{"id":467,"date":"2017-02-15T17:27:29","date_gmt":"2017-02-15T19:27:29","guid":{"rendered":"http:\/\/claec.org\/semlacult\/?page_id=467"},"modified":"2025-11-06T14:45:42","modified_gmt":"2025-11-06T17:45:42","slug":"simposios-tematicos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/claec.org\/semlacult\/2017-2\/simposios-tematicos\/","title":{"rendered":"Simp\u00f3sios Tem\u00e1ticos 2017"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ST 01 &#8211; \u00a0A perspectiva intercultural em estudos sobre l\u00edngua(s) de imigrantes e de fronteiras<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descri\u00e7\u00e3o:\u00a0O presente Simp\u00f3sio objetiva refletir sobre estudos e pesquisas que tratam sobre diversidade lingu\u00edstica bidialetal, cultural, identit\u00e1ria, pluril\u00edngue, pol\u00edticas lingu\u00edsticas e educacionais em contextos de l\u00edngua nacional e estrangeira\/adicional, de imigrantes e de fronteiras geogr\u00e1ficas. Foca-se a diversidade lingu\u00edstica sob o enfoque cultural de intera\u00e7\u00e3o comunicativa em situa\u00e7\u00f5es bidialetais da l\u00edngua portuguesa no contexto escolar, da compet\u00eancia lingu\u00edstica de l\u00ednguas como l\u00edngua franca em contato entre dois ou mais c\u00f3digos lingu\u00edsticos em comunidades de fala de imigrantes e seus descendentes e de fronteiras geogr\u00e1ficas. A cultura enquanto instrumento de divulga\u00e7\u00e3o do conhecimento possibilita o desenvolvimento de estudos da diversidade, da compet\u00eancia lingu\u00edstica e da cultura, evidenciando entendimentos a partir de situa\u00e7\u00f5es socioculturais, geogr\u00e1ficas e hist\u00f3ricas complexas sobre o bidialetalismo e o bilinguismo. Al\u00e9m de descrever e interpretar os caminhos utilizados sobre a pluralidade de usos lingu\u00edsticos e culturais de l\u00ednguas nacionais e estrangeiras\/adicionais, como tamb\u00e9m das pol\u00edticas lingu\u00edsticas e educacionais quando se trata sobre a l\u00edngua de imigrantes e de fronteiras. A partir dessa discuss\u00e3o, entende-se ser poss\u00edvel encontrar espa\u00e7o para uma rediscuss\u00e3o sobre a diversidade lingu\u00edstica no contexto sociocultural escolar de ensino e de aprendizagem, especialmente no espa\u00e7o contempor\u00e2neo de globaliza\u00e7\u00e3o vivenciado pela Am\u00e9rica Latina, haja vista as especificidades econ\u00f4micas e socioculturais que a fundamentam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coordenadores:\u00a0Dra. Laura Jana\u00edna Dias Amato (Unila), Dra. Simone Beatriz Cordeiro Ribeiro (Unila) e Ma. W\u00e2nia Cristiane Beloni (Unioeste)<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ST 02 &#8211;\u00a0Constru\u00e7\u00e3o de identidades culturais e conflitos religiosos no Brasil contempor\u00e2neo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descri\u00e7\u00e3o: O contexto hist\u00f3rico de mundializa\u00e7\u00e3o das identidades culturais vem sendo marcado tamb\u00e9m pelo surgimento de processos contra hegem\u00f4nicos, que reafirmam identidades particulares na demanda por direitos. No Brasil, em resposta \u00e0 multiplica\u00e7\u00e3o das manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de intoler\u00e2ncia religiosa contra os adeptos das religi\u00f5es de matriz afro-brasileira, que vem acompanhando o crescimento do neopentecostalismo no pa\u00eds, temos presenciado novas maneiras de organiza\u00e7\u00e3o, mobiliza\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia por parte dessa popula\u00e7\u00e3o, cuja express\u00e3o da religiosidade tem sido historicamente perseguida. Em uma conjuntura em que os setores religiosos conservadores tem conquistado espa\u00e7os cada vez maiores na pol\u00edtica, ampliando as possibilidades de incid\u00eancia social pelo uso do aparato estatal em prol de seus objetivos, os conflitos de natureza religiosa tem adquirido novas formas, que evidenciam a articula\u00e7\u00e3o entre liberdade religiosa, diversidade \u00e9tnico-racial, democracia e a efetiva\u00e7\u00e3o dos direitos de cidadania em um Estado constitucionalmente laico. O ST pretende reunir trabalhos que analisem esses conflitos sob diferentes \u00e2ngulos, promovendo um di\u00e1logo interdisciplinar, de modo a promover um avan\u00e7o nos conhecimentos emp\u00edricos, te\u00f3ricos e metodol\u00f3gicos sobre o tema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coordenadores:\u00a0Dra. Lana Lage da Gama Lima (UENF) e Dra. Ana Paula Mendes de Miranda (UFF)<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ST 03 &#8211;\u00a0Decolonialidade, Democracia e Discursos da Subalternidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descri\u00e7\u00e3o: A prolongada crise econ\u00f4mica europeia, o ressurgimento dos nacionalismos e dos partidos xen\u00f3fobos, a experi\u00eancia da primavera \u00e1rabe e, por outro lado, a estabilidade alcan\u00e7ada por diversas autocracias falam de um clima global in\u00f3spito para a democracia. A narrativa dos anos oitenta foi marcada pelos Direitos Humanos e a transi\u00e7\u00e3o. O argumento dos anos noventa foi sobre as democracias que delegavam, n\u00e3o liberais e h\u00edbridas, constru\u00e7\u00f5es conceituais que enfatizavam a robustez dos processos eleitorais, apesar de seus d\u00e9ficits nas \u00e1reas de direitos da popula\u00e7\u00e3o e separa\u00e7\u00e3o de poderes. Essa linguagem hoje \u00e9 insuficiente: a no\u00e7\u00e3o de recess\u00e3o democr\u00e1tica n\u00e3o descreve a regress\u00e3o autorit\u00e1ria em curso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse contexto, o GT se prop\u00f5e a analisar por quais formas os discursos foram fundando a hist\u00f3ria e os sentidos a partir de uma l\u00f3gica de subalterniza\u00e7\u00e3o e de consequentes pr\u00e1ticas coloniais de domina\u00e7\u00e3o. Esta an\u00e1lise discursiva mostra-se de fundamental import\u00e2ncia no contexto contempor\u00e2neo como uma perpetua\u00e7\u00e3o da colonialidade. Assim, no contexto de uma geopol\u00edtica de acumula\u00e7\u00e3o capitalista apoiada na exclus\u00e3o, a pretens\u00e3o dos debates tangencia enfatizar a quest\u00e3o da Democracia e dos Direitos Humanos enquanto ferramenta intercultural e de racionalidade de resist\u00eancia. Nesse sentido, a decolonialidade enquanto projeto pol\u00edtico e epist\u00eamico implica uma an\u00e1lise da rela\u00e7\u00e3o entre conhecimento e colonialidade. Trata-se de um lugar de cr\u00edtica da epistemologia euroc\u00eantrica e, desta maneira, dos discursos coloniais. Nesse sentido, objetiva-se discutir e colocar sob an\u00e1lise cr\u00edtica as narrativas universalizantes, as quais colonizaram os saberes, a pol\u00edtica, a cultura, a economia e outras inst\u00e2ncias na Am\u00e9rica Latina e no mundo, reproduzindo uma s\u00e9rie de distor\u00e7\u00f5es que acabam por negar a diversidade e direitos aos sujeitos historicamente subalternizados, seja por quest\u00f5es de g\u00eanero, etnia, identidade, religiosidade, sexualidade, est\u00e1gio do ciclo de vida ou condi\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-econ\u00f4mica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coordenadores:\u00a0Dra. Tha\u00eds Janaina Wenczenovicz (UNIOESTE\/UNOESC) e Dra. Raquel Fabiana Lopes Sparemberger (FURG\/FMP-RS)<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ST 04 &#8211;\u00a0Pol\u00edticas p\u00fablicas, diversidade cultural e o desafio da descoloniza\u00e7\u00e3o na perspectiva latino-americana<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descri\u00e7\u00e3o:\u00a0O debate sobre a rela\u00e7\u00e3o entre diversidade cultural e descoloniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 recente e nos remete ao contexto do p\u00f3s segunda guerra mundial, mais especificamente a partir dos\u00a0 anos 60\u00a0 com suas proposi\u00e7\u00f5es disruptivas no campo da pol\u00edtica, do meio ambiente, da cultura, da economia e do comportamento. Entretanto, a cr\u00edtica aos processos de apropria\u00e7\u00e3o e padroniza\u00e7\u00e3o cultural e de universaliza\u00e7\u00e3o de epistemologias oriundas do Hemisf\u00e9rio Norte, entendida aqui como um conjunto de teorias, conceitos, temas, metodologias e agendas pol\u00edticas e institucionais que imp\u00f5e l\u00f3gicas e interesses dos pa\u00edses colonizadores e economicamente hegem\u00f4nicos, aos demais povos e sociedades, permanece sempre necess\u00e1rio, demandando atualiza\u00e7\u00f5es, revis\u00f5es e ressignifica\u00e7\u00f5es. Este simp\u00f3sio tem\u00e1tico tem como objetivo reunir pesquisadores, ativistas e estudiosos das complexas rela\u00e7\u00f5es entre as reafirma\u00e7\u00f5es identit\u00e1rias, o di\u00e1logo intercultural e a constru\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia da equidade. Nos interessa abrir espa\u00e7o para o debate sobre as pol\u00edticas p\u00fablicas no campo da cultura, da educa\u00e7\u00e3o, da comunica\u00e7\u00e3o, do meio-ambiente, do desenvolvimento social, e de outras \u00e1reas pr\u00f3ximas, \u00a0de modo a atualizar reflex\u00f5es conceituais e an\u00e1lises de pr\u00e1ticas relacionadas ao espa\u00e7o latinoamericano. O debate sobre a efetividade de pol\u00edticas p\u00fablicas de cunho nacional, regional e local no espa\u00e7o latino-americano, oriundas de a\u00e7\u00f5es governamentais e n\u00e3o-governamentais, se mostra atual e necess\u00e1rio. Voltadas ao reconhecimento da rela\u00e7\u00e3o entre diversidade cultural e descoloniza\u00e7\u00e3o de perspectivas e pr\u00e1ticas, tais an\u00e1lises e trocas de conhecimento, revelam-se ainda mais urgentes na atual conjuntura de golpes e retrocessos pol\u00edticos e das s\u00e9rias amea\u00e7as aos direitos historicamente conquistados pela sociedade em diversos pa\u00edses latino americanos. Por meio de Rodas de Conversa, acionadas por ideias, conceitos, pesquisas, experi\u00eancias e propostas, este Simp\u00f3sio pretende contribuir para um debate aberto e cr\u00edtico a todos que se interessam pela tem\u00e1tica da diversidade cultural e descoloniza\u00e7\u00e3o do pensamento e das pr\u00e1ticas, e sua rela\u00e7\u00e3o com as pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coordenadores:\u00a0Dr. Jos\u00e9 Marcio Barros (UEMG) e Me. Juan Ignacio Brizuela (UFBA)<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ST 05 &#8211;\u00a0Fronteiras Culturais em Contextos Epist\u00eamicos Descoloniais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descri\u00e7\u00e3o:\u00a0A fronteira geogr\u00e1fica \u00e9 lugar de separa\u00e7\u00e3o, mas o \u00e9 tamb\u00e9m local de aproxima\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as e semelhan\u00e7as entre os lugares, sujeitos e suas pr\u00e1ticas art\u00edstico-culturais. Entretanto, com base em uma no\u00e7\u00e3o que se quer mais aprofundada de fronteira para al\u00e9m de mero conceito de marco delimitat\u00f3rio, mais como epistemologias para produ\u00e7\u00e3o do conhecimento, a partir dos conhecimentos produzidos nos lugares que circundam os m\u00faltiplos lados das fronteiras postas, propomos debater neste simp\u00f3sio no\u00e7\u00f5es\/delimita\u00e7\u00f5es <em>outras<\/em> \u2014 priorizando a ideia de que apesar das mult\u00edplices fronteiras distanciarem e aproximarem ao mesmo tempo \u2014, e discutir que as fronteiras reais e imagin\u00e1rias n\u00e3o situam em lugares nos quais se iniciam os discursos formuladores de poderes nas\/entre as pr\u00e1ticas, sujeitos e discursos produzidos nesses muitos lugares epist\u00eamicos fronteiri\u00e7os e culturais por diferentes naturezas. Queremos dizer com isso que a fronteira \u00e9 lugar onde nem sempre \u00e9 promovido o ponto de partida discursivo de conceitos como e para a produ\u00e7\u00e3o de conhecimentos e art\u00edsticos, por assim dizer, dos lugares onde essas fronteiras est\u00e3o situadas\/estabelecidas: sejam elas concretadas como marcos reais, sejam as fronteiras sociais postas como limites virtuais e\/ou imagin\u00e1rios pelos sistemas comerciais, pol\u00edticos ou econ\u00f4micos dos lugares. Nesse sentido, propomos reunir discuss\u00f5es neste simp\u00f3sio, como propostas epist\u00eamicas <em>outras<\/em> a partir desses lugares (geogr\u00e1ficos, mas tamb\u00e9m culturais), de conceitos descoloniais <em>outros<\/em> que emergem de dentro e de fora dessas fronteiras (im)postas pelos diferentes sistemas imperantes; tais como: \u201c<em>bio<\/em>geografias\u201d, \u201ccr\u00edtica biogr\u00e1fica fronteiri\u00e7a\u201d, \u201cdiscursos ind\u00edgenas\u201d e \u201cliteraturas de fronteira\u201d, est\u00e9ticas perif\u00e9ricas, epistemologias marginais, produ\u00e7\u00f5es de conhecimentos a partir de conhecimentos etc; entre muitos outros que rompam as no\u00e7\u00f5es postas e estabelecidas pelos discursos cl\u00e1ssico e moderno como \u00fanicos produtores de arte, cultura e conhecimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coordenadores:\u00a0Dr. Edgar C\u00e9zar Nolasco (UFMS\/NECC) e Dr. Marcos Ant\u00f4nio Bessa-Oliveira (UEMS\/NAV(r)E)<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ST 06 &#8211;\u00a0Raz\u00f5es e ra\u00edzes da viol\u00eancia contempor\u00e2nea contra os povos ind\u00edgenas na Am\u00e9rica Latina<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descri\u00e7\u00e3o: Nosso Simp\u00f3sio Tem\u00e1tico tem como objetivo compreender, analisar e problematizar a viol\u00eancia contempor\u00e2nea contra os Povos Ind\u00edgenas na Am\u00e9rica Latina elucidando suas raz\u00f5es e ra\u00edzes hist\u00f3ricas a partir das teorias decoloniais e outras teorias que auxiliam na an\u00e1lise do tema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para compreender a viol\u00eancia contempor\u00e2nea contra os Povos Ind\u00edgenas na Am\u00e9rica Latina, faz-se necess\u00e1rio partir de uma an\u00e1lise sist\u00eamica e de longa dura\u00e7\u00e3o, considerando que a mesma incide fundamentalmente sobre a territorialidade dos povos origin\u00e1rios, seja nas disputas pela terra e por recursos, seja nos processos que dificultam seu reconhecimento enquanto sujeitos pol\u00edticos, dotados de especificidades culturais. Entre as diversas perspectivas de se analisar os atuais dilemas vividos pelos povos ind\u00edgenas na regi\u00e3o, sobretudo nos que buscam compreender as ra\u00edzes e as raz\u00f5es da atual situa\u00e7\u00e3o no continente latino americano, sendo uma delas a proposi\u00e7\u00e3o dos autores\u00a0 identificados com a no\u00e7\u00e3o de Colonialidade do Poder, que acentuam,\u00a0 na an\u00e1lise dos processos de conflito e viol\u00eancia,\u00a0 a presen\u00e7a \u00a0do \u201cepistimic\u00eddio\u201d\u00a0 e a necessidade de desconstruir, de forma radical, o pensamento euroc\u00eantrico\u00a0 que\u00a0 est\u00e1 envolvido nestes processos. Em quase toda a Am\u00e9rica Latina e no Brasil especialmente, n\u00e3o obstante os avan\u00e7os decorrentes da inscri\u00e7\u00e3o de direitos nas Constitui\u00e7\u00f5es Nacionais e na legisla\u00e7\u00e3o internacional, a viol\u00eancia, nesta perspectiva, ainda permeia a a\u00e7\u00e3o do Estado, reduzindo direitos como a n\u00e3o demarca\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios e implanta\u00e7\u00e3o de obras desenvolvimentistas que afetam esses povos e se expressa tamb\u00e9m atrav\u00e9s da omiss\u00e3o deste frente a assassinatos e a invas\u00e3o das terras ind\u00edgenas por parte dos setores hegem\u00f4nicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste Simp\u00f3sio, ser\u00e3o bem vindos trabalhos que se debrucem sobre casos espec\u00edficos destas formas de viol\u00eancia e de conflito, bem como reflex\u00f5es te\u00f3ricas relacionadas ao tema, sejam estas identificadas com a perspectiva te\u00f3rica proposta ou outras que contribuam para a an\u00e1lise desta quest\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coordenadores:\u00a0Dr. Clovis Antonio Brighenti (UNILA) e Dra. Carmen Susana Tornquist (UDESC-SC\/PPGPLAN)<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ST 07 &#8211;\u00a0M\u00eddia, identidades e debates p\u00f3s-coloniais: saberes, perspectivas, possibilidades<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descri\u00e7\u00e3o:\u00a0A contemporaneidade tem se apresentado enquanto um per\u00edodo de tens\u00e3o temporal, no qual indiv\u00edduos e grupos s\u00e3o constantemente perpassados por in\u00fameros vetores de produ\u00e7\u00e3o de sentidos e sensibilidades. Nesse \u00e2mago se localizam de modo extremamente atuante os meios de comunica\u00e7\u00e3o, estabelecidos gradualmente como m\u00eddias de massas, os quais foram adquirindo import\u00e2ncia central no mundo que se construiu a partir da emerg\u00eancia do que se convencionou definir como \u201cmundo moderno\u201d. Como parte desse processo, percebe-se a paulatina constru\u00e7\u00e3o de centros hegem\u00f4nicos de produ\u00e7\u00e3o de saberes e de refer\u00eancias socioculturais, postas em par\u00e2metros de pertencimento, comportamento, socializa\u00e7\u00e3o, consumo, dentre tantos outros, os quais oportunamente s\u00e3o estabelecidos e destru\u00eddos. O sucesso dessa empreitada, por\u00e9m, \u00e9 parcial uma vez que, no centro, localiza-se uma contenda sociohist\u00f3rica que tem por disputa a atribui\u00e7\u00e3o sobre a afirma\u00e7\u00e3o do que seriam as \u201cidentidades leg\u00edtimas\u201d, quem as representa, bem como os c\u00f3digos necess\u00e1rios para que sejam afirmadas socialmente. Observa-se, tamb\u00e9m presente, um conjunto extremamente vasto de pr\u00e1ticas sociais de resist\u00eancia e afirma\u00e7\u00e3o que v\u00e3o se estabelecendo a partir de pr\u00e1ticas, s\u00edmbolos e espa\u00e7os diversificados \u2013 seja subvertendo totalmente os c\u00f3digos ditos leg\u00edtimos, ou mesmo o fazendo a partir de pequenas desobedi\u00eancias cotidianas, produtoras de novos saberes e apropria\u00e7\u00f5es. Tais tens\u00f5es, por exemplo, v\u00eam se mostrando extremamente presentes nas \u00e1reas de fronteira, tendo como centro de manifesta\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito discursivo, dentre outras formas, dualidades habilmente posicionadas pelo discurso midi\u00e1tico hegem\u00f4nico, o qual det\u00e9m a atribui\u00e7\u00e3o da escrita considerada leg\u00edtima. Dentre essas dualidades pode-se citar: pobreza\/consumo, licitude\/ilegalidade, dec\u00eancia\/transgress\u00e3o, dentre outras. Nesse debate, portanto, quest\u00f5es se fazem necess\u00e1rias: que tipos de novas perspectivas de constru\u00e7\u00e3o de formas de pertencimento passam a ser poss\u00edveis de existir, tendo em vista que a resist\u00eancia \u00e9 constante? Como pensar essas formas de express\u00e3o contra hegem\u00f4nicas de forma a termos uma compreens\u00e3o complexa do din\u00e2mico mundo social que se faz presente no cotidiano que nos cerca? A proposta de Simp\u00f3sio Tem\u00e1tico tem por centro tal debate e visa a incorporar tem\u00e1ticas que relacionem tanto a tentativa de afirma\u00e7\u00e3o do poder hegem\u00f4nico midi\u00e1tico, quanto as express\u00f5es de resist\u00eancias anteriormente elencadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coordenadores:\u00a0Me. Marcelo Hansen Schlachta (IFPR) e Me. Jael dos Santos (Unioeste)<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ST 08 &#8211;\u00a0Pr\u00e1ticas e Pol\u00edticas educacionais na Am\u00e9rica Latina<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descri\u00e7\u00e3o: As pol\u00edticas p\u00fablicas de educa\u00e7\u00e3o ao redor do mundo est\u00e3o passando por um processo de padroniza\u00e7\u00e3o internacional. O sistema PISA (Programme for International Studant Assiment), que conta atualmente com a participa\u00e7\u00e3o de 32 pa\u00edses, promove testes internacionais com o objetivo de estabelecer n\u00edveis de aprendizado. Para tanto, s\u00e3o criados sistemas gen\u00e9ricos de avalia\u00e7\u00e3o que desprezam as particularidades de cada regi\u00e3o analisada. Al\u00e9m disso, h\u00e1 a proposta de mecaniza\u00e7\u00e3o do conhecimento, sendo estabelecidos apenas par\u00e2metros para mensurar pseudo compet\u00eancias sobre o entendimento de Ci\u00eancias, Matem\u00e1tica e a capacidade de leitura dos estudantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, Brasil, Chile, Col\u00f4mbia, Costa Rica, M\u00e9xico, Peru, Rep\u00fablica Dominicana e Uruguai s\u00e3o pa\u00edses que se tornaram signat\u00e1rios do sistema PISA. Sendo assim, as pol\u00edticas p\u00fablicas destes pa\u00edses passaram a estabelecer metas que direcionam o processo ensino-aprendizagem a uma forma\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica que atenda aos par\u00e2metros internacionais e desprezam a forma\u00e7\u00e3o cr\u00edtica do indiv\u00edduo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na contram\u00e3o desse processo de mecaniza\u00e7\u00e3o do processo de ensino-aprendizagem, professorxs procuram promover pr\u00e1ticas educativas que priorizam a forma\u00e7\u00e3o cr\u00edtica dos alunxs. Al\u00e9m disso, h\u00e1 propostas de pol\u00edticas p\u00fablicas para a educa\u00e7\u00e3o que seguem perspectivas diferentes do sistema PISA. Nesse sentido, o objetivo desse Simp\u00f3sio \u00e9 reunir pesquisadorxs que discutam as pol\u00edticas p\u00fablicas de educa\u00e7\u00e3o e relatos de experi\u00eancia de professorxs e estudantes dos cursos de Licenciaturas sobre suas pr\u00e1ticas educacionais no Ensino Fundamental e Ensino M\u00e9dio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coordenadores:\u00a0Dra. Alessandra Fontes Carvalho da Rocha (UFRJ) e Dr. Washington Kuklinski Pereira (SME-RJ)<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ST 09 &#8211;\u00a0Ao sul do atl\u00e2ntico: o tr\u00e2nsito de saberes e pr\u00e1ticas eixo sul-sul<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descri\u00e7\u00e3o: Na contemporaneidade o impacto e intensidade dos fen\u00f4menos socioculturais suscitam debates, que desafiam a <em>pr\u00e1xis<\/em> nos diferentes campos do conhecimento das ci\u00eancias sociais e humanas. Assim, podemos citar algumas situa\u00e7\u00f5es (pr\u00f3prias desse fen\u00f4meno), como: o afluxo de imigrantes africanos no territ\u00f3rio latino-americano; a ascens\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es sociais, mediadas por tecnologias virtuais; e a multiplicidades de trocas culturais, que geram identidades rizom\u00e1ticas. Esses fen\u00f4menos socioculturais interrogam as teorias cl\u00e1ssicas, instigam a produ\u00e7\u00e3o de outros conhecimentos e desvelam saberes e pr\u00e1ticas eclipsados pelo discurso can\u00f4nico ocidental de <em>verdade cient\u00edfica<\/em>. Nesse sentido, ao mesmo tempo que a desordem material e simb\u00f3lica produzida pela tens\u00e3o entre o tradicional e o contempor\u00e2neo geram medo e ang\u00fastia, tamb\u00e9m abrem espa\u00e7os para vozes, que outrora foram silenciadas pelo colonialismo epist\u00eamico e geopol\u00edtico do binarismo norte-sul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, este simp\u00f3sio tem\u00e1tico acolher\u00e1 trabalhos produzidos no limiar dos conflitos socioculturais, na era da globaliza\u00e7\u00e3o, na perspectiva do sul, cujo objetivo \u00e9 proporcionar outros caminhos e possibilidades \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um conhecimento situado e reflexivo no \u00e2mbito das ci\u00eancias sociais e humanas, no espa\u00e7o latino-americano, em di\u00e1logo com saberes produzidos no contexto caribenho e africano. Tamb\u00e9m ser\u00e3o aceitas releituras de correntes te\u00f3ricas tradicionais, desde que n\u00e3o evada da proposta do simp\u00f3sio, que tem como enfoque a circula\u00e7\u00e3o de saberes sens\u00edveis \u00e0s din\u00e2micas socioculturais eixo sul-sul. Al\u00e9m disso, pesquisas que trazem contribui\u00e7\u00f5es metodol\u00f3gicas ser\u00e3o bem-vindas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coordenadores:\u00a0Dr. Jose de Ribamar Sousa (UCB), Ma. Kelly Tatiane Martins Quirino (UNB) e Ma. Gl\u00f3ria Maria Santiago Pereira (UCB)<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ST 10 &#8211;\u00a0Cultura e Desenvolvimento Econ\u00f4mico na Am\u00e9rica Latina<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descri\u00e7\u00e3o: O simp\u00f3sio tem\u00e1tico tem como escopo aprofundar a reflex\u00e3o sobre as diversas modalidades de planejamento, de organiza\u00e7\u00e3o, de monitoramento e\u00a0 de gest\u00e3o das pol\u00edticas culturais na Am\u00e9rica Latina e como elas podem contribuir para o desenvolvimento econ\u00f4mico da regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A proposta \u00e9 criar um espa\u00e7o interdisciplinar sobre a necessidade de repensar o aproveitamento econ\u00f4mico da cultura na regi\u00e3o e seus atores. O ST visa reunir pesquisadores, professores, estudantes, gestores pol\u00edticos e membros de movimentos sociais que est\u00e3o dispostos a debater ferramentas, conceitos, pol\u00edticas culturais e desenvolvimento econ\u00f4mico da regi\u00e3o. Ser\u00e3o bem-vindos estudos e relatos: 1) experi\u00eancias latino-americanas sobre a aloca\u00e7\u00e3o de recursos em pol\u00edticas culturais e em ind\u00fastrias culturais.\u00a0 2) Cultura popular e sua din\u00e2mica com o mercado de bens e servi\u00e7os culturais. \u00a03)\u00a0 Apropria\u00e7\u00e3o, hegemonia cultural e concorr\u00eancia internacional; 4) Economia da cultura e sua din\u00e2mica capitalista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coordenadores:\u00a0Me. Isa\u00edas Albertin de Moraes (UNESP) e Dra. Monica Heinzelmann Portella de Aguiar (UCAM)<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ST 11 &#8211;\u00a0Bem Viver e ecossocioeconomia como alternativas de desenvolvimento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descri\u00e7\u00e3o: Em contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 crise civilizatoria e ambiental provocada pelo capitalismo e seu suporte ideol\u00f3gico calcado no individualismo e no racionalismo; e frente as diferentes concep\u00e7\u00f5es de desenvolvimento requer-se uma reflex\u00e3o\/revis\u00e3o sobre seus conceitos. Neste sentido surgem experi\u00eancias ecossocioecon\u00f4micas e modelos de desenvolvimento como o Bem Viver, que se apresentam como alternativas de desenvolvimento territorial sustent\u00e1vel, privilegiando modos de vidas tradicionais e suas experi\u00eancias em curso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O termo ecossocioeconomia surgiu no contexto de uma nova economia de <em>sistemas socioecol\u00f3gicos complexos<\/em>, cunhado por Karl William Kapp (1987), nos anos 1970. Sugere um conjunto de esfor\u00e7os no qual se acredita que traga aprendizados para compreender os antecedentes da crise ambiental, cujo pressuposto se baseia nas mesmas assimetrias que existem entre homem e natureza, derivadas do antropocentrismo, onde preside a rela\u00e7\u00e3o homem x homem, que conduzem \u00e0 desigualdade social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O conceito do Bem Viver, ou \u201cBien Vivir\u201d ou \u201cVivir Bien, surgiu na regi\u00e3o andina da Am\u00e9rica do Sul. Derivado por um lado do Quechua e por outro do Aimara, idiomas pr\u00e9-hisp\u00e2nicos da regi\u00e3o dos Andes. \u00a0O Bem Viver reconhece que o planeta possui uma capacidade de carga limitada e que o consumo e o descarte deveriam considerar a coletividade, atual e futura, de modo a n\u00e3o prejudicar irreversivelmente os ecossistemas e a biodiversidade planet\u00e1ria (ACOSTA, 2008; GUDYNAS, 2009).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante disso, o objetivo deste simp\u00f3sio tem\u00e1tico \u00e9 dialogar interdisciplinarmente sobre o tema Bem Viver e suas aproxima\u00e7\u00f5es com experi\u00eancias ecossocioecon\u00f4micas. Entendendo que estas alternativas de desenvolvimento, emergem como plataformas para o debate sociopol\u00edtico e cultural, e que, apesar da diversidade de posturas, representam alternativas pass\u00edveis de se superar o paradigma do desenvolvimento hegem\u00f4nico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coordenadores:\u00a0Dra. Liliane Cristine Schlemer Alc\u00e2ntara (UFSCar\/PPGTU) e Dra. Isabel Jurema Grimm (PUC-PR)<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ST 12 &#8211; \u00a0IND\u00cdGENAS, AFRICANOS E AFROIND\u00cdGENAS: Experi\u00eancias, Cosmologias e Lutas em Perspectivas Decoloniais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descri\u00e7\u00e3o:\u00a0Refletir as transforma\u00e7\u00f5es da atual condi\u00e7\u00e3o Latino-Americana \u00e9 uma tarefa que exige, dentre outras investidas, a compreens\u00e3o hist\u00f3rica do processo colonizador enraizado no marco da Idade Moderna europeia e suas implica\u00e7\u00f5es na hist\u00f3ria do s\u00e9culo XIX e XX por todo o mundo. Contiguamente a esse entendimento, vemos emergir formas de vida e luta de povos ind\u00edgenas, comunidades quilombolas e popula\u00e7\u00f5es tradicionais com experi\u00eancias socioculturais e pol\u00edticas, visibilizadas em elabora\u00e7\u00f5es cosmol\u00f3gicas e projeto em defesa de direitos humanos e transforma\u00e7\u00f5es sociais. Quando mapeamos em documentos escritos, visuais, monumentais e narrativas orais sobre trajet\u00f3rias desses povos, surpreendemos resist\u00eancias imemoriais pelos saberes, fazeres e acreditares que remontam os \u00faltimos quatro s\u00e9culos. Com base na perspectiva interdisciplinar do conhecimento, a proposta do Simp\u00f3sio Tem\u00e1tico \u00e9 valorizar e discutir pesquisas interessadas nos modos de vida, cosmologias e saberes, ou focadas em lutas, poder de ag\u00eancia e protagonismo de popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, africanas, afro-brasileiras ou em zonas de contato afroind\u00edgena. Para esse investimento epistemol\u00f3gico, partimos da cr\u00edtica \u00e0 modernidade euroc\u00eantrica, cartesiana e iluminista realizada pelos estudos Decoloniais latino-americanos, como uma postura aberta a epistemes nativas historicamente invisibilizadas pelas teorias \u201ccontinentais\u201d que exercitaram leituras abissais entre o \u201cocidente e o resto\u201d. \u00a0Portanto, partindo da proposta de que o exerc\u00edcio da pesquisa n\u00e3o \u00e9 apenas \u201cdescolonizar\u201d ou desconstruir processos de domina\u00e7\u00e3o eurocentrados, mas avan\u00e7ar suas considera\u00e7\u00f5es mediante a inser\u00e7\u00e3o efetiva do pensar as alteridades, ultrapassando o essencialismo da diferen\u00e7a, perguntamos: De que modo a cr\u00edtica Decolonial tem ajudado a realizar leituras a contrapelo de experi\u00eancias, cosmologias, formas de luta e agenciamentos de popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, africanas e afroind\u00edgenas? Para instigar usos, apropria\u00e7\u00f5es, cr\u00edticas e debates a essa perspectiva te\u00f3rica, o Simp\u00f3sio Tem\u00e1tico estar\u00e1 aberto para acolher pesquisadores e pesquisas interessados em discutir essas quest\u00f5es e socializar tais experi\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coordenadores:\u00a0Dr. Jer\u00f4nimo da Silva e Silva (UNIFESSPA\/FACAMPO) e Dr. Agenor Sarraf Pacheco (UFPA\/FAV)<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ST 13 &#8211;\u00a0Colonialidade de poder e a transnacionaliza\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas afro-brasileiras<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descri\u00e7\u00e3o:\u00a0No entendimento de Mignolo (2008) a perspectiva decolonial \u00e9 uma forma de desobedi\u00eancia epist\u00e9mica para com as vis\u00f5es euroc\u00eantricas hegem\u00f4nicas. No entanto, tamb\u00e9m podem ser uma ferramenta te\u00f3rico-metodol\u00f3gica diferenciada que se pode utilizar para observar a realidade social. Propomos, neste Semin\u00e1rio tem\u00e1tico, discutir os processos de circula\u00e7\u00e3o e apropria\u00e7\u00e3o de \u201cbens simb\u00f3licos\u201d produzidos em pa\u00edses do Sul por indiv\u00edduos e grupos de pa\u00edses centrais. O marco te\u00f3rico sobre a transnacionaliza\u00e7\u00e3o (Basch, Glick-Shiller, 1994) que colocou em evid\u00eancia uma perspectiva \u201c<em>from below<\/em>\u201d (de baixo), ou a partir da perspectiva do ator, enfatizando a capacidade de a\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos (<em>agency<\/em>). O objetivo do Simp\u00f3sio Tem\u00e1tico \u00e9 de problematizar a transnacionaliza\u00e7\u00e3o de bens simb\u00f3licos a partir dos pa\u00edses do Sul, bem como os efeitos deste processo em ambos os polos do circuito, com foco nas pr\u00e1ticas afro-brasileiras. Por pr\u00e1ticas afro-brasileiras compreendemos um conjunto de saberes rituais e perform\u00e1ticos, tais como: a capoeira, o samba, o maracatu, o afox\u00e9, a batucada como tamb\u00e9m dos diversos manifesta\u00e7\u00f5es religiosas afrodescendentes no Brasil. Esperamos contribui\u00e7\u00f5es de pesquisadores que estejam desenvolvendo pesquisas sobre os processos de transnacionaliza\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas afro-brasileiras e suas intersec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coordenadores:\u00a0Dr. Daniel Granada da Silva Ferreira (Univates) e Dr. Ricardo Cesar Carvalho Nascimento (UNILAB)<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ST 14 &#8211;\u00a0Culturas H\u00edbridas e Di\u00e1logos De Fronteiras: Perspectivas Te\u00f3ricas e Experi\u00eancias Compartilhadas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descri\u00e7\u00e3o:\u00a0Este simp\u00f3sio receber\u00e1 trabalhos que abordem fluxos socioculturais em regi\u00f5es de fronteira. As fronteiras s\u00e3o compreendidas al\u00e9m dos aspectos geopol\u00edticos e comerciais, conformando regi\u00f5es de trocas simb\u00f3licas e sistemas culturais que assumem din\u00e2micas pr\u00f3prias, diferenciadas daquelas que s\u00e3o caracter\u00edsticas dos pa\u00edses vizinhos. Ao falar em culturas h\u00edbridas, Canclini () d\u00e1 especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0s regi\u00f5es de fronteira. Dentro da perspectiva cultural e atua\u00e7\u00e3o dos sujeitos fronteiri\u00e7os, muitos aspectos do cotidiano das fronteiras, como a viol\u00eancia e a militariza\u00e7\u00e3o, s\u00e3o ressignificados e passam a desencadear processos criativos e libertadores que mobilizam novos sujeitos e transformam o cen\u00e1rio. A perspectiva de transnacionalismo e bifocalidade de Vertovec () tamb\u00e9m contribui para perceber os fluxos culturais em regi\u00f5es de fronteira. N\u00e3o obstante, as din\u00e2micas geopol\u00edticas e socioculturais guardam diversidade em cada regi\u00e3o de fronteira, o que mostra a import\u00e2ncia dos di\u00e1logos de fronteiras como exerc\u00edcio de compara\u00e7\u00e3o e troca de experi\u00eancias. Ser\u00e3o recebidos trabalhos que abordem perspectivas te\u00f3ricas e metodol\u00f3gicas para o estudo das regi\u00f5es de fronteira, assim como trabalhos que retratem experi\u00eancias de pesquisa e\/ou a\u00e7\u00e3o cultural em regi\u00f5es de fronteira da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coordenadores:\u00a0Dra. Diana Ara\u00fajo Pereira (Unila), Dr. J\u00falio da Silveira Moreira (Unila) e\u00a0Ma. Mayara Alexandre Costa (UFRJ)<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ST 15 &#8211;\u00a0Cooperativismo, Identidade e Desenvolvimento Local<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descri\u00e7\u00e3o: A\u00a0proposta do simp\u00f3sio \u00a0\u00e9 debater abordagens e resultados concretos de pesquisas e\/ou projetos de extens\u00e3o, enfatizando-se a produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de alimentos e objetos artesanais, os sujeitos e distintas formas de organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, redes curtas (circuitos curtos) e articula\u00e7\u00f5es culturais que substantivam iniciativas de desenvolvimento territorial de base local com autonomia decis\u00f3ria e valoriza\u00e7\u00e3o dos produtos de identidade territorial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coordenadores:\u00a0Ma. Simone Cristina Putrick (UFPI) e Dr. Mauro Jos\u00e9 Ferreira Cury (Unioeste\/UNIR)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ST 01 &#8211; \u00a0A perspectiva intercultural em estudos sobre l\u00edngua(s) de imigrantes e de fronteiras Descri\u00e7\u00e3o:\u00a0O presente Simp\u00f3sio objetiva refletir&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"parent":1099,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"class_list":["post-467","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/claec.org\/semlacult\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/467","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/claec.org\/semlacult\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/claec.org\/semlacult\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/claec.org\/semlacult\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/claec.org\/semlacult\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=467"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/claec.org\/semlacult\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/467\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2040,"href":"https:\/\/claec.org\/semlacult\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/467\/revisions\/2040"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/claec.org\/semlacult\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1099"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/claec.org\/semlacult\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=467"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}