseccionalidades e novas abordagens das questões urbanas

Docente: Dr. Bruno Puccinelli [+]

Esta proposta visa abordar a questão das cidades, das conceituações do urbano e dos cruzamentos interseccionais com raça, gênero e sexualidade no debate contemporâneo a partir de diferentes áreas de conhecimento, de pautas dos movimentos sociais e mobilizações on e off line. Pretendemos oferecer subsídio teórico sobre o tema em geral trazendo contribuições de diferentes áreas do conhecimento, com foco em especial na forma como sociólogos/as e antropólogos/as têm se referido às cidades. Contudo, nos interessa cruzar o debate com as abordagens da geografia e a arquitetura, por exemplo, tensionando uma ideia geral de cidade com as provocações das teorias feministas e feministas negras, bem como das geografias feminista e das sexualidades.

O objetivo principal é cruzar tais abordagens a partir do debate atual sobre o “direito à cidade”, suas limitações nos contextos urbanos liberais e neo-liberais e as disputas transnacionais travadas no campo das ideias e das intervenções espaciais.

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Direitos Humanos, diversidade cultural e cidadania

Docente: Ma. Karen Eduarda Alves Venâncio [+]

Compreender o que são Direitos Humanos é essencial para o exercício profissional ético em diferentes áreas. A Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) contempla, por exemplo, o direito à vida, à liberdade, à educação e ao trabalho, entre outros, que devem ser garantidos a todos e todas, independente de nacionalidade, raça, idioma, religião, gênero ou qualquer outra condição.

O entendimento sobre os fundamentos históricos e filosóficos que cercam os Direitos Humanos, assim como a importância de defendê-los é bastante significativo para o respeito à diversidade cultural e para consolidação da democracia, além de possibilitar reflexões e práticas para diversa categorias profissionais na busca pela garantia de direitos sociais, econômicos, políticos e culturais.

O curso tem como objetivo possibilitar a compreensão do que são Direitos Humanos e da importância deles no respeito à diversidade e garantia da democracia. Espera-se a partir dos conteúdos e marcos legais apresentados, qualificar as/os participantes para realização de intervenções em diferentes realidades sociais, fornecendo também discussões teóricos e metodológica que permitam uma atuação profissional crítica, capaz de promover mudanças e garantir direitos.

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Direito Ambiental da Cultura

Docente: Me. Alder Thiago Bastos [+]
Docente Auxiliar: Me. Roberto Bortman [+]

O curso de extensão em direito ambiental cultural, a ser ministrado pelos docentes tem como alvo as pessoas que queiram aprender e/ou ampliar o conhecimento sobre o meio ambiente cultural. Ao longo dos anos, o conceito de direito ambiental explorado girou-se em torno dos aspectos protetivos da biota, contudo, o meio ambiente tem seu espectro protetivo muito maior, pois a cultura também é reconhecida como uma de suas facetas e igualmente necessária ao desenvolvimento humano.

Celso Antonio Pacheco Fiorillo (2018, p. 65) aduz que: “(…) o chamado patrimônio cultural traduz a história de um povo, a sua formação, cultura e, portanto, os próprios elementos identificadores de sua cidadania, que constitui princípio fundamental norteador da República Federativa do Brasil”. Na prática, verifica-se pouca exploração da temática, tornando-se relevante a proposta para demonstrar que um ambiente saudável também requer a propagação da cultura e seus elementos dogmáticos. A proposta, portanto, é propiciar através do sistema EAD, através de aulas em etapas, produzidas em vídeos, intercalados com exercícios, textos e demonstração de enunciados jurisprudenciais, os conhecimentos necessários para que os discentes possam absorver de forma adequada os conteúdos ministrados.

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O suicídio entre a literatura e a sociedade- a morte voluntária nos seus percursos transdisciplinares

Docente: Me. Guilherme Nogueira Milner [+]

Na égide de pensadores como Durkheim, Freud, Menninger, entre outros que dedicaram algumas páginas de seus trabalhos para pensarem sobre aqueles que, ignorando o princípio mais básico da natureza humana, isto é, a autopreservação, resolveram acabar com suas próprias vidas, os suicidas, propomos aqui um diálogo entre essa vasta obra transdisciplinar, que abarca filosofia, psicanálise, sociologia, em um diálogo sobre o que a literatura nos oferece sobre o assunto. Esta última, lembramos, Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe, livro que a ele é atribuído uma onda de suicídios sem precedentes na Europa romântica.

Além de outras incontáveis personagens suicidas, podendo citar Madame Bovary, de Flaubert, tivemos também os autores que colocaram termo na sua vida, além de trabalharem o assunto nas suas obras, como o caso de Virginia Woolf, Sylvia Plath, Florbela Espanca, Camilo Castelo Branco e muitos outros. Propomos assim, também, a análise de obras como Redoma de Vidro, de Sylvia Plath, além das já citadas, com a finalidade de melhor compreendermos a manifestação do fenômeno utilizando essa abordagem da literatura comparada.

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Feminismos e Realidade: Análise Crítica Literária

Docente: Ma. Carla Cristina Campos Brasil Guimarães [+]
Docente auxiliar: Ma Caroline Neres de Andrade [+]

Este curso tem como objetivo tratar da função social, histórica e política da Literatura Brasileira Contemporânea de autoria feminina a partir de uma perspectiva crítica reflexiva. Dessa forma, as aulas terão como metodologia uma perspectiva discursiva crítica e reflexiva. A partir de um embasamento teórico que se dispõe a tratar dentro de um horizonte amplo e verticalizado o ponto de vista histórico dos feminismos, partindo de suas análises e das abrangências de olhares diante da relação colocadas nas prática sociais.

Nessa mesma discussão, seguiremos nas reflexões sobre a interseccionalidade e a importância de compartilhar e agrupar os diferentes olhares apresentado por meio do potencial literário feminino imerso na perspectiva social. Por fim, discutiremos as questões sobre os feminismos, a sociedade e o cotidiano histórico, para que seja possível a produção final de um ensaio sobre os temas apresentados em contexto teórico e literário, visando uma produção crítica e reflexiva sobre a atualidade e os discursos feministas.

Quatro aulas semanais
Início em 01/09/2020 (Segunda-feira)

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Para além do som – relações bilíngues/biculturais na educação de surdos

Docente: Dr. Rubens Lacerda de Sá [+]
Docente Auxiliar: Me. Gabriel Silva Nascimento [+]

Com o crescente número de alunos surdos matriculados na educação regular do Brasil como resultado de políticas afirmativas e dispositivos legais especialmente nas últimas décadas, muito tem se discutido acerca do papel da língua de sinais e da língua oral na educação desses sujeitos. Aqui assumimos uma perspectiva sócio antropológica (SKLIAR, 1999) a partir da qual a surdez é compreendida como uma diferença que delimita um modo de ser específico pautado na visualidade e que permite a comunidade surda compartilhar de aspectos culturais que independem da orientação sonora e da aquisição de uma língua oral.

Nesse sentido, tencionamos discutir o que se toma como cultural em um contexto geral, desenhando concomitantemente essa noção de cultura tão fortemente defendida pelos surdos nos movimentos sociais e políticos e a partir disso refletir acerca da atuação de professores de Língua Portuguesa que se veem, por vezes, desorientados ao receberem alunos surdos em salas regulares, isto é, pensar formas possíveis de compreender a Libras não como um recurso para aquisição da Língua Portuguesa, mas como potência de aprendizagem e discussão por uma perspectiva bilíngue e bicultural.

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O novo romance histórico brasileiro – Ferramentas de pesquisa na academia

Docente: Dr. Cristiano Mello de Oliveira [+]

O Novo Romance Histórico Brasileiro obteve boa repercussão no ambiente cultural desde a década de 1970, angariando novos leitores, estimulando escritores e editoras a apostarem nesse novo mercado editorial. Escritores, público leitor, editoras e estatísticas apostaram fielmente nesse novo seguimento que, estruturalmente, formularam expectativas positivas a esse respeito. O problema é que a escassez de estudos comporta algo já identificado pelo pesquisador Antonio Esteves sobre a dificuldade de balizar esse seguimento tão importante. Na verdade, o ressurgimento do Novo Romance Histórico no Brasil aclimata uma série de fatores que agitam o cenário cultural brasileiro nas décadas posteriores aos lançamentos dos livros de Marcio Souza Galvez, Imperador do Acre (1976), Mad Maria (1980), Lealdade (1997), entre outros títulos os quais enumeram a tapeçaria romanesca -, conforme constata o crítico Antonio Roberto Esteves.

O presente curso que será ministrado no formato de extensão objetiva delinear algumas considerações sobre a evolução do romance histórico brasileiro na recém-atualidade, conjecturando desdobramentos que possam ser iluminados por outros pesquisadores interessados. Ao longo dessa proposta traremos para o palco dessas discussões alguns pesquisadores, cada qual ao seu modo, que nos últimos tempos discutiram essa questão, a saber: ESTEVES (2010), WEINHARDT (1994), TROUCHE (2005), HUTCHEON (1989), OLIVEIRA (2016), entre outros para compreensão do tema. Objetivamos através dessa intervenção, identificar os motivos e razões da ampliação da inserção de romances históricos nas últimas décadas, disseminando novas investigações acadêmicas acerca do subgênero.

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Início em 05/10/2020 (Segunda-feira)

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Brasil: pensamento social e literatura

Docente: Dr. Marcos Nogueira Milner [+]

“O que faz o brasil, Brasil?” Quais as características culturais que nos particularizam, que nos colocam em evidência perante as outras sociedades? Como nós representamos a realidade brasileira na produção cultural, sobretudo na literatura? A proposta do curso é compreender a partir do pensamento social brasileiro e de representações culturais nacionais o que foi dito ou produzido a respeito do Brasil, enquanto unidade nacional e matriz cultural.

De Gilberto Freyre a Roberto DaMatta, sem negligenciar romancistas como Jorge Amado e Machado de Assis, pretendemos a construção de um painel abordando segundo prismas distintos o que é genericamente apontado como “cultura brasileira”. Serão trabalhados ainda que brevemente, portanto, elementos como religiosidade; aspectos rituais; conflitos e desigualdades sociais; divisão litoral e interior e holismo e individualismo conforme tradicionalmente se apresentam em contexto brasileiro.

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Educação patrimonial: da legislação à prática

Docente: Ma. Cecilia Nunes Rabelo [+] 

Docente Auxiliar:  Me. Adson Rodrigo Silva Pinheiro [+] 

A proposta tem por objetivo principal qualificar profissionais da área de gestão do patrimônio cultural acerca das potencialidades da educação patrimonial. Para tanto, o curso parte da análise teórica da legislação nacional e internacional sobre o tema, passando pela compreensão de suas bases fundamentais até as normativas específicas acerca da educação patrimonial.

Após essa etapa, o discente terá contato com os aspectos práticos da educação voltada para o patrimônio cultural, discutindo os conceitos de memória, identidades, museus, bens culturais que necessariamente emergem quando se pensa na mediação educacional, bem como acerca da temática do patrimônio cultural relacionada aos museus. É indiscutível a necessidade atual da temática, visto a importância da relação entre patrimônio cultural e educação para promover o conhecimento, a proteção, a valorização, a promoção e a difusão dos bens culturais.

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 Estética e cinema: o movimento entre beleza e feiura na cultura ocidental

Docente: Dra. Verônica Guimarães Brandão da Silva [+] 

O curso de Estética e Cinema: o movimento entre beleza e feiura na cultura ocidental propõe o estudo de temas estéticos (na filosofia, artes, comunicação) a partir da análise crítica de nove filmes. O que é estética? O que é beleza? O que é o feio, a feiura? Veremos a estética e seus contextos; o corpo e suas mudanças culturais; a imaginação, a arte, a mídia atuando sobre conceitos do belo, do feio, do monstruoso, do mal, do diferente, do estranho. Os limites entre o belo e o feio não são tão nítidos assim. É exatamente este limiar (ainda incerto e complexo) no movimento entre beleza e feiura que este curso pretende explorar.

Os temas abordados e os filmes a serem analisados, serão os seguintes: Estética e Cinema, em “História da Feiura”  (introdução da obra); o belo/bom/justo, em 300 de Esparta (2006); o grotesco, em Freaks (1932); o cômico, em Que morram os feios (2010); o estranho e monstruoso, em O homem elefante(1980); mulher (beleza e feiura), em Demônio de Neon (2016); o inquietante, em A Pele (2006); o kitsch, em Trapaceiros (2000); o feio hoje, em Shrek (2001). Teremos discussões semanais (via fórum) e a avaliação será feita por meio de resenhas semanais.

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Pensar com os pés no chão: o respeito à alteridade epistemológica como caminho de libertação

Docente: Ma. Chryslen Mayra Barbosa Gonçalves [+] 

Docente Auxiliar: Me. Hugo Allan Matos [+] 

Diante da conjuntura atual de ataque ao desenvolvimento das ciências humanas e sua contribuição no campo científico e social, visamos lançar luzes de reflexão demonstrando diálogos com a sociedade no que tange à educação, política e bem-estar. Para tanto, pensar a partir de uma perspectiva transdisciplinar e descolonial é re-pensar caminhos do conhecimento na América Latina.

Desta forma, a proposta consiste em apresentar o pensamento de(s)colonial em como forma de diálogo e de construção de conhecimento na América Latina desprendendo-se da hegemonia eurocêntrica. Pretende-se num primeiro momento construir a reflexão acerca da genealogia do termo “de(s)colonial” e suas diferenças etimológicas para então identificarmos as possíveis influências desse modelo de pensamento nas demais áreas do saber.

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Epistemologia da Escrita Acadêmica – Outras estéticas para a expressão do conhecimento

Docente: Ma. Camila Ribeiro de Almeida Rezende [+] 

O curso busca apresentar e problematizar a escrita acadêmica enquanto constitutiva de epistemologias, e não apenas como meio de transmissão do conhecimento/pesquisa. Tendo em vista a ação autobiográfica no trabalho intelectual e a impossibilidade das separações entre sujeito/objeto, emoção/razão, arte/ciência o curso reflete sobre a expressão dos sujeitos nos textos científicos e o problema da construção de uma objetividade cartesiana no campo acadêmico.

Uma escrita asséptica de sujeito como garantia de objetividade não se justifica mais, até porque, quando refletimos sobre como essa escrita foi implementada, identificamos em sua origem uma cultura branca, falocêntrica e colonizadora. Assim, partindo de um embasamento teórico da Sociologia e da Arte, o curso visa possibilitar outras ações e práticas para a escrita acadêmica fornecendo aos participantes uma consciência crítica sobre o processo e a estética de suas produções textuais.

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Início em 02/11/2020 (Segunda-feira)

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O que pode um psicólogo na Assistência Social: desafios e estratégias

Docente: Ma. Aline Garcia Aveiro [+] 

Docente Auxiliar: Ma. Beatriz Saks Hahne [+] 

Com o advento da organização da política de Assistência Social (SUAS), implantada a partir de 2005, o campo de atuação do psicólogo se intensificou de forma exponencial na denominada área social. Atuando nos diferentes serviços que integram desde a Proteção Básica à Especial, integrando equipes multidisciplinares, o psicólogo tem se deparado com o desafio de compreender qual a sua especificidade e a partir de quais referenciais teórico-conceitos pode trabalhar. Com o objetivo de contribuir com o cotidiano do trabalho desses profissionais, busca-se ampliar a compreensão acerca das situações de violência, risco e vulnerabilidade encontradas nas famílias atendidas, bem como ofertar estratégias que contribuam para a invenção de estratégias de intervenção.

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Judicialização da Política

Docente: Ma. Caroline Bianca Graeff [+] 

Nas últimas décadas podemos observar um aumento significativo da atuação do Judiciário, principalmente do Supremo Tribunal Federal, em questões políticas e de uma forma política. Tal diagnóstico vem sendo chamado por estudiosos do Direito e das Ciências Sociais de Judicialização da Política. A partir da conceituação desta problemática, pretende-se propiciar um debate em torno das principais temáticas que aparecem nas discussões teóricas sobre o assunto, desenvolvendo uma análise crítica acerca deste conceito e estimulando uma reflexão sobre a relação entre os poderes, o ativismo judicial e o protagonismo do Poder Judiciário em questões políticas.

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Arte popular brasileira: fronteiras e diálogos

Docente: Ma. Barbara Cristina de Campos Almeida Passeau [+] 

A partir de um panorama da arte popular brasileira, o curso debaterá o próprio conceito de “arte popular”, pensando em como os cânones podem balizar a história cultural. Ao longo das aulas, serão analisadas obras de artistas autodidatas que produziram ao longo dos séculos XX e XXI, principalmente nas regiões nordeste e centro-oeste do Brasil, bem como propostas curatoriais desse mesmo período, em uma busca por entender como o circuito institucional se posiciona em relação à arte destes produtores não acadêmicos. Cada momento contará com o apoio de referências teóricas da antropologia e da história da arte, que ajudarão a embasar as discussões.

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Práticas profissionais no atendimento ao adolescente autor de ato infracional: história e atualidade das medidas socioeducativas

Docente: Ma. Beatriz Saks Hahne [+] 

Docente Auxiliar: Ma. Aline Garcia Aveiro [+] 

Este curso insere-se na temática da juventude em conflito com a lei e toma tal sujeito – o adolescente – na relação com o profissional que o atende, prioritariamente, atores do Sistema Socioeducativo e do Sistema de Garantia de Direitos. O atendimento socioeducativo é atravessado por uma complexidade de situações (violências de diversas ordens, violação dos direitos sociais, institucionalização das vidas, desconhecimento quanto ao processo socioeducativo, entre outros); estas condições, ao serem observadas, refletidas e estudadas, podem tornar-se menos amarradas à sensação de impossibilidade, frequentemente relatada por profissionais da área, sendo recolocadas no sentido da constituição de saberes e de alianças em prol do atendimento implicado com o adolescente.

No exercício de lançar um olhar ao passado, aposta-se que o fortalecimento das práticas profissionais no campo socioeducativo implica no conhecimento histórico das instituições brasileiras no atendimento da parcela de sua infância e adolescência objeto de intervenção para, em seguida, focar o olhar no contexto atual que tem promovido intervenções e práticas no campo. O curso fornecerá subsídios teóricos ao aluno no sentido da reflexão sobre o contexto da socioeducação no Brasil para fortalecimento da aliança entre o conhecimento e a implicação na eleição dos dispositivos de trabalho dos quais lança mão.

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Direito Eleitoral: perspectivas sobre o processo eleitoral brasileiro

Docente: Ma. Caroline Bianca Graeff [+] 

A importância do conhecimento sobre Direito Eleitoral vai além da aplicação técnica do direito material, mas configura-se disciplina necessária no desenvolvimento da cidadania e elemento essencial na construção de uma democracia. Assim, compreender o processo de desenvolvimento e implementação do processo eleitoral torna-se de suma importância.

A partir desta premissa, desenvolve-se uma análise crítica dos comandos
constitucionais e legais que tratam do processo eleitoral, promovendo um discussão sobre o sistema eleitoral brasileiro e os principais pontos do debate contemporâneo sobre as regras que envolvem o nosso processo de escolha representativa.

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Indicadores Culturais: Ferramentas para a gestão pública da cultura

Com antecedentes de uso na administração pública desde a década de 1960 e presente em debates da UNESCO desde a década de 1970, o uso de dados e informação na gestão pública da cultura vem se consolidando como importante instrumento metodológico para a assegurar a tomada de decisão em políticas que tem como característica sua transversalidade e potencial de coesão social.

Estabelecer um panorama realista, elaborado sob rigor científico, quanto a realidades sociais, econômicas e territoriais, e que leva em conta a diversidade presente nas interpretações de cultura e valor, nos possibilita produzir subsídios a orientação e tomada de decisão em processos de diagnóstico, implementação e avaliação das ações do Estado no setor.

Intersecções:

Nas ciências sociais: Indicadores fornecem um importante aporte na reflexão sobre conceitos de valor, hábito e percepção nas dinâmicas de produção, circulação, consumo / fruição de bens simbólicos à luz da sociologia da cultura.

Na economia: Permitem observar aspectos formais, como tributação, faturamento e emprego e lógicas particulares da economia da cultura, como intercâmbios não mercantis e a economia da informação (Benhamou, 2004).

No território: Incentivam a pensar o território a partir da questão da acessibilidade cultural, desde o horizonte dos recursos e aplicado a uma problemática social, por meio de dados censais, geográficos e de infraestrutura urbana.

Se espera que com os conteúdos, referências e discussões propostos, os/as participantes sejam capazes de, em contexto introdutório, (I) conhecer os antecedentes e práticas recomendadas em uso de estatística e informação em processos de políticas públicas de cultura; (II) contextualizar as práticas, ferramentas e processos desta tarefa ao corpus científico das ciências sociais aplicadas e à dinâmica da política cultural pública brasileira; (III) aplicar a projetos e demandas próprias a prática metodológica apresentada; (IV) desenvolver um indicador cultural observando: critérios de precisão, relação a uma pergunta-problema vinculada a uma problemática social, confiabilidade, representatividade e aplicação em políticas públicas culturais de tipo social, setorial e/ou territorial.  

Oito aulas semanais
Ofertado entre 05/2019 e 07/2019
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