{"id":1716,"date":"2022-08-29T21:25:57","date_gmt":"2022-08-30T00:25:57","guid":{"rendered":"https:\/\/claec.org\/semlacult\/?page_id=1716"},"modified":"2026-03-01T20:23:37","modified_gmt":"2026-03-01T23:23:37","slug":"simposios-tematicos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/claec.org\/semlacult\/simposios-tematicos\/","title":{"rendered":"Simp\u00f3sios Tem\u00e1ticos"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/claec.org\/semlacult\/comunicadores\/\"><strong>Submeta seu trabalho aqui!<\/strong><\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Os Simp\u00f3sios Tem\u00e1ticos (STs) est\u00e3o organizados em <strong>11 Salas Tem\u00e1ticas (A\u2013K)<\/strong>, para facilitar a escolha do(a) participante e fortalecer di\u00e1logos por afinidade conceitual.<\/p>\n\n\n\n<p>Como escolher:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Identifique a <strong>Sala Tem\u00e1tica<\/strong> que mais dialoga com seu trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Dentro da sala, selecione o <strong>ST<\/strong> cujo foco esteja mais alinhado a sua contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Em caso de d\u00favida, a Comiss\u00e3o Organizadora poder\u00e1 <strong>realocar<\/strong> a proposta para melhor ader\u00eancia tem\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Importante:<\/strong><br>Caso seu trabalho dialogue com o tema geral do evento, mas n\u00e3o se identifique plenamente com nenhuma das Salas Tem\u00e1ticas espec\u00edficas, recomendamos a submiss\u00e3o para a <strong>Sala K \u2014 Simp\u00f3sio Tem\u00e1tico Integrador<\/strong>, coordenada pela Comiss\u00e3o Cient\u00edfica e Organizadora do V SEMLACult 2026.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-pb-accordion-item c-accordion__item js-accordion-item no-js\" data-initially-open=\"false\" data-click-to-close=\"true\" data-auto-close=\"true\" data-scroll=\"false\" data-scroll-offset=\"0\"><h2 id=\"at-17160\" class=\"c-accordion__title js-accordion-controller\" role=\"button\"><strong>SALA A \u2014 Epistemologias do Sul, Educa\u00e7\u00e3o Decolonial e Territ\u00f3rios do Saber<\/strong><\/h2><div id=\"ac-17160\" class=\"c-accordion__content\">\n<p>Re\u00fane propostas voltadas a epistemologias do Sul, pensamento decolonial e debates cr\u00edticos sobre produ\u00e7\u00e3o de conhecimento, educa\u00e7\u00e3o e linguagem, incluindo interfaces com tecnologia e metodologias de pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-A01 \u2014 PERSPECTIVA DECOLONIAL LATINO-AMERICANA DA EPISTEMOLOGIA QUALITATIVA DE FERNANDO GONZ\u00c1LEZ REY<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 1: Epistemologias do Sul e Pensamento Decolonial, Eixo 8: Educa\u00e7\u00e3o, Ensino e Pedagogias Decoloniais<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: O objetivo do Simp\u00f3sio \u00e9 promover um espa\u00e7o dial\u00f3gico reflexivo em torno da Epistemologia Qualitativa de Fernando Gonz\u00e1lez Rey (1949-2019), evidenciando sua perspectiva decolonial no contexto latino-americano. A referida epistemologia, que foi desenvolvida como aporte \u00e0 Teoria da Subjetividade, desenvolvida pelo mesmo autor, resgata o lugar do pesquisador como sujeito da pesquisa, evidencia a dimens\u00e3o geradora de subjetividade de indiv\u00edduos e grupos sociais, bem como o valor da singularidade na ci\u00eancia possibilitando e legitimando minorias sociais. A subjetividade \u2013 individual e social \u2013 possui marcadores fortemente colonizados, atuando de formas complexas no desenvolvimento dos indiv\u00edduos e grupos sociais, como defendido por Nelson Maldonado-Torres e Walter Mignolo. O sil\u00eancio epistemol\u00f3gico com que muitos conhecimentos s\u00e3o apresentados como v\u00e1lidos socialmente, podem revestir processos de domina\u00e7\u00e3o e exclus\u00e3o social, pois n\u00e3o colocam em evid\u00eancia o contexto e a autoria do que \u00e9 considerado conhecimento v\u00e1lido, constituindo-se em domina\u00e7\u00e3o epistemol\u00f3gica. A Epistemologia Qualitativa foi desenvolvida por Fernando Gonz\u00e1lez Rey para constituir-se como refer\u00eancia \u00e0 uma metodologia que abarcasse e consolidasse a subjetividade como um sistema complexo por meio de tr\u00eas princ\u00edpios centrais: 1) Princ\u00edpio dial\u00f3gico: A Epistemologia Qualitativa compreende a pesquisa como um processo de comunica\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica e sociorrelacional, isso porque esse processo se d\u00e1 pelas rela\u00e7\u00f5es estabelecidas entre todos os envolvidos, principalmente pesquisador(a) e participantes da pesquisa. Isso implica compreens\u00e3o do di\u00e1logo como uma via que busca entender a realidade dos grupos e indiv\u00edduos n\u00e3o pelo padr\u00e3o est\u00edmulo-resposta de conversa\u00e7\u00f5es unidirecionais e t\u00e9cnico-operacionais, mas pela constru\u00e7\u00e3o relacional e protag\u00f4nica dos envolvidos; 2) Princ\u00edpio construtivo-interpretativo: A pesquisa por essa via, \u00e9 compreendida como um processo de produ\u00e7\u00e3o te\u00f3rica, em que a prepara\u00e7\u00e3o e fundamenta\u00e7\u00e3o do pesquisador para articular e interpretar criativamente as ideias e informa\u00e7\u00f5es que o campo pode lhe oferecer, \u00e9 um car\u00e1ter indispens\u00e1vel para a efetividade da produ\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es e constitui\u00e7\u00e3o do campo de investiga\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, em rela\u00e7\u00e3o ao pesquisador, \u00e9 importante: (a) sua total imers\u00e3o no campo de pesquisa; e (b) compreens\u00e3o reflexiva e pessoal da Teoria da Subjetividade e da proposta epistemol\u00f3gico-metodol\u00f3gica desenhada para o estudo da subjetividade; 3) Princ\u00edpio da singularidade: A singularidade possui grande valor epistemol\u00f3gico na produ\u00e7\u00e3o de conhecimento, dentro de um modelo te\u00f3rico que entenda o singular n\u00e3o como unicidade, mas que ao longo do processo de constru\u00e7\u00f5es interpretativas das informa\u00e7\u00f5es, possa caracterizar a capacidade explicativa ao que est\u00e1 sendo estudado. Assim, a singularidade humana \u00e9 marcada pelo car\u00e1ter simb\u00f3lico-emocional nas produ\u00e7\u00f5es de sentidos subjetivos de car\u00e1ter din\u00e2mico e permanente, pois \u00e9 sempre pass\u00edvel de novas configura\u00e7\u00f5es, uma vez que tais sentidos s\u00e3o sempre produzidos na tens\u00e3o eu-outro-outros e se organizam gerando configura\u00e7\u00f5es subjetivas que produzem novos caminhos de posicionamentos e atua\u00e7\u00e3o na realidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Dra. Maristela Rossato (Universidade de Bras\u00edlia); Dra. Stela Martins Teles (Instituto Federal de Bras\u00edlia)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-A02 \u2014 Intelig\u00eancia Artificial, Tecnodiversidade e pr\u00e1ticas decoloniais: epistemologias e di\u00e1logos poss\u00edveis<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 1: Epistemologias do Sul e Pensamento Decolonial, Eixo 2: Pr\u00e1ticas Decoloniais e Transforma\u00e7\u00e3o Social<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: Este simp\u00f3sio tem\u00e1tico prop\u00f5e um espa\u00e7o cr\u00edtico de reflex\u00e3o sobre os di\u00e1logos poss\u00edveis entre a Intelig\u00eancia Artificial e as epistemologias do Sul (Boaventura Santos, 2010), a partir de uma perspectiva decolonial (Quijano, 2000). Inspirados pelo conceito de tecnodiversidade de Yuk Hui (2024), e diante do avan\u00e7o das tecnologias digitais e do uso massivo de algoritmos por plataformas e big techs, buscamos tensionar a colonialidade embutida nas infraestruturas, l\u00f3gicas e epistemes que regem os sistemas de IA, refletindo sobre seus impactos \u00e9ticos, sociais e culturais (Noble, 2018), em especial, nos territ\u00f3rios latino-americanos. Partimos do reconhecimento de que a IA, enquanto tecnologia constru\u00edda sob l\u00f3gicas ocidentais, capitalistas e hegem\u00f4nicas (Silva, 2022), opera reproduzindo e, por vezes, aprofundando desigualdades hist\u00f3ricas \u2014 incluindo racismos algor\u00edtmicos, epistemic\u00eddios digitais e processos de invisibiliza\u00e7\u00e3o de saberes e corpos dissidentes (Cusicanqui, 2010). Nesse contexto, o simp\u00f3sio convida pesquisadoras(es), ativistas, artistas, educadoras(es) e demais interessadas(os) a compartilhar investiga\u00e7\u00f5es, relatos de experi\u00eancia e pr\u00e1ticas que confrontem tais din\u00e2micas, propondo alternativas desde epistemologias negras, ind\u00edgenas, feministas, afrodiasp\u00f3ricas e outras formas de saber localizadas. Ser\u00e3o valorizadas contribui\u00e7\u00f5es que abordem os seguintes eixos: \u00e9tica, regula\u00e7\u00e3o e a defesa da soberania digital em contextos perif\u00e9ricos; cr\u00edticas ao extrativismo de dados, ao imperialismo digital e \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de entidades tecnopol\u00edticas h\u00edbridas; pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas decoloniais e po\u00e9ticas art\u00edsticas como contra-dispositivos de poder; al\u00e9m de experi\u00eancias de insurg\u00eancia algor\u00edtmica, m\u00eddias comunit\u00e1rias e tecnologias sociais. Interessa-nos, sobretudo, fomentar uma ecologia de saberes que desloque o debate sobre IA para al\u00e9m do tecnicismo, afirmando perspectivas pluriversais e compromissadas com a justi\u00e7a cognitiva. Ao reunir vozes diversas do Sul Global, o simp\u00f3sio busca contribuir para a constru\u00e7\u00e3o de futuros digitais que, dialogando com Ailton Krenak (2019), sejam capazes de \u201cadiar o fim do mundo\u201d, enraizando-se na solidariedade epist\u00eamica, na dignidade dos saberes e na transforma\u00e7\u00e3o social. Propomos, assim, uma arena de debates que cruze cr\u00edtica te\u00f3rica com pr\u00e1ticas decoloniais, promovendo di\u00e1logos entre universidades, coletivos, comunidades e territ\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o: <\/strong>Dra. Talita Souza Magnolo (Universidade Federal de Juiz de Fora); Me. Alexandre Garbini De Nadal (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-A03 \u2014 Descolonizar o saber: educa\u00e7\u00e3o, linguagem e escritas de resist\u00eancia no Sul Global<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 8: Educa\u00e7\u00e3o, Ensino e Pedagogias Decoloniais<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: O presente simp\u00f3sio prop\u00f5e-se a constituir um espa\u00e7o de converg\u00eancia e di\u00e1logo entre pesquisadores, educadores, ativistas e estudantes comprometidos com a investiga\u00e7\u00e3o e a pr\u00e1tica da educa\u00e7\u00e3o sob a perspectiva da decolonialidade. Seu objetivo central \u00e9 problematizar as estruturas euroc\u00eantricas que historicamente conformaram as institui\u00e7\u00f5es de ensino, os curr\u00edculos e as matrizes de produ\u00e7\u00e3o do saber, conforme apontado por autores fundamentais do pensamento decolonial. A fundamenta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica ancora-se na cr\u00edtica \u00e0 colonialidade do saber, formulada por An\u00edbal Quijano, compreendida como um dispositivo hist\u00f3rico de hierarquiza\u00e7\u00e3o epist\u00eamica respons\u00e1vel por exclus\u00f5es, silenciamentos e assimetrias persistentes no campo educacional. Nesse quadro, dialoga-se com Walter Mignolo, cuja no\u00e7\u00e3o de diferen\u00e7a colonial evidencia como a modernidade europeia se constituiu a partir da nega\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de outras cosmologias, racionalidades e modos de exist\u00eancia. Essa reflex\u00e3o articula-se \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es de Frantz Fanon, sobretudo no que diz respeito \u00e0 an\u00e1lise dos efeitos do colonialismo sobre as subjetividades, os corpos e os processos de forma\u00e7\u00e3o, evidenciando a dimens\u00e3o pedag\u00f3gica da viol\u00eancia colonial e a necessidade de uma descoloniza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, cultural e epist\u00eamica. Soma-se a esse horizonte cr\u00edtico o pensamento de Aim\u00e9 C\u00e9saire, cuja den\u00fancia do colonialismo enquanto projeto civilizat\u00f3rio fundado na desumaniza\u00e7\u00e3o ilumina as rela\u00e7\u00f5es entre domina\u00e7\u00e3o, linguagem e educa\u00e7\u00e3o, afirmando a negritude como gesto de resist\u00eancia simb\u00f3lica. O simp\u00f3sio busca deslocar as l\u00f3gicas coloniais ainda operantes no campo educativo, valorizando as epistemologias do Sul Global e suas formas plurais de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento. Dialoga-se, nesse sentido, com Boaventura de Sousa Santos, em especial com sua proposta das Epistemologias do Sul e do pensamento p\u00f3s-abissal, que convoca a supera\u00e7\u00e3o das linhas radicais que separam os saberes legitimados daqueles historicamente desqualificados. O escopo do simp\u00f3sio abrange desde as pedagogias populares, inspiradas em Paulo Freire, que colocam o di\u00e1logo, a pr\u00e1xis e a consci\u00eancia cr\u00edtica no centro do processo educativo, at\u00e9 pr\u00e1ticas educacionais comunit\u00e1rias e territoriais desenvolvidas em contextos ind\u00edgenas e quilombolas. Nesse horizonte ampliado, o simp\u00f3sio tamb\u00e9m se abre \u00e0 discuss\u00e3o das escritas decoloniais em prosa contempor\u00e2nea, compreendidas como espa\u00e7os de elabora\u00e7\u00e3o est\u00e9tica, cr\u00edtica hist\u00f3rica e disputa de narrativas. Pretende-se acolher trabalhos que contribuam para novas formas de ler e reconhecer essas produ\u00e7\u00f5es, especialmente aquelas oriundas de contextos marcados pela experi\u00eancia colonial e p\u00f3s-colonial. Por fim, o simp\u00f3sio aborda desafios institucionais da descoloniza\u00e7\u00e3o, como a revis\u00e3o de curr\u00edculos hegem\u00f4nicos, a forma\u00e7\u00e3o docente ainda marcada por referenciais eurocentrados e o papel das a\u00e7\u00f5es afirmativas como pol\u00edticas de repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. Metodologicamente, incentivam-se relatos de experi\u00eancia, pesquisas-a\u00e7\u00e3o e ensaios te\u00f3rico-pr\u00e1ticos que articulem teoria e pr\u00e1tica decolonial. Promovendo di\u00e1logos cr\u00edticos, plurais e comprometidos com justi\u00e7a social educacional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Dra. Simone Maria Bacellar Moreira (Universidade do Estado do Rio de Janeiro); Dr. Carlos Eduardo do Prado (Universidade Federal Rural de Pernambuco); Ma. Roberta Alves Silva Coimbra (Universidade do Estado do Rio de Janeiro); Ma. Alessandra Rodrigues de Moraes (Secretaria de Estado de Educa\u00e7ao do Rio de Janeiro &#8211; SEEDUC)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-A04 \u2014 Educa\u00e7\u00e3o do Campo, das \u00c1guas e das Florestas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 8: Educa\u00e7\u00e3o, Ensino e Pedagogias Decoloniais<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: Este Simp\u00f3sio Tem\u00e1tico prop\u00f5e discutir pr\u00e1ticas educativas, experi\u00eancias formativas e perspectivas te\u00f3rico-metodol\u00f3gicas situadas nos territ\u00f3rios do campo, das \u00e1guas e das florestas, articulando-as \u00e0s pedagogias decoloniais. Partimos do entendimento de que esses territ\u00f3rios produzem saberes, modos de vida e formas de resist\u00eancia que tensionam a colonialidade presente nas pol\u00edticas educacionais, nos curr\u00edculos e nos modelos hegem\u00f4nicos de forma\u00e7\u00e3o. O simp\u00f3sio busca reunir pesquisas e relatos que valorizem a interculturalidade, a Pedagogia da Altern\u00e2ncia e as territorialidades como princ\u00edpios estruturantes de processos educativos comprometidos com a justi\u00e7a cognitiva, a autonomia dos sujeitos e o reconhecimento das epistemologias produzidas pelos povos e comunidades tradicionais. Ao promover di\u00e1logos interepist\u00eamicos, pretendemos fortalecer debates que problematizam desigualdades hist\u00f3ricas, afirmam a dignidade dos territ\u00f3rios e contribuem para a constru\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas cr\u00edticas, emancipat\u00f3rias e alinhadas \u00e0s lutas dos povos do campo, das \u00e1guas e das florestas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Dr. Rainei Rodrigues Jadejiski (Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo\/Secretaria Estadual de Educa\u00e7\u00e3o-ES); Me. Guilherme Alves Pereira (Secretaria Estadual de Educa\u00e7\u00e3o-ES)<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-pb-accordion-item c-accordion__item js-accordion-item no-js\" data-initially-open=\"false\" data-click-to-close=\"true\" data-auto-close=\"true\" data-scroll=\"false\" data-scroll-offset=\"0\"><h2 id=\"at-17161\" class=\"c-accordion__title js-accordion-controller\" role=\"button\"><strong>SALA B \u2014 Territ\u00f3rios de Cultura, Mem\u00f3ria, Patrim\u00f4nio e Saberes Ancestrais<\/strong><\/h2><div id=\"ac-17161\" class=\"c-accordion__content\">\n<p>Sala dedicada a territ\u00f3rios de cultura, mem\u00f3ria social, patrim\u00f4nio e saberes ancestrais, com aten\u00e7\u00e3o a pol\u00edticas p\u00fablicas, pr\u00e1ticas comunit\u00e1rias e disputas por reconhecimento cultural.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-B01 \u2014 Territ\u00f3rios de cultura: saberes ancestrais, pol\u00edticas p\u00fablicas e pedagogias comunit\u00e1rias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 2: Pr\u00e1ticas Decoloniais e Transforma\u00e7\u00e3o Social<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: Esperamos acolher experi\u00eancias que discutam os territ\u00f3rios de cultura como espa\u00e7os vivos de produ\u00e7\u00e3o de saberes, pr\u00e1ticas pol\u00edticas, mem\u00f3rias sociais e pedagogias comunit\u00e1rias, compreendidos a partir de perspectivas decoloniais e das Epistemologias do Sul. Parte-se da compreens\u00e3o de que os territ\u00f3rios s\u00e3o constru\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas, simb\u00f3licas, afetivas e pol\u00edticas, atravessadas por disputas de sentido, resist\u00eancia e reexist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O simp\u00f3sio abre espa\u00e7o para coletivos, movimentos sociais, comunidades tradicionais, povos origin\u00e1rios, agentes culturais, pesquisadores\/as e educadores\/as que atuam na interface entre cultura, territ\u00f3rio, mem\u00f3ria, educa\u00e7\u00e3o popular e pol\u00edticas p\u00fablicas. Dialoga com pr\u00e1ticas comunit\u00e1rias que mobilizam saberes ancestrais, tecnologias sociais, economias solid\u00e1rias, comunica\u00e7\u00e3o popular, agroecologia, sistemas tradicionais de cura e metodologias colaborativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem restringir seu escopo, o simp\u00f3sio tamb\u00e9m acolhe reflex\u00f5es relacionadas a pol\u00edticas culturais contempor\u00e2neas, como o Programa Nacional dos Comit\u00eas de Cultura (PNCC) e a atua\u00e7\u00e3o dos agentes territoriais de cultura, entendidos como mediadores, articuladores de pol\u00edticas p\u00fablicas, produtores de redes colaborativas e guardi\u00f5es de mem\u00f3rias sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>No campo te\u00f3rico, estabelece di\u00e1logo com autores\/as das Epistemologias do Sul, da decolonialidade, dos estudos da mem\u00f3ria (Halbwachs) e das \u201cmem\u00f3rias subterr\u00e2neas\u201d de Pollak, compreendendo a mem\u00f3ria como campo de disputa, resist\u00eancia e produ\u00e7\u00e3o de sentidos contra-hegem\u00f4nicos. As contribui\u00e7\u00f5es podem incluir experi\u00eancias emp\u00edricas, an\u00e1lises te\u00f3ricas, metodologias participativas e estudos de caso ancorados nos territ\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo central \u00e9 ser um espa\u00e7o de di\u00e1logos Sul-Sul sobre pr\u00e1ticas culturais, educativas, pol\u00edticas e comunit\u00e1rias que reinventam, cotidianamente, formas de existir, produzir conhecimento e disputar direitos na Am\u00e9rica Latina contempor\u00e2nea.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Dra. Renata de Almeida Oliveira (Afya Universidade UNIGRANRIO); Dra. Beatriz Brand\u00e3o dos Santos (Afya Universidade UNIGRANRIO); Mestre de saberes tradicionais Carlos Alexandre de Oliveira (Centro Cultural Na\u00e7\u00e3o Mesti\u00e7a)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-B02 \u2014 Mem\u00f3ria, Ra\u00e7a e Produ\u00e7\u00e3o de Saberes: Patrim\u00f4nio Cultural e Narrativas decoloniais no Sul Global<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 1: Epistemologias do Sul e Pensamento Decolonial, Eixo 4: Culturas Latino-Americanas e Estudos Culturais Cr\u00edticos, Eixo 7: G\u00eanero, Ra\u00e7a e Interseccionalidades<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: O simp\u00f3sio tem\u00e1tico prop\u00f5e debater as articula\u00e7\u00f5es entre mem\u00f3ria, ra\u00e7a e produ\u00e7\u00e3o de saberes no patrim\u00f4nio cultural material e imaterial, enfatizando perspectivas decoloniais e epistemologias do Sul. Busca compreender como comunidades racializadas, povos tradicionais e coletivos subalternizados mobilizam pr\u00e1ticas, narrativas e express\u00f5es culturais para afirmar identidades, reivindicar direitos e elaborar formas pr\u00f3prias de exist\u00eancia diante de silenciamentos, apagamentos e expropria\u00e7\u00f5es. Parte-se da ideia de que a mem\u00f3ria \u00e9 um campo de disputa, onde hierarquias raciais e coloniais moldam o que \u00e9 reconhecido como patrim\u00f4nio, quem pode narrar e quais experi\u00eancias s\u00e3o legitimadas. O ST acolhe reflex\u00f5es sobre a patrimonializa\u00e7\u00e3o de saberes e fazeres, sobretudo de comunidades negras, ind\u00edgenas, quilombolas, ribeirinhas e perif\u00e9ricas; sobre pr\u00e1ticas corporais, express\u00f5es art\u00edsticas, saberes de cura, espiritualidade, territorialidade e pr\u00e1ticas alimentares enquanto formas identit\u00e1rias, pol\u00edticas e de resist\u00eancia. Interessa tamb\u00e9m analisar a atua\u00e7\u00e3o de mulheres, juventudes, coletivos culturais e movimentos sociais na constru\u00e7\u00e3o de narrativas contra-hegem\u00f4nicas e na produ\u00e7\u00e3o de outras formas de mem\u00f3ria e patrim\u00f4nio que questionam modelos euroc\u00eantricos, bem como discutir avan\u00e7os nas pol\u00edticas p\u00fablicas de patrim\u00f4nio cultural. Metodologicamente, acolhem-se pesquisas qualitativas, etnogr\u00e1ficas, de hist\u00f3ria oral, an\u00e1lises de pol\u00edticas culturais, estudos decoloniais e investiga\u00e7\u00f5es sobre mem\u00f3ria social, incluindo abordagens inter e transdisciplinares. S\u00e3o bem-vindos trabalhos que problematizem a rela\u00e7\u00e3o entre Estado, institui\u00e7\u00f5es de mem\u00f3ria e comunidades; que discutam usos sociais do patrim\u00f4nio; ou que explorem processos de transmiss\u00e3o de saberes em contextos intergeracionais, superando a divis\u00e3o entre material e imaterial. Espera-se promover di\u00e1logos horizontais que reafirmem o patrim\u00f4nio como processo vivo, coletivo e atravessado por corpo, mem\u00f3ria, ra\u00e7a, g\u00eanero e territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Dr. Alan Dutra de Melo (Universidade Federal do Pampa &#8211; Campus Jaguar\u00e3o-RS\/PPG Ci\u00eancias Humanas-UNIPAMPA\/ PPG em Mem\u00f3ria Social e Patrim\u00f4nio Cultural Universidade Federal de Pelotas-RS); Me. Matheus Magalh\u00e3es Costa (Universidade Federal de Pelotas &#8211; Instituto de Ci\u00eancias Humanas \/ Pelotas\/RS); Ma. Maria Alcina Luiz Alves (Universidade Federal de Pelotas &#8211; Instituto de Ci\u00eancias Humanas \/ Pelotas\/RS); Dra. Maria de F\u00e1tima Bento Ribeiro (Coordenadora de Pesquisa do CLAEC &#8211;  Centro Latino-Americano de Estudos em Cultura); Me. Andr\u00e9 Alves da Silva (Universidade Federal de Pelotas &#8211; Instituto de Ci\u00eancias Humanas &#8211; Pelotas\/RS)<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-pb-accordion-item c-accordion__item js-accordion-item no-js\" data-initially-open=\"false\" data-click-to-close=\"true\" data-auto-close=\"true\" data-scroll=\"false\" data-scroll-offset=\"0\"><h2 id=\"at-17162\" class=\"c-accordion__title js-accordion-controller\" role=\"button\"><strong>SALA C \u2014 Migra\u00e7\u00f5es, Fronteiras e Integra\u00e7\u00e3o Regional<\/strong><\/h2><div id=\"ac-17162\" class=\"c-accordion__content\">\n<p>Abriga simp\u00f3sios sobre migra\u00e7\u00f5es, fronteiras e territorialidades, incluindo debates correlatos de geopol\u00edtica cultural, conflitos e integra\u00e7\u00e3o regional na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-C01 \u2014 Narrar a Exist\u00eancia-Resist\u00eancia Migrante: Vozes Anticoloniais das Margens<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 5: Territ\u00f3rios, Fronteiras e Geopol\u00edticas Culturais<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: Considerando a din\u00e2mica capitalista, que promove l\u00f3gicas de exclus\u00e3o nas fronteiras dos Estados-Na\u00e7\u00e3o e entre os migrantes, percebo que esses s\u00e3o marginalizados e vulnerabilizados (Di Cesare, 2019). Isso contribui para apagar a pot\u00eancia de suas hist\u00f3rias e viv\u00eancias, e para a aus\u00eancia de uma filosofia pr\u00f3pria da migra\u00e7\u00e3o desses sujeitos-protagonistas (Dussel, 2015). Assim, objetivo reunir neste ST, pesquisadores para discutir um movimento filos\u00f3fico-anticolonial da migra\u00e7\u00e3o que rejeite solu\u00e7\u00f5es simplistas e reducionistas, e reconhe\u00e7a as narrativas dos migrantes como ferramenta de exist\u00eancia-resist\u00eancia e valoriza\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias (Fals Borda, 2015). Metodologicamente, penso que seriam providenciais propostas anticoloniais como, por exemplo, cartografias visuais, digitais, afetivas e discursivas, em sentido amplo, com o fito de compor e organizar as escritas de vida migrante (Rolnik, 2007). Assim, ser\u00e1 poss\u00edvel construir uma \u00e9tica migrat\u00f3ria fundada na justi\u00e7a, inclus\u00e3o e respeito \u00e0 pluralidade dessas narrativas-exist\u00eancias-resist\u00eancias (Sousa Santos, 2002). Para tanto, algumas possibilidades epistemol\u00f3gicas orbitam: i. as bases hist\u00f3ricas do colonialismo (C\u00e9saire, 2020); ii. a rela\u00e7\u00e3o entre patriarcado e capitalismo; iii. os processos de exclus\u00e3o e invisibiliza\u00e7\u00e3o de sujeitos em mobilidade; iv. a articula\u00e7\u00e3o da plataforma anticolonial e a pr\u00e1xis emancipat\u00f3ria (Losurdo, 2020); e, v. as implica\u00e7\u00f5es das no\u00e7\u00f5es de territorialidade, fronteiras e hospitalidade-amizade incondicional (Derrida, 2000; Di Cesare, 2020). Portanto, espero que coletivamente construamos, com os debates, uma abordagem \u00e9tica e inclusiva, que reconhe\u00e7a as narrativas migrantes como centrais na constru\u00e7\u00e3o de novos paradigmas (S\u00e1, 2021; 2023). Por conseguinte, restar\u00e1 demonstrado que a quest\u00e3o migrat\u00f3ria demanda um reposicionamento que transcende fronteiras ao integrar narrativas e hist\u00f3rias de vida de sujeitos migrantes em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabiliza\u00e7\u00e3o social na partida e na chegada (Walsh, 2023).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Dr. Rubens Lacerda de S\u00e1 (Universidade Federal de S\u00e3o Paulo); Ma. Rosemeire Rodrigues de Oliveira (Universidade Federal de S\u00e3o Paulo)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-C02 \u2014 Programa Escolas Interculturais e de Fronteira: reconstru\u00e7\u00e3o, perspectiva de sustentabilidade e demandas de pesquisa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 5: Territ\u00f3rios, Fronteiras e Geopol\u00edticas Culturais<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: Esta proposta se vincula \u00e0 proposi\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica p\u00fablica de educa\u00e7\u00e3o intercultural. Seu objetivo \u00e9 aprofundar o conhecimento sobre as pr\u00e1ticas educativas para reconstru\u00e7\u00e3o do Programa Escolas Interculturais de Fronteira (PEIF), sob coordena\u00e7\u00e3o da Secretaria de Articula\u00e7\u00e3o Intersetorial e com os Sistemas de Ensino do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (SASE\/MEC), no contexto das pol\u00edticas de integra\u00e7\u00e3o regional. Reconstitui-se o PEIF, iniciado em 2005, institucionalizado por meio da Portaria MEC n\u00ba 798\/2012 e descontinuado em 2015. O escopo da proposta considera os processos emp\u00edricos e conceituais vivenciados por meio do di\u00e1logo com escolas, universidades e institutos federais nas cidades-g\u00eameas que: implementaram a\u00e7\u00f5es do PEIF; est\u00e3o em conex\u00e3o com grupos de pesquisa sobre interculturalidade; oferecem cursos t\u00e9cnicos binacionais; t\u00eam estudantes falantes de l\u00ednguas adicionais em rela\u00e7\u00e3o ao portugu\u00eas; t\u00eam estudantes imigrantes, refugiados ou ap\u00e1tridas; est\u00e3o implementando a\u00e7\u00f5es interculturais com escolas e comunidades situadas em pa\u00eds vizinho por meio, principalmente, do cruze, entendido como o interc\u00e2mbio para a\u00e7\u00f5es culturais, art\u00edsticas, esportivas, de turismo, lazer e outras. Como tornar consequente o di\u00e1logo estabelecido por meio do ciclo de reuni\u00f5es t\u00e9cnicas vivenciado com foco nas 33 cidades g\u00eameas em termos de retomada Do PEif, sustentabilidade e demandas de pesquisa? Entre outubro e novembro de 2025 foram realizadas seis reuni\u00f5es t\u00e9cnicas, comtemplando visitas in loco \u00e0s escolas de Santana do Livramento (RS)\/Rivera (Uruguai), Bonfim (RR)\/Lethem (Guiana), Dion\u00edsio Cerqueira (SC)\/Bernardo Irigoyen (Argentina); Guajar\u00e1-Mirim\/Guayaramer\u00edn (Bol\u00edvia) e Ponta Por\u00e3 (MS)\/Pedro Juan Caballero (Paraguai). Assim, t\u00eam-se tr\u00eas momentos principais: (1) visitas t\u00e9cnicas e observa\u00e7\u00e3o participante, voltadas \u00e0 escuta qualificada sobre como a tem\u00e1tica das interculturalidades de fronteira se manifesta nos curr\u00edculos e nas pr\u00e1ticas escolares; (2) roda de conversa reflexiva, na qual os participantes compartilharam experi\u00eancias acumuladas e desafios para a retomada do PEIF; (3) s\u00edntese colaborativa para sistematizar recomenda\u00e7\u00f5es e encaminhamentos para a atualiza\u00e7\u00e3o da portaria do PEIF. De partida, as perspectivas te\u00f3ricas- metodol\u00f3gicas consideram concep\u00e7\u00f5es de interculturalidade cr\u00edtica de Catherine Walsh e de educa\u00e7\u00e3o intercultural emancipat\u00f3ria proposta por Vera Candau, articulando-os \u00e0 metodologia da pesquisa-a\u00e7\u00e3o como instrumento de escuta, an\u00e1lise e transforma\u00e7\u00e3o coletiva das pr\u00e1ticas educativas e institucionais. Consideram, ademais, as Escolas Interculturais de Fronteira como experi\u00eancias de educa\u00e7\u00e3o como vetor de integra\u00e7\u00e3o regional, diversidade e conviv\u00eancia. Contam como resultados e aprendizados de uma investiga\u00e7\u00e3o em desenvolvimento: a perman\u00eancia e a ressignifica\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es do PEIF, mesmo ap\u00f3s sua descontinuidade em 2015, por meio de pr\u00e1ticas interculturais incorporadas ao curr\u00edculo, destacando-se o ensino do espanhol, o interc\u00e2mbio cultural com escolas do pa\u00eds vizinho e o estudo da cultura local e regional como ferramentas de fortalecimento da identidade fronteiri\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> &#8211; Dra. Gesu\u00edna de F\u00e1tima Elias Leclerc (Minist\u00e9rio da Gest\u00e3o e Inova\u00e7\u00e3o\/MGI, cedida para o MEC); Ma. Luanda Taveira Fernandes (Universidad de Buenos Aires)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-C03 \u2014 Territ\u00f3rio, Fronteira e Mem\u00f3ria: Perspectivas Decoloniais sobre Identidades e Conflitos na Am\u00e9rica Latina<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 5: Territ\u00f3rios, Fronteiras e Geopol\u00edticas Culturais<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: Os espa\u00e7os contempor\u00e2neos, em seus panoramas pol\u00edticos, sociais e culturais, se constituem a partir de m\u00e9todos amparados na heran\u00e7a colonial que estruturam as rela\u00e7\u00f5es de poder no Sul-Global. Nesse sentido, a concep\u00e7\u00e3o decolonial permite problematizar a tenacidade de padr\u00f5es coloniais no presente, compreendendo como o poder pol\u00edtico e econ\u00f4mico se sustenta atrav\u00e9s de s\u00edmbolos, cultura e conhecimentos que influenciam a forma como as pessoas percebem o mundo, criam hierarquias e sentem-se parte de determinados grupos sociais. \u00c0 vista disso, o territ\u00f3rio e os espa\u00e7os de fronteira se projetam enquanto centro de an\u00e1lise por desvelarem as tens\u00f5es e discursos entre o poder pol\u00edtico hegem\u00f4nico e os grupos de resist\u00eancias locais, o que concebe identidades heterog\u00eaneas, se constituindo e reconstruindo de maneira cont\u00ednua, no qual os sujeitos redefinem seus valores, h\u00e1bitos e refer\u00eancias socioculturais em meio as transforma\u00e7\u00f5es e perman\u00eancias que comp\u00f5em a sociedade. Desse modo, territ\u00f3rio, fronteira e identidade s\u00e3o conceitos interdependentes, articulando-se atrav\u00e9s da mem\u00f3ria individual ou coletiva, que preserva e materializa as rela\u00e7\u00f5es que concebem as pr\u00e1ticas sociais, traduzindo as experi\u00eancias dos sujeitos e dos grupos, permitindo uma compreens\u00e3o dos m\u00e9todos sociais, culturais, pol\u00edticos e econ\u00f4micos que estruturam e moldam a contemporaneidade. Assim, prop\u00f5e-se discutir a Am\u00e9rica Latina quanto espa\u00e7o de fronteira, cultural, simb\u00f3lica e geogr\u00e1fica, considerando seus processos de ocupa\u00e7\u00e3o, migra\u00e7\u00e3o, conflito e resist\u00eancia, destacando as identidades h\u00edbridas e as manifesta\u00e7\u00f5es de pertencimento cultural-territorial, a partir da perspectiva decolonial, problematizando as narrativas oficiais, o apagamento de grupos origin\u00e1rios e minorias, colonialidade do poder e o eurocentrismo, refletindo essas fronteiras, f\u00edsicas e simb\u00f3licas, como influ\u00eancia direta e indireta das a\u00e7\u00f5es e mem\u00f3rias, real\u00e7ando os cen\u00e1rios de resist\u00eancia, manuten\u00e7\u00e3o, cria\u00e7\u00e3o e ressignifica\u00e7\u00e3o cultural local e regional, em um contexto Sul-Sul. Visto que o territ\u00f3rio n\u00e3o se resume a um lugar geogr\u00e1fico delimitado, mas um campo de constru\u00e7\u00e3o de mem\u00f3ria, identidade e conflito. Portanto, compreender a territorialidade exige considerar n\u00e3o s\u00f3 a defini\u00e7\u00e3o legal dos limites, mas a experi\u00eancia vivida pelas comunidades que neles habitam. O territ\u00f3rio \u00e9 um espa\u00e7o simb\u00f3lico e socialmente constru\u00eddo, que n\u00e3o se resume \u00e0s coordenadas geogr\u00e1ficas estabelecidas pelo Estado, mas se constitui, sobretudo, pelas pr\u00e1ticas cotidianas das popula\u00e7\u00f5es que o habitam, que d\u00e3o significado \u00e0s paisagens, aos marcos e aos recursos naturais, sendo um ambiente de apropria\u00e7\u00e3o afetiva e pol\u00edtica. Essa concep\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rio permite entender as disputas territoriais n\u00e3o apenas como embates legais ou administrativos, mas como conflitos de sentido, onde diferentes sujeitos reivindicam o direito de dizer, de fato, qual o seu lugar no mundo. Por isso, os territ\u00f3rios s\u00e3o resultado de um processo hist\u00f3rico de classifica\u00e7\u00e3o e domina\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, nos quais os sujeitos e os grupos lutam pelo reconhecimento e preserva\u00e7\u00e3o de suas mem\u00f3rias e tradi\u00e7\u00f5es. Trata-se, portanto, de um lugar simb\u00f3lico, onde se articulam identidades coletivas e se negociam formas leg\u00edtimas de pertencimento. Enfim, o simp\u00f3sio prop\u00f5e uma discuss\u00e3o anal\u00edtica e reflexiva dos conceitos de territ\u00f3rio, fronteira e mem\u00f3ria, com articula\u00e7\u00e3o decolonial, evidenciando a identidade no espa\u00e7o Sul-Sul, acentuando que estas s\u00e3o categorias indissoci\u00e1veis, dado que exprimem perspectivas integrativas de uma sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o: <\/strong>Dra. P\u00e2mela Pongan (Memorial de Francisco Beltr\u00e3o &#8211; Prefeitura Municipal de Francisco Beltr\u00e3o); Dra. Daniele Faenello (Prefeitura Municipal de Francisco Beltr\u00e3o)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-C04 \u2014 Din\u00e2mica Global: O Novo Mapa de Uso e Ocupa\u00e7\u00e3o das Cidades Portu\u00e1rias.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 5: Territ\u00f3rios, Fronteiras e Geopol\u00edticas Culturais<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: As transforma\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, tecnol\u00f3gicas e organizacionais ocorridas nas \u00faltimas d\u00e9cadas intensificaram a interven\u00e7\u00e3o do ser humano sobre o meio natural, redefinindo profundamente as din\u00e2micas socioespaciais e a organiza\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio. A amplia\u00e7\u00e3o das atividades produtivas, a circula\u00e7\u00e3o acelerada de mercadorias, capitais e informa\u00e7\u00f5es, bem como a expans\u00e3o das infraestruturas de transporte e log\u00edstica, configuram um novo padr\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o, no qual as cidades, especialmente as cidades portu\u00e1rias, assumem papel estrat\u00e9gico na economia global. O processo de urbaniza\u00e7\u00e3o contempor\u00e2neo est\u00e1 diretamente associado \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o do capitalismo em escala mundial. A concentra\u00e7\u00e3o populacional em centros urbanos resulta n\u00e3o apenas de fatores demogr\u00e1ficos, mas, sobretudo, da centralidade econ\u00f4mica das cidades como n\u00f3s das redes produtivas e log\u00edsticas. No contexto da Geografia Econ\u00f4mica, os portos configuram-se como infraestruturas fundamentais para a circula\u00e7\u00e3o do capital, articulando escalas locais, regionais e globais. Esses espa\u00e7os concentram investimentos p\u00fablicos e privados, promovem a valoriza\u00e7\u00e3o do solo urbano e reorientam os usos do territ\u00f3rio, frequentemente gerando conflitos socioespaciais e ambientais. A expans\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o das \u00e1reas portu\u00e1rias impulsionam processos de reestrutura\u00e7\u00e3o produtiva, redefinindo o mercado de trabalho, os fluxos migrat\u00f3rios e as formas de apropria\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano. A inser\u00e7\u00e3o dos portos nas cadeias globais de valor intensifica a press\u00e3o sobre \u00e1reas centrais das cidades, favorecendo a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, a segrega\u00e7\u00e3o socioespacial e o deslocamento de popula\u00e7\u00f5es tradicionais. Assim, a produ\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano-portu\u00e1rio expressa as contradi\u00e7\u00f5es do desenvolvimento capitalista, no qual a l\u00f3gica da competitividade e da efici\u00eancia log\u00edstica frequentemente se sobrep\u00f5e \u00e0s demandas sociais e ambientais. Sob a perspectiva do planejamento territorial, a Geografia Econ\u00f4mica permite analisar o papel do Estado e dos agentes econ\u00f4micos na organiza\u00e7\u00e3o e no ordenamento do espa\u00e7o. Pol\u00edticas p\u00fablicas, planos diretores e investimentos em infraestrutura atuam como instrumentos de regula\u00e7\u00e3o e, ao mesmo tempo, de reprodu\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de poder que sustentam a din\u00e2mica do capital. Nesse sentido, o espa\u00e7o urbano-portu\u00e1rio pode ser compreendido como um produto social, resultante da intera\u00e7\u00e3o entre fatores econ\u00f4micos, pol\u00edticos e institucionais, articulados \u00e0s condi\u00e7\u00f5es f\u00edsico-naturais. A abordagem geohist\u00f3rica contribui para compreender como os portos se consolidaram ao longo do tempo como territ\u00f3rios estrat\u00e9gicos, cujas fun\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e log\u00edsticas moldaram a forma\u00e7\u00e3o socioespacial das cidades. O resgate hist\u00f3rico permite evidenciar continuidades e rupturas nos padr\u00f5es de uso do solo, na organiza\u00e7\u00e3o das redes de transporte e na rela\u00e7\u00e3o entre porto e cidade, destacando a perman\u00eancia de desigualdades estruturais. Dessa forma, a an\u00e1lise das din\u00e2micas socioespaciais em \u00e1reas portu\u00e1rias, a partir da Geografia Econ\u00f4mica, possibilita compreender os impactos da globaliza\u00e7\u00e3o sobre o territ\u00f3rio, a circula\u00e7\u00e3o e o trabalho. Ao integrar dimens\u00f5es econ\u00f4micas, sociais e ambientais, esse enfoque contribui para a formula\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de planejamento mais cr\u00edticas e integradas, capazes de conciliar desenvolvimento econ\u00f4mico, justi\u00e7a socioespacial e sustentabilidade nas cidades portu\u00e1rias do Brasil e do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Dra. Maril\u00fa Angela Campagner (Universidade Federal do Pampa &#8211; Campus Jaguar\u00e3o\/RS); Ma. Mariza Cezira Campagner (Universidade Federal do Rio de Janeiro); Dr. Jos\u00e9 Messias Bastos (Universidade Federal de Santa Catarina); Dra. Ana Carolina da Cruz Lima (Universidade Federal do Rio de Janeiro)<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-pb-accordion-item c-accordion__item js-accordion-item no-js\" data-initially-open=\"false\" data-click-to-close=\"true\" data-auto-close=\"true\" data-scroll=\"false\" data-scroll-offset=\"0\"><h2 id=\"at-17163\" class=\"c-accordion__title js-accordion-controller\" role=\"button\"><strong>SALA D \u2014 Povos Ind\u00edgenas, Educa\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena e Epistemologias Pr\u00f3prias<\/strong><\/h2><div id=\"ac-17163\" class=\"c-accordion__content\">\n<p>Re\u00fane propostas centradas em povos ind\u00edgenas, suas lutas contempor\u00e2neas, mobilidades, cosmopol\u00edticas, autonomia e modos pr\u00f3prios de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-D01 \u2014 Povos Ind\u00edgenas na Contemporaneidade: Participa\u00e7\u00e3o, Lutas, Protagonismos e Repara\u00e7\u00f5es no Continente Latino-Americano<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 5: Territ\u00f3rios, Fronteiras e Geopol\u00edticas Culturais<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: O Simp\u00f3sio Tem\u00e1tico (ST) prop\u00f5e-se a acolher e debater propostas que abordem a tem\u00e1tica dos povos ind\u00edgenas na contemporaneidade. Nosso objetivo \u00e9 aprofundar a discuss\u00e3o sobre os eixos centrais que estruturam as lutas e as agendas pol\u00edticas dos povos ind\u00edgenas no continente latino-americano, com especial aten\u00e7\u00e3o aos temas que transitam entre fronteiras geogr\u00e1ficas e \u00e9tnicas. O debate sobre as autonomias tem conquistado espa\u00e7o significativo nas discuss\u00f5es internas dos povos ind\u00edgenas e nas suas rela\u00e7\u00f5es com os Estados nacionais. Paralelamente, constata-se uma crescente ocupa\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os de poder e formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas indigenistas. O Brasil serve como exemplo not\u00f3rio, com a recente cria\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio dos Povos Ind\u00edgenas, liderado por uma mulher ind\u00edgena, e a presid\u00eancia da Funda\u00e7\u00e3o Nacional dos Povos Ind\u00edgenas (Funai) tamb\u00e9m ocupada por lideran\u00e7a ind\u00edgena. Ainda na perspectiva do protagonismo, os povos ind\u00edgenas t\u00eam avan\u00e7ado na ocupa\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os educacionais, sobretudo nas universidades, tanto em carreiras de gradua\u00e7\u00e3o quanto de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Conforme a not\u00e1vel observa\u00e7\u00e3o do antrop\u00f3logo Gersem Baniwa, a Universidade representa a \u00faltima fronteira a ser conquistada pelos povos ind\u00edgenas. No contexto brasileiro, o lan\u00e7amento da proposta de cria\u00e7\u00e3o da Universidade Ind\u00edgena, em outubro de 2025, refor\u00e7a a compreens\u00e3o de que a conquista da educa\u00e7\u00e3o superior \u00e9 um caminho sem volta. Saudamos a emerg\u00eancia de novas epistemologias! \u00c9 imperativa a necessidade de repara\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas diante das graves viola\u00e7\u00f5es de direitos sofridas por esses povos, que se estendem para al\u00e9m dos per\u00edodos de governos ditatoriais na Am\u00e9rica Latina. Evidenciar essa pauta \u00e9, fundamentalmente, condenar o passado de viol\u00eancias e propor um cen\u00e1rio de justi\u00e7a, reconcilia\u00e7\u00e3o e n\u00e3o repeti\u00e7\u00e3o. Contudo, esse percurso \u00e9 complexo e exige aten\u00e7\u00e3o e empenho n\u00e3o apenas dos povos ind\u00edgenas, mas de toda a sociedade, por meio do aprofundamento dos temas decoloniais e dos di\u00e1logos interculturais. As lutas territoriais persistem em um caminho tortuoso, heran\u00e7a direta do colonialismo, e apontam para um cen\u00e1rio desafiador. As garantias territoriais e a defesa das ecologias nos territ\u00f3rios apresentam-se, no s\u00e9culo XXI, com a mesma intensidade de momentos hist\u00f3ricos anteriores. Os avan\u00e7os de atividades como minera\u00e7\u00e3o, extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s, constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas e rodovias, e a expans\u00e3o da agropecu\u00e1ria n\u00e3o cessaram, apesar dos avan\u00e7os nas garantias legais. \u00c9 crucial que compreendamos essa aparente contradi\u00e7\u00e3o. Observamos, por exemplo, que durante a COP 30 a tem\u00e1tica ind\u00edgena foi central, mas suas demandas efetivas ficaram distantes das proposi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas priorit\u00e1rias. Dessa forma, o ST almeja ser um espa\u00e7o de intensas e profundas reflex\u00f5es sobre o momento presente, acolhendo os diferentes temas que dialogam com lutas, protagonismos, defesa de direitos e amea\u00e7as. Ser\u00e3o bem-vindas propostas que abordem eixos tem\u00e1ticos como: educa\u00e7\u00e3o, meio ambiente, quest\u00f5es territoriais, sa\u00fade, l\u00ednguas, artes e outros. O recorte geogr\u00e1fico ser\u00e1 o continente latino-americano, nominado de diferentes modos pelos povos ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o: <\/strong>Dr. Clovis Antonio Brighenti (Universidade Federal da Integra\u00e7\u00e3o Latino-Americana &#8211; UNILA); Mestranda Welita Barbosa da Silva (UNILA &#8211; PPGEDU); Dr. Spensy Kmitta Pimentel (Universidade Federal do Sul da Bahia); Mestrando Pedro Sales (PPGHIS &#8211; UNILA)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-D02 \u2014 Conflu\u00eancias contracoloniais: di\u00e1logos interseccionais e povos de Abya Yala<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 1: Epistemologias do Sul e Pensamento Decolonial, Eixo 2: Pr\u00e1ticas Decoloniais e Transforma\u00e7\u00e3o Social, Eixo 7: G\u00eanero, Ra\u00e7a e Interseccionalidades, Eixo 8: Educa\u00e7\u00e3o, Ensino e Pedagogias Decoloniais<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: Este Simp\u00f3sio Tem\u00e1tico constitui-se como um territ\u00f3rio de di\u00e1logo cr\u00edtico, transdisciplinar e implicado sobre experi\u00eancias, saberes e pr\u00e1ticas produzidas a partir de territ\u00f3rios existenciais situados em Abya Yala. Inspirado nos pensamentos decoloniais, contracoloniais e nas cosmopercep\u00e7\u00f5es das popula\u00e7\u00f5es negra, ind\u00edgena e de outros grupos historicamente subalternizados, o simp\u00f3sio busca tensionar as matrizes coloniais do poder, do saber, do g\u00eanero, da religiosidade e do ser que ainda estruturam as rela\u00e7\u00f5es sociais, educacionais e acad\u00eamicas no Sul Global. Para al\u00e9m da an\u00e1lise das macroestruturas de opress\u00e3o, enfatizamos a urg\u00eancia de investigar as dimens\u00f5es micropol\u00edticas dos estudos da subjetividade, compreendendo como o Sistema-Mundo, os regimes coloniais e o capitalismo mundial integrado incidem sobre o inconsciente, capturando o desejo e modelando modos de exist\u00eancia serializados. Contudo, interessam-nos igualmente os processos de singulariza\u00e7\u00e3o e as linhas de fuga que inventam e possibilitam novas formas de vida. O escopo do ST abrange pesquisas que tomem as experi\u00eancias vividas \u2014 corpos, territ\u00f3rios, mem\u00f3rias, espiritualidades e oralidades \u2014 como fontes leg\u00edtimas de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento e de resist\u00eancia. Privilegiamos abordagens atravessadas pela interseccionalidade de ra\u00e7a, classe, g\u00eanero e sexualidade, recusando a fragmenta\u00e7\u00e3o das lutas e entendendo que estes marcadores operam de forma consubstancial na produ\u00e7\u00e3o de subjetividades. Valorizamos metodologias situadas, participativas, feministas e guiadas pela corpo-pol\u00edtica, como a cartografia, a pesquisa-interven\u00e7\u00e3o e as escreviv\u00eancias, que rompem com a suposta neutralidade cient\u00edfica e reafirmam a escrita e a pesquisa como atos pol\u00edticos. A hist\u00f3ria das popula\u00e7\u00f5es que sempre estiveram em movimento contracolonial precisa ser escrita por suas pr\u00f3prias m\u00e3os, a partir dos saberes dos povos ind\u00edgenas, das comunidades quilombolas, dos povos de terreiro e de tantas outras que resistiram e resistem ao modelo de morte colonial em Abya Yala. Aquilombar foi e \u00e9 preciso. O ST, portanto, busca tamb\u00e9m as experi\u00eancias gestadas nestas comunidades, a partir da matripot\u00eancia, na luta di\u00e1ria para n\u00e3o ser mais um corpo estendido no ch\u00e3o pelas m\u00e3os do Estado. A partir de uma abordagem sentipensante, que articula raz\u00e3o, emo\u00e7\u00e3o e compromisso \u00e9tico-pol\u00edtico, ancoramo-nos no di\u00e1logo de saberes e na ecologia das pr\u00e1ticas. Buscamos aproximar a universidade dos movimentos sociais, acolhendo trabalhos que discutam os impactos da viol\u00eancia necropol\u00edtica e do epistemic\u00eddio, bem como pesquisas que apontem caminhos para o Bem Viver, a autogest\u00e3o, a justi\u00e7a cognitiva, a justi\u00e7a epist\u00eamica e a reexist\u00eancia coletiva diante dos processos de exclus\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> &#8211; Dra. Walkyria Chagas da Silva Santos Guimar\u00e3es (Universidade Federal da Bahia); Ma. Joselaine Raquel da Silva Pereira (Universidade Estadual do Oeste do Paran\u00e1 &#8211; UNIOESTE e Universidade Federal da Integra\u00e7\u00e3o Latino-Americana &#8211; UNILA); Me. Waldenilson Teixeira Ramos (CRP-RJ)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-D03 \u2014 Mobilidades, identifica\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e cosmopol\u00edticas andinas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 1: Epistemologias do Sul e Pensamento Decolonial, Eixo 2: Pr\u00e1ticas Decoloniais e Transforma\u00e7\u00e3o Social, Eixo 3: Di\u00e1logos Sul-Sul e Coopera\u00e7\u00e3o Horizontal, Eixo 4: Culturas Latino-Americanas e Estudos Culturais Cr\u00edticos<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: Se bem, os debates sobre a Am\u00e9rica Latina ainda sejam relativamente escassos no Brasil, essa lacuna se torna ainda mais evidente quando se trata do territ\u00f3rio andino. Os povos dos Andes constituem refer\u00eancias fundamentais para refletir sobre distintas experi\u00eancias de luta pol\u00edtica, formas de organiza\u00e7\u00e3o social e projetos de plurinacionalidade, como demonstram in\u00fameros estudos regionais. Contudo, a vida andina n\u00e3o se limita a essas dimens\u00f5es. H\u00e1 outros aspectos centrais que estruturam o cotidiano dessas popula\u00e7\u00f5es e que precisam ser considerados, como as express\u00f5es culturais e rituais ind\u00edgenas origin\u00e1rias, as economias populares &#8211; cuja elabora\u00e7\u00e3o te\u00f3rica emerge fortemente vinculada a esse territ\u00f3rio -, o protagonismo das mulheres nas rela\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, sociais e espirituais, incluindo suas intera\u00e7\u00f5es com os outros-que-humanos (De la Cadena, 2015), bem como as mobilidades transandinas e os processos migrat\u00f3rios para al\u00e9m da cordilheira. No \u00e2mbito do V Semin\u00e1rio Latino-Americano de Estudos em Cultura, este Simp\u00f3sio Tem\u00e1tico tem como objetivo reunir pesquisadoras e pesquisadores andinos e n\u00e3o andinos que desenvolvem estudos sobre povos de toda a regi\u00e3o dos Andes, buscando promover di\u00e1logos compartilhados que contribuam tanto para o avan\u00e7o das pesquisas quanto para a amplia\u00e7\u00e3o do interesse pela regi\u00e3o andina no Brasil. A proposta \u00e9 fomentar trocas interdisciplinares que evidenciem a complexidade social, cultural e pol\u00edtica dos Andes, superando leituras parciais ou homogeneizadoras. Ser\u00e3o acolhidos trabalhos que dialoguem, prioritariamente, com as seguintes tem\u00e1ticas: processos de identifica\u00e7\u00e3o ind\u00edgena dentro e fora dos Andes; produ\u00e7\u00f5es culturais e rituais ind\u00edgenas; express\u00f5es das economias populares; protagonismo das mulheres em diferentes \u00e2mbitos da vida social; e pr\u00e1ticas art\u00edsticas como performance, cinema, m\u00fasica e artes visuais. Ao incluir as economias populares como um eixo relevante, o simp\u00f3sio busca tensionar an\u00e1lises subalternizantes sobre a regi\u00e3o andina, frequentemente associadas a no\u00e7\u00f5es de informalidade e marginalidade, e propor leituras que reconhe\u00e7am sua densidade hist\u00f3rica, social e pol\u00edtica (M\u00fcller, 2022; Tassi et al., 2013). Nosso entendimento acerca dos processos de identifica\u00e7\u00e3o ind\u00edgena origin\u00e1ria, das mobilidades e da feminiza\u00e7\u00e3o dos processos sociais enfatiza as formas de resist\u00eancia, a ocupa\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os, os v\u00ednculos comunit\u00e1rios, as rela\u00e7\u00f5es festivas e rituais, assim como outras realidades frequentemente obviadas por discursos depreciativos dirigidos tanto \u00e0s popula\u00e7\u00f5es migrantes quanto aos povos andinos em seus territ\u00f3rios de origem.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Dra. Chryslen Mayra Barbosa Gon\u00e7alves (Universidade Federal de S\u00e3o Paulo); Ma. Cristina Branco (Museu da Imigra\u00e7\u00e3o); Dra. Mariana Santos Teofilo (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-pb-accordion-item c-accordion__item js-accordion-item no-js\" data-initially-open=\"false\" data-click-to-close=\"true\" data-auto-close=\"true\" data-scroll=\"false\" data-scroll-offset=\"0\"><h2 id=\"at-17164\" class=\"c-accordion__title js-accordion-controller\" role=\"button\"><strong>SALA E \u2014 Pol\u00edticas Lingu\u00edsticas, Multiling\u00fcismo e Acessibilidade<\/strong><\/h2><div id=\"ac-17164\" class=\"c-accordion__content\">\n<p>Sala para pol\u00edticas lingu\u00edsticas, multilinguismo e ensino de l\u00ednguas, incluindo debates sobre identidades, justi\u00e7a lingu\u00edstica e desafios do ensino em contextos interculturais e tecnol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-E01 \u2014 A aula de Portugu\u00eas para\/com estrangeiros como territ\u00f3rio f\u00edsico e simb\u00f3lico de constru\u00e7\u00e3o de identidades outras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 5: Territ\u00f3rios, Fronteiras e Geopol\u00edticas Culturais, Eixo 6: L\u00ednguas, Multilinguismo e Pol\u00edticas Lingu\u00edsticas<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: Este simp\u00f3sio objetiva acolher propostas de pesquisadores e professores-pesquisadores da \u00e1rea de Portugu\u00eas como L\u00edngua Adicional (PLA) de diferentes realidades para que compartilhem suas pesquisas e experi\u00eancias de ensino\/aprendizagem como espa\u00e7os de (des)(re)territorializa\u00e7\u00e3o, entendidos como espa\u00e7os f\u00edsicos e simb\u00f3licos, por meio de pr\u00e1ticas interculturais, que valorizem diferentes identidades e encontros identit\u00e1rios. Na contemporaneidade, observamos a exist\u00eancia de distintos contextos migrat\u00f3rios que originam variados processos diasp\u00f3ricos, assim, o n\u00famero de migrantes em constante crescimento tem cada vez mais exigido a promo\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que promovam a participa\u00e7\u00e3o desses grupos na vida social brasileira. Muitas vezes, os \u00f3rg\u00e3os estatais n\u00e3o promovem a\u00e7\u00f5es p\u00fablicas que incidam sobre essas comunidades, restando a variadas institui\u00e7\u00f5es cumprir esse papel que seria do Estado, tais como universidades, escolas, ONGs, igrejas, espa\u00e7os coletivos. Um dos maiores e primeiros desafios dos migrantes \u00e9 o aprendizado de portugu\u00eas, uma vez que a l\u00edngua \u00e9 solicitada desde o primeiro momento em que os sujeitos chegam ao Brasil, configurando-se dessa forma como um poss\u00edvel espa\u00e7o de reterritorializa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m como um poss\u00edvel espa\u00e7o de exclus\u00e3o, dependendo de como a quest\u00e3o \u00e9 tratada (Anuncia\u00e7\u00e3o, 2017). Nos alinhamos \u00e0 perspectiva de linguagem de Bakhtin e do C\u00edrculo (BAKHTIN, 2015; VOLOCHINOV, 2017), que a definem como situada e contingente, partindo da intera\u00e7\u00e3o. Assim, a subjetividade e a identidade v\u00e3o se constituindo continuamente a partir das pr\u00e1ticas interacionais, perpassadas por diferentes rela\u00e7\u00f5es de poder (Hall, 2001; Silva, 2020). Recebemos propostas que tragam o tensionamento dessas quest\u00f5es &#8211; linguagem, identidade, territ\u00f3rio &#8211; atrav\u00e9s de pesquisas que abordem a quest\u00e3o do ensino de portugu\u00eas como l\u00edngua adicional em diferentes realidades e possibilidades, podendo ser as de sala de aula (no sentido mais tradicional), mas tamb\u00e9m outros projetos que se ocupem dessas quest\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o: <\/strong>Dra. Jeniffer Imaregna Alcantara de Albuquerque (Universidade Tecnol\u00f3gica Federal do Paran\u00e1); Dra. Fernanda Deach Chichorro Baldin (Universidade Tecnol\u00f3gica Federal do Paran\u00e1); Dra. Elisa Novaski Cordeiro (Universidade Tecnol\u00f3gica Federal do Paran\u00e1)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-E02 \u2014 Pol\u00edticas lingu\u00edsticas na Am\u00e9rica Latina: diversidades, identidades e resist\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 6: L\u00ednguas, Multilinguismo e Pol\u00edticas Lingu\u00edsticas<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: Este simp\u00f3sio tem\u00e1tico prop\u00f5e reunir pesquisas e experi\u00eancias que investigam as pol\u00edticas lingu\u00edsticas na Am\u00e9rica Latina a partir de uma perspectiva cr\u00edtica, decolonial e situada nos contextos de diversidade sociolingu\u00edstica do continente. Considerando a multiplicidade de l\u00ednguas minoritarizadas: ind\u00edgenas, afro-diasp\u00f3ricas, crioulas, l\u00ednguas de sinais e l\u00ednguas de ampla circula\u00e7\u00e3o, buscamos discutir como tais repert\u00f3rios se articulam \u00e0s din\u00e2micas de poder, identidade, territorialidade e resist\u00eancia. Partindo do entendimento de que as pol\u00edticas lingu\u00edsticas se referem, conforme Calvet (2008), a decis\u00f5es sobre as rela\u00e7\u00f5es da sociedade e das pessoas com as l\u00ednguas, o simp\u00f3sio contempla reflex\u00f5es sobre multilinguismo, contatos lingu\u00edsticos em zonas de fronteira, glotopol\u00edtica, revitaliza\u00e7\u00e3o de l\u00ednguas minoritarizadas, ensino de l\u00ednguas adicionais e estudos da tradu\u00e7\u00e3o em perspectiva decolonial, destaca-se a import\u00e2ncia de uma perspectiva cr\u00edtica das pol\u00edticas lingu\u00edsticas (Pennycook, 2021; Ricento, 2005; Makoni; Severo, 2014) concebendo a linguagem como um campo de poder e ideologia, e as rela\u00e7\u00f5es entre as l\u00ednguas dominantes e as l\u00ednguas e variedades marginalizadas. Importa discutir como os interesses de grupos no poder perpetuam desigualdades sociais e raciais, indo al\u00e9m do Estado para incluir pr\u00e1ticas sociais, focando na justi\u00e7a social, na diversidade lingu\u00edstica, nos direitos dos povos minoritarizados e nas a\u00e7\u00f5es de resist\u00eancia em prol da democracia e da cidadania lingu\u00edsticas. Consideramos central enfatizar grupos historicamente marginalizados nos debates lingu\u00edsticos, como povos ind\u00edgenas, comunidades afrodiasp\u00f3ricas, popula\u00e7\u00f5es fronteiri\u00e7as e comunidades surdas latino-americanas. Destacamos interesse por trabalhos que abordem as l\u00ednguas de sinais e as pol\u00edticas lingu\u00edsticas voltadas \u00e0s comunidades surdas na Am\u00e9rica Latina, incluindo discuss\u00f5es sobre direitos lingu\u00edsticos, processos de padroniza\u00e7\u00e3o e oficializa\u00e7\u00e3o, pr\u00e1ticas de tradu\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o bil\u00edngue, forma\u00e7\u00e3o de profissionais, documenta\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica, lingu\u00edstica descritiva e comparativa e experi\u00eancias de resist\u00eancia e afirma\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria. O simp\u00f3sio recebe trabalhos te\u00f3rico-anal\u00edticos, etnogr\u00e1ficos, estudos de caso, relatos de experi\u00eancia e abordagens interdisciplinares que dialoguem com o eixo \u201cL\u00ednguas, Multilinguismo e Pol\u00edticas Lingu\u00edsticas\u201d. Al\u00e9m disso, enfatizamos o compromisso com a acessibilidade e a valoriza\u00e7\u00e3o das l\u00ednguas minoritarizadas, aceitando submiss\u00f5es e apresenta\u00e7\u00f5es em l\u00ednguas de sinais (Libras ou outras l\u00ednguas de sinais latino-americanas), bem como em portugu\u00eas e espanhol.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Dra. Gabriela Serenini Prado Santos Salgado (Universidade Federal de Lavras &#8211; UFLA); Dra. Carine Gurunga de Matos (Universidade da Integra\u00e7\u00e3o da Lusofonia Afro Brasileira &#8211; UNILAB); Dr. Alexandre Cohn da Silveira (Universidade da Integra\u00e7\u00e3o da Lusofonia Afro Brasileira &#8211; UNILAB)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-E03 \u2014 O ensino de l\u00ednguas no contexto tecnol\u00f3gico: desafios e possibilidades<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 6: L\u00ednguas, Multilinguismo e Pol\u00edticas Lingu\u00edsticas<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: O presente simp\u00f3sio prop\u00f5e a discuss\u00e3o acerca da realidade atual, no que concerne ao ensino de l\u00ednguas, no contexto tecnol\u00f3gico, tendo em vista as transforma\u00e7\u00f5es nas \u00faltimas d\u00e9cadas, no que se refere \u00e0s pr\u00e1ticas e pedagogias decoloniais. Com base no pensamento de te\u00f3ricos como Moreno (2005), Mignolo (2009) e Souza Santos (2010), entre outros, pretendemos refletir sobre os desafios enfrentados para a efetiva realiza\u00e7\u00e3o de uma educa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e transformadora. Da mesma forma, buscamos vislumbrar as possibilidades, frente a todas as referidas mudan\u00e7as, e considerando o importante papel pol\u00edtico e transformador das l\u00ednguas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Dra. Ana Maria Martins Roeber (Instituto Federal Santa Catarina &#8211; IFSC); Dr. Paulo Fachin (Instituto Federal Santa Catarina &#8211; IFSC); Dra. Luiziane da Silva Rosa (IFSC)<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-pb-accordion-item c-accordion__item js-accordion-item no-js\" data-initially-open=\"false\" data-click-to-close=\"true\" data-auto-close=\"true\" data-scroll=\"false\" data-scroll-offset=\"0\"><h2 id=\"at-17165\" class=\"c-accordion__title js-accordion-controller\" role=\"button\"><strong>SALA F \u2014 G\u00eanero, Ra\u00e7a, Maternidades e Justi\u00e7a Reprodutiva<\/strong><\/h2><div id=\"ac-17165\" class=\"c-accordion__content\">\n<p>Bloco para debates interseccionais (g\u00eanero, ra\u00e7a e classe), maternidades, antirracismo e outras dimens\u00f5es de justi\u00e7a social na Am\u00e9rica Latina contempor\u00e2nea.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-F01 \u2014 Epistemologias do Sul e Maternidades Latino-Americanas: Autonomia, Territ\u00f3rio e Cuidado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 7: G\u00eanero, Ra\u00e7a e Interseccionalidades<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: Este Simp\u00f3sio Tem\u00e1tico re\u00fane pesquisas e experi\u00eancias que analisam criticamente as maternidades latino-americanas a partir de epistemologias do Sul, pr\u00e1ticas decoloniais e perspectivas interseccionais. Busca-se compreender como g\u00eanero, ra\u00e7a, classe, territ\u00f3rio, defici\u00eancia e neurodiversidade estruturam viv\u00eancias da gesta\u00e7\u00e3o, parto, puerp\u00e9rio e cuidado, evidenciando acolhimentos, tens\u00f5es e formas de controle institucional dos corpos.<\/p>\n\n\n\n<p>O simp\u00f3sio promove debates sobre direitos reprodutivos, pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade e impactos da colonialidade, destacando desigualdades que afetam especialmente mulheres negras, ind\u00edgenas, migrantes, perif\u00e9ricas, m\u00e3es neuroat\u00edpicas e m\u00e3es de crian\u00e7as com defici\u00eancia. Discute-se como pr\u00e1ticas biom\u00e9dicas hegem\u00f4nicas refor\u00e7am a medicaliza\u00e7\u00e3o excessiva, tutela e deslegitima\u00e7\u00e3o da autonomia, articulando viol\u00eancias que se expressam na persist\u00eancia do racismo obst\u00e9trico.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m se aborda a dimens\u00e3o jur\u00eddica, questionando a efetividade das legisla\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 maternidade e os limites das pol\u00edticas p\u00fablicas diante de l\u00f3gicas coloniais e patriarcais que regulam reprodu\u00e7\u00e3o, sexualidade e comportamentos maternos.<\/p>\n\n\n\n<p>O simp\u00f3sio valoriza ainda saberes tradicionais como tecnologias sociais de resist\u00eancia. Parteiras, benzedeiras, raizeiras, curandeiras, doulas comunit\u00e1rias e redes familiares constroem pr\u00e1ticas que articulam ancestralidade, manejo corporal, uso de plantas e estrat\u00e9gias de prote\u00e7\u00e3o contra o racismo institucional, produzindo formas culturalmente sens\u00edveis de cuidado.<\/p>\n\n\n\n<p>Integrando hist\u00f3ria social, antropologia, sa\u00fade coletiva, sociologia, psicologia, servi\u00e7o social, enfermagem, medicina e estudos jur\u00eddicos, o simp\u00f3sio adota abordagens feministas, etnogr\u00e1ficas, interseccionais e decoloniais. Deste modo, prop\u00f5e-se um espa\u00e7o de di\u00e1logo sul-sul comprometido com justi\u00e7a reprodutiva, autonomia e bem-viver das maternidades latino-americanas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Dra. Juliana Borges de Souza (CEDERJ\/ UNIRIO); Ma. Luana de Paula Santos (AGEAD\/UFMS); Ma. Fabiana Helena da Silva (UFRRJ); Ma. Luciana da Silva Teixeira (PPGD\/UNIRIO)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-F02 \u2014 Decolonialidade e antirracismo na (re)escrita da Hist\u00f3ria no tempo presente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 7: G\u00eanero, Ra\u00e7a e Interseccionalidades<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: Neste simp\u00f3sio buscaremos reflex\u00f5es que estabele\u00e7am pontes entre a decolonialidade combativa e os complexos processos de (re)escr\u00edta da Hist\u00f3ria a partir da perspectiva dos chamados \u201ccondenados da terra\u201d. Entendemos a decolonialidade combativa como um tipo de conjuga\u00e7\u00e3o entre teoria\/pr\u00e1tica (pr\u00e1xis) que possibilita perceber\/refletir\/atuar para a incorpora\u00e7\u00e3o de saberes negros, africanos e ind\u00edgenas em espa\u00e7os acad\u00eamicos e culturais. N\u00e3o apenas fixando-os como objetos, mas na qualidade de agentes ativos no processo de estrutura\u00e7\u00e3o e democratiza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o do conhecimento no \u00e2mbito das ci\u00eancias humanas, e, em especial, na Hist\u00f3ria. Na contram\u00e3o dessa perspectiva uma parte expressiva da recep\u00e7\u00e3o do chamado giro decolonial na Am\u00e9rica Latina tem reproduzido uma l\u00f3gica extrativista e neoliberal das epistemologias dos chamados \u201coutros\u201d do colonialismo e do racismo. Est\u00e1 logica transforma as teses decoloniais (assim como de outras teorias subversivas em rela\u00e7\u00e3o ao c\u00e2none) em commodities ret\u00f3ricas que produzem a acumula\u00e7\u00e3o de \u2018cheques simb\u00f3licos\u2019 para uma parcela da intelectualidade acad\u00eamica ou art\u00edstica, mas sem resultar na integra\u00e7\u00e3o concreta daqueles que deveriam ser o centro de pr\u00e1xis decolonial: as pessoas a quem foram negadas a sua humanidade seja por quest\u00f5es de classe, ra\u00e7a, g\u00eanero, religi\u00e3o e\/ou sexualidade(s). Para al\u00e9m desse diagn\u00f3stico negativo, h\u00e1 mudan\u00e7as quanto \u00e0 entrada cada vez mais pujante destas pessoas no espa\u00e7o acad\u00eamico, questionando as bases curriculares e epistemol\u00f3gicas n\u00e3o s\u00f3 dos cursos de Hist\u00f3ria, mas das ci\u00eancias humanas como um todo. A Hist\u00f3ria do Tempo Presente, nesse contexto, n\u00e3o pode estar alheia a estas transforma\u00e7\u00f5es. O debate sobre passados (presentes) traum\u00e1ticos, negacionismos e o car\u00e1ter p\u00fablico da hist\u00f3ria devem ser pensados a partir de aportes que levem em conta os espectros da colonialidade que constituem o Tempo Presente. Para isto, \u00e9 preciso pensar geopol\u00edticas outras do conhecimento que confrontem o epistemic\u00eddio fundado em pol\u00edticas do tempo hist\u00f3rico passadistas, ou seja, que entendem que h\u00e1 uma ruptura profunda entre os males de um passado distante e a experi\u00eancia do presente vivido. Portanto, daremos foco a contribui\u00e7\u00f5es que fa\u00e7am a intersec\u00e7\u00e3o entre os diversos dilemas do tempo presente e este processo de (re)escrita da Hist\u00f3ria com \u00eanfase especial nas pessoas que sofrem diretamente os efeitos dos espectros da racialidade\/colonialidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o: <\/strong>Dr. Marcello Felisberto Morais de Assun\u00e7\u00e3o (UFRGS); Dra. Claudia Mortari (UDESC); Dra. Tathiana Cassiano (UDESC)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-F03 \u2014 Leituras Cr\u00edticas e Decoloniais de Discursos Midi\u00e1ticos: G\u00eanero e Ra\u00e7a na Am\u00e9rica Latina<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 7: G\u00eanero, Ra\u00e7a e Interseccionalidades<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: Este simp\u00f3sio tem como objetivo reunir pesquisas que analisem criticamente os discursos midi\u00e1ticos no contexto latino-americano, considerando seu papel central na produ\u00e7\u00e3o de sentidos, na circula\u00e7\u00e3o de ideologias e na forma\u00e7\u00e3o de imagin\u00e1rios sociais relacionados \u00e0s representa\u00e7\u00f5es de g\u00eanero, ra\u00e7a, classe, sexualidade e territ\u00f3rio. Em sociedades marcadas por heran\u00e7as coloniais e profundas desigualdades estruturais, os textos midi\u00e1ticos atuam de maneira decisiva tanto na legitima\u00e7\u00e3o quanto na contesta\u00e7\u00e3o de hierarquias sociais, identidades normativas e regimes de poder. O escopo do simp\u00f3sio abrange a an\u00e1lise de textos midi\u00e1ticos em sentido amplo \u2014 escritos, orais e\/ou visuais \u2014 compreendidos como pr\u00e1ticas discursivas que n\u00e3o apenas refletem a realidade social, mas participam ativamente de sua constru\u00e7\u00e3o. Conforme assinala Moita Lopes (2006), a profus\u00e3o de discursos que atravessa o cotidiano contempor\u00e2neo influencia diretamente na constitui\u00e7\u00e3o de conhecimentos, cren\u00e7as, valores e formas de compreender o mundo e o outro. Nessa dire\u00e7\u00e3o, a An\u00e1lise Cr\u00edtica do Discurso, tal como formulada por Fairclough (2016), oferece subs\u00eddios te\u00f3rico-metodol\u00f3gicos para compreender como os discursos contribuem para a constru\u00e7\u00e3o de identidades sociais e posi\u00e7\u00f5es de sujeito, para a organiza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es sociais e para a produ\u00e7\u00e3o de sistemas de conhecimento e cren\u00e7as. As problem\u00e1ticas centrais do simp\u00f3sio concentram-se nos modos pelos quais as representa\u00e7\u00f5es midi\u00e1ticas de g\u00eanero operam de forma interseccional com ra\u00e7a, classe, sexualidade e territ\u00f3rio, ora naturalizando desigualdades e viol\u00eancias coloniais, ora produzindo fissuras que possibilitam pr\u00e1ticas discursivas de resist\u00eancia. A partir da compreens\u00e3o das identidades de g\u00eanero como construtos sociais e discursivos, dialoga-se com Butler (2015), que problematiza os processos de performatiza\u00e7\u00e3o dessas identidades como naturais, apagando suas determina\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas, pol\u00edticas e culturais. Do ponto de vista te\u00f3rico-metodol\u00f3gico, o simp\u00f3sio articula a An\u00e1lise Cr\u00edtica do Discurso aos feminismos decoloniais e comunit\u00e1rios, aos estudos afro-latino-americanos, \u00e0s epistemologias ind\u00edgenas e \u00e0s teorias da interseccionalidade. S\u00e3o especialmente bem-vindos trabalhos que investiguem representa\u00e7\u00f5es de corpos dissidentes, identidades subalternizadas, masculinidades, maternidades e paternidades, bem como narrativas que evidenciem ou questionem viol\u00eancias coloniais de g\u00eanero e ra\u00e7a, como o feminic\u00eddio, o epistemic\u00eddio e outras formas de apagamento simb\u00f3lico. Busca-se, assim, compreender a m\u00eddia como espa\u00e7o de disputa discursiva, no qual se tensionam ideologias dominantes e emergem pr\u00e1ticas contra-hegem\u00f4nicas protagonizadas por mulheres negras, ind\u00edgenas, campesinas e por sujeitos LGBTQIA+ na Am\u00e9rica Latina contempor\u00e2nea.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Dr. Paulo Valente (Universidade estadual do Maranh\u00e3o &#8211; UEMA); Dra. Carolina Parrini Ferreira (Universidade Federal de Santa Catarina &#8211; UFSC)<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-pb-accordion-item c-accordion__item js-accordion-item no-js\" data-initially-open=\"false\" data-click-to-close=\"true\" data-auto-close=\"true\" data-scroll=\"false\" data-scroll-offset=\"0\"><h2 id=\"at-17166\" class=\"c-accordion__title js-accordion-controller\" role=\"button\"><strong>SALA G \u2014 Est\u00e9ticas Decoloniais, Artes, Performatividades e Materialidades<\/strong><\/h2><div id=\"ac-17166\" class=\"c-accordion__content\">\n<p>Re\u00fane propostas sobre artes, teatro, dramaturgia, corpo, design, est\u00e9tica, l\u00fadico, performatividades, cultura visual e pr\u00e1ticas art\u00edsticas de resist\u00eancia, compreendidos como campos de disputa simb\u00f3lica, pol\u00edtica e cultural.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-G01 \u2014 Corpos, vestes e outras express\u00f5es art\u00edsticas: Perspectivas em est\u00e9ticas decoloniais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 2: Pr\u00e1ticas Decoloniais e Transforma\u00e7\u00e3o Social, Eixo 4: Culturas Latino-Americanas e Estudos Culturais Cr\u00edticos<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: Este simp\u00f3sio busca di\u00e1logos inter e transdisciplinares em estudos sobre hist\u00f3rias da arte, pr\u00e1ticas dos vestir e outras express\u00f5es art\u00edsticas em perspectivas est\u00e9ticas decoloniais. Investigando assim, indument\u00e1rias ind\u00edgenas, africanas, afro-diasp\u00f3ricas, t\u00eaxteis latinoamericanos e outras e manifesta\u00e7\u00f5es, como; perform\u00e1ticas, audiovisuais e demais artefatos, que nutrem leituras decoloniais, tanto hist\u00f3ricas como na produ\u00e7\u00e3o de modas e artes contempor\u00e2neas. As manifesta\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas s\u00e3o aqui compreendidas como movimentos de resist\u00eancia e ato pol\u00edtico: uma (re)exist\u00eancia pol\u00edtico-est\u00e9tica e epistemol\u00f3gica. Ao tecer encontros entre artes, moda e demais materialidades contra-hegem\u00f4nicas, o simp\u00f3sio prop\u00f5e investiga\u00e7\u00f5es sobre cria\u00e7\u00f5es materiais de outrora, patrim\u00f4nio e formas contempor\u00e2neas em di\u00e1logo com consumo sistem\u00e1tico: dispositivos de insurg\u00eancia, que reconfiguram c\u00e2nones e identidades. Dessa forma, abordam-se po\u00e9ticas do vestir, apari\u00e7\u00f5es corporais e artefatos que entrela\u00e7am mem\u00f3rias, territ\u00f3rios transbordantes e contemporaneidades.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o: <\/strong>Dra. Ana Carolina Acom (Universidade Estadual do Oeste do Paran\u00e1 &#8211; UNIOESTE); Dra. Joana Bosak (Universidade Federal do Rio Grande do Sul &#8211; UFRGS); Dr. Paulo C\u00e9sar Marques Holanda (Universidade Federal do Amazonas &#8211; UFAM)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-G02 \u2014 Design e Liberta\u00e7\u00e3o: Pr\u00e1ticas de Reexist\u00eancia no Brasil e na Am\u00e9rica Latina<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 2: Pr\u00e1ticas Decoloniais e Transforma\u00e7\u00e3o Social<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: Esta proposta surge da trajet\u00f3ria da Rede Design &amp; Opress\u00e3o, coletivo que re\u00fane pesquisadoras e pesquisadores, docentes, estudantes e ativistas desde 2020 para construir uma pr\u00e1tica de design cr\u00edtica, popular, dial\u00f3gica e participativa. Fundamentada em epistemologias latino-americanas e na pedagogia da liberta\u00e7\u00e3o, a Rede DO entende o design como campo controverso moldado por rela\u00e7\u00f5es de poder e pela possibilidade de resist\u00eancia (SERPA et al., 2021; SERPA et al., 2022; VAN AMSTEL et al., 2021). Ao situar o design no campo ampliado da cultura, compreendemos que pr\u00e1ticas projetuais n\u00e3o apenas materializam objetos, mas produzem sentidos, narrativas, modos de vida e disputas simb\u00f3licas, dialogando diretamente com os estudos culturais latino-americanos. Nessa perspectiva, o design pode constituir uma pr\u00e1tica de liberdade, um processo pol\u00edtico, educativo e tecnol\u00f3gico em que pessoas aprendem juntas e se esfor\u00e7am coletivamente para transformar condi\u00e7\u00f5es materiais e simb\u00f3licas da vida (SERPA et al., 2021; SERPA et al., 2022).<\/p>\n\n\n\n<p>Compreendemos o processo de projeto como espa\u00e7o de conscientiza\u00e7\u00e3o, conflito e transforma\u00e7\u00e3o da realidade (MAZZAROTTO et al., 2023; SERPA et al., 2024). Essa perspectiva se enra\u00edza em intelectuais da Am\u00e9rica Latina como Paulo Freire, Augusto Boal, Orlando Fals-Borda, \u00c1lvaro Vieira Pinto e L\u00e9lia Gonzalez, que, embora nem sempre reconhecidos no campo do design, contribu\u00edram de modo significativo para seus fundamentos \u00e9ticos e pol\u00edticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Paulo Freire esteve presente nas origens e transforma\u00e7\u00f5es do design participativo, influenciando diretamente a formula\u00e7\u00e3o dos projetos e conceitos iniciais (EHN, 1988; AMARAL et al., 2022; DESIGN &amp; OPRESS\u00c3O, 2021). Orlando Fals-Borda, com a pesquisa-a\u00e7\u00e3o participativa e o conceito de sentipensar, ampliou a compreens\u00e3o sobre metodologias situadas (IBARRA, 2023). Augusto Boal, por meio do Teatro do Oprimido, prop\u00f4s metodologias participativas baseadas na experimenta\u00e7\u00e3o corporal e cria\u00e7\u00e3o coletiva, inspirando abordagens perform\u00e1ticas no design (SAITO et al., 2022; VAN AMSTEL, 2019). \u00c1lvaro Vieira Pinto antecipou debates sobre autonomia e depend\u00eancia da tecnologia, hoje centrais \u00e0s pr\u00e1ticas cr\u00edticas e decoloniais em design (SAITO et al., 2024). Recentemente, pesquisadores tamb\u00e9m evidenciaram a rela\u00e7\u00e3o de L\u00e9lia Gonzalez com o design social brasileiro (COSSIO; MARQUES, 2025) ao discutir identidade afro-americana e denunciar racismo e sexismo estruturais.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de uma \u00e9tica relacional (MAZZAROTTO et al., 2023) e da politiza\u00e7\u00e3o do design (SERPA, 2023), confrontamos pr\u00e1ticas extrativistas que tratam comunidades como fontes de dados e defendemos projetos constru\u00eddos com e a partir dos territ\u00f3rios, reconhecendo tecnologias sociais que emergem de experi\u00eancias perif\u00e9ricas e populares (MAZZAROTTO, 2024; SERPA et al, 2024). Nessa perspectiva, fazer design \u00e9 uma pr\u00e1tica aprendida coletivamente como produ\u00e7\u00e3o da cultura, capaz de disputar significados e afirmar modos de reexist\u00eancia (SILVA, 2023; VAN AMSTEL; GONZATTO, 2022).<\/p>\n\n\n\n<p>As autoras que prop\u00f5em este simp\u00f3sio integram tamb\u00e9m redes e articula\u00e7\u00f5es latino-americanas de pesquisa e ativismo em design, como Estudios Cr\u00edticos de Dise\u00f1o Latinoamericano (ECRID), a Red Latinoamericana de Dise\u00f1o y G\u00e9nero ( ReLADyG) e a Diplomatura de Dise\u00f1o Latinoamericano Decolonial e Inclusivo associada \u00e0 Universidad Nacional de Rio Negro (UNRN), o que amplia o alcance do simp\u00f3sio e favorece a mobiliza\u00e7\u00e3o de pesquisadoras, estudantes e ativistas de diferentes pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina interessados em compor este espa\u00e7o de di\u00e1logo Sul\u2013Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 luz desse referencial, o simp\u00f3sio acolher\u00e1 estudos, relatos e reflex\u00f5es sobre: &#8211; pr\u00e1ticas comunit\u00e1rias de design em territ\u00f3rios perif\u00e9ricos, ind\u00edgenas e campesinos; &#8211; tecnologias sociais e metodologias colaborativas; &#8211; design, luta pol\u00edtica e movimentos sociais; &#8211; experi\u00eancias de comunica\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria e arte enquanto pr\u00e1ticas de resist\u00eancia; &#8211; design popular e resist\u00eancias projetuais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o: <\/strong>Dra. BIBIANA OLIVEIRA SERPA (Universidade Federal do Rio de Janeiro e Rede Design e Opress\u00e3o); Dra. PAMELA CORDEIRO MARQUES CORR\u00caA (ESDI\/UERJ e Rede Design e Opress\u00e3o); Dra. S\u00c2MIA BATISTA E SILVA (Universidade Federal do Par\u00e1)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-G03 \u2014 Representa\u00e7\u00f5es er\u00f3ticas do corpo em di\u00e1logo com o Sul Global<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 7: G\u00eanero, Ra\u00e7a e Interseccionalidades<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: Esse Simp\u00f3sio busca reunir pesquisas que adotam como foco de investiga\u00e7\u00e3o discuss\u00f5es que abarcam o campo do corpo enquanto objeto cultural e discursivo, bem como quest\u00f5es acerca de corpos racializados, n\u00e3o-brancos, colocados no lugar do \u201cOutro\u201d, considerado diferente dos padr\u00f5es branco-europeus. Al\u00e9m disso, nosso objetivo \u00e9 tamb\u00e9m pensar as representa\u00e7\u00f5es desses corpos pelas vias do er\u00f3tico. Assim, o principal prop\u00f3sito \u00e9 possibilitar o encontro dos diversos conhecimentos que perpassam as variadas representa\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e\/ou liter\u00e1rias de corpos pertencentes ao Sul Global, tendo os elementos do erotismo enquanto fios condutores. Para tanto convidamos pesquisadoras\/es que procuram compreender quest\u00f5es envolvendo corpos negros, ind\u00edgenas, corpos queer e corpos que s\u00e3o atravessados pela no\u00e7\u00e3o de g\u00eanero de Judith Butler (2003). Outrossim, ser\u00e3o bem-vindas pesquisas que perpassam o campo do er\u00f3tico enquanto o conceito de poder que nos fala Audre Lorde (2020), a partir da afirma\u00e7\u00e3o do er\u00f3tico como um recurso instr\u00ednseco das mulheres, o qual lhes d\u00e1 um conhecimento genu\u00edno por meio do compartilhamento do gozo. Desse modo, compreendemos o erotismo enquanto um estado em que o corpo busca movimento, bem como a sensa\u00e7\u00e3o de prazer e de gozo, por isso representa a no\u00e7\u00e3o de Eros como aquele que sempre est\u00e1 em busca do desejo. O er\u00f3tico est\u00e1, no campo da psican\u00e1lise, a partir da compreens\u00e3o de puls\u00e3o de vida, o desejo que faz com que o corpo esteja dentro desse movimento que impulsiona para algo. Assim, o Simp\u00f3sio prop\u00f5e discuss\u00f5es sobre como corpos vistos como dissidentes, negros, ind\u00edgenas, LGBTQIAPN+ foram retratados e como ainda s\u00e3o retratados por meio da Arte, tendo em vista as perspectivas sobre o er\u00f3tico. Para tanto, ser\u00e3o aceitos trabalhos pass\u00edveis de comunicarem com quest\u00f5es como: O corpo pol\u00edtico e biol\u00f3gico \u00e9 um objeto social e discursivo que est\u00e1 vinculado \u00e0 ordem do desejo, do significado e do poder (GROSZ, 2000); Corpos que transitam entre a margem e se tornam centros. Corpos n\u00e3o-brancos, negros, ind\u00edgenas, de outras etnias pertencentes ao Sul Global, historicamente marcados pela ra\u00e7a e pela mem\u00f3ria ancestral. Corpos Queer (LUGARINHO, 2001) Corpos interseccionais (AKOTIRENE, 2019) Corpos er\u00f3ticos, corpos erotizados e er\u00f3ticas do corpo Literatura, Artes visuais, M\u00fasica, Dan\u00e7a, Cinema: o corpo que se escreve, que se movimenta, que se pinta, que se canta, que se conta. Corpos que, a partir da perspectiva de Escreviv\u00eancia (EVARISTO, 2020), ao contarem suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias, incomodam os brancos da Casa Grande. Corpos decoloniais que evocam cosmogonias do Sul Global e mobilizam it\u00e3s, encantarias, orix\u00e1s, entidades, bruxas\/os, poetas, gri\u00f4s e contadores de hist\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, pensar o corpo \u00e9 refletir sobre as nuances que o atravessam \u2014 os desejos que o rondam, as performances que realiza, as hist\u00f3rias que carrega e os prazeres de gozar a vida. Portanto, ensejar trocas de conhecimento sobre corpo, ra\u00e7a, g\u00eanero e sexualidade pela via do er\u00f3tico \u00e9 criar contextos para que esses corpos n\u00e3o apenas lutem e sobrevivam, mas para que os indiv\u00edduos que os habitam possam viver o pleno exerc\u00edcio de se movimentarem livremente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o: <\/strong>Dra. Luciana Borges (Universidade Federal de Catal\u00e3o); Ma. Ana Cl\u00e1udia Nascimento Theodoro (Universidade Federal de Catal\u00e3o); Mestranda Amanda da Concei\u00e7\u00e3o Santiago (Universidade Federal de Catal\u00e3o)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-G04 \u2014 Entre a (re)exist\u00eancia e a ambival\u00eancia: o teatro latino-americano e seu duplo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 4: Culturas Latino-Americanas e Estudos Culturais Cr\u00edticos<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: A dramaturgia e o teatro latino-americanos configuram-se per si como territ\u00f3rios de resist\u00eancia est\u00e9tica e pol\u00edtica, nos quais a palavra c\u00eanica se converte em um gesto de (re)exist\u00eancia frente \u00e0s viol\u00eancias coloniais e aos silenciamentos hist\u00f3ricos. A partir da provoca\u00e7\u00e3o artaudiana de O teatro e seu duplo (1938), este simp\u00f3sio prop\u00f5e uma leitura decolonial da ideia de \u201cduplo\u201d entendendo-a como um espa\u00e7o de confronto entre o teatro euroc\u00eantrico e as m\u00faltiplas teatralidades do Sul Global. O duplo como met\u00e1fora da tens\u00e3o entre as epistemes coloniais e as formas insurgentes de cria\u00e7\u00e3o que emergem dos corpos dissidentes, das mem\u00f3rias subalternas e das est\u00e9ticas perif\u00e9ricas. Pretende-se reunir e divulgar pesquisas que investiguem dramaturgias latino-americanas contempor\u00e2neas e hist\u00f3ricas e observar como estas elaboram modos de resist\u00eancia e produ\u00e7\u00e3o de pensamento cr\u00edtico a partir da cena (em n\u00edvel dieg\u00e9tico e mim\u00e9tico). Interessa-nos tecer reflex\u00f5es sobre o teatro como ato pol\u00edtico e pedag\u00f3gico, que n\u00e3o reproduz o logos ocidental, por\u00e9m o tensiona e o desobedece. Articulando o teatro (telling + showing) e a dramaturgia (telling) com paradigmas decoloniais e p\u00f3s-coloniais (Quijano, Mignolo, Dussel, Walsh, Lugones), bem como an\u00e1lises que explorem perspectivas feministas, interseccionais e interculturais da cena latino-americana, este simp\u00f3sio busca examinar a performatividade (seja da palavra e\/ou da representa\u00e7\u00e3o) como campo de disputa simb\u00f3lica, no qual o corpo, a voz e a mem\u00f3ria se insurgem contra a colonialidade. Propomos reposicionar o pr\u00f3prio conceito de teatro como espa\u00e7o de cura e descoloniza\u00e7\u00e3o. O \u201cduplo\u201d latino-americano que n\u00e3o replica o modelo europeu convencional e hist\u00f3rico da \u201cpe\u00e7a bem-feita\u201d, idealizada por Eug\u00e8ne Scribe (1825), mas o reconfigura segundo suas pr\u00f3prias cosmologias, enredos e temporalidades. O teatro no sentido de a\u00e7\u00e3o viva e po\u00e9tica que decoloniza o olhar e (re)inscreve a experi\u00eancia latino-americana no centro do pensamento est\u00e9tico mundial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Dr. Wagner Corsino Enedino (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul &#8211; UFMS); Me. Johnny dos Santos Lima (Universidade Federal da Grande Dourados &#8211; UFGD); Ma. Elis\u00e2ngela Cristiane Rozendo (Universidade Federal da Grande Dourados &#8211; UFGD)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-G05 \u2014 O papel da Arte, do l\u00fadico e da cultura na constru\u00e7\u00e3o da cidadania democr\u00e1tica latino-americana: um debate sobre g\u00eanero, ra\u00e7a e classe<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 1: Epistemologias do Sul e Pensamento Decolonial, Eixo 4: Culturas Latino-Americanas e Estudos Culturais Cr\u00edticos, Eixo 6: L\u00ednguas, Multilinguismo e Pol\u00edticas Lingu\u00edsticas, Eixo 7: G\u00eanero, Ra\u00e7a e Interseccionalidades, Eixo 8: Educa\u00e7\u00e3o, Ensino e Pedagogias Decoloniais<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: Considerando o tema do evento e sua \u00eanfase nas epistemologias do Sul e nas pr\u00e1ticas decoloniais, o simp\u00f3sio proposto busca promover reflex\u00f5es e di\u00e1logos sobre o papel das artes, da cultura e do l\u00fadico como formas de investiga\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o de conhecimento e resist\u00eancia de grupos historicamente subalternizados. Parte-se do entendimento de que express\u00f5es art\u00edsticas, culturais e pedag\u00f3gicas constituem linguagens fundamentais para a afirma\u00e7\u00e3o de identidades, saberes, pr\u00e1ticas, demandas e lutas hist\u00f3ricas no Sul Global.<\/p>\n\n\n\n<p>O simp\u00f3sio prop\u00f5e a constru\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o interdisciplinar que acolha produ\u00e7\u00f5es e an\u00e1lises relacionadas \u00e0 literatura, ao cinema, \u00e0s artes visuais, \u00e0 moda, ao teatro, aos jogos de tabuleiro e jogos eletr\u00f4nicos, bem como a materiais, ferramentas e recursos did\u00e1tico-pedag\u00f3gicos voltados \u00e0 educa\u00e7\u00e3o formal, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o popular. Essas express\u00f5es s\u00e3o compreendidas n\u00e3o apenas como produtos culturais, mas como formas de comunica\u00e7\u00e3o, den\u00fancia, contesta\u00e7\u00e3o e elabora\u00e7\u00e3o cr\u00edtica da realidade social, pol\u00edtica e cultural latino-americana e caribenha.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, ser\u00e3o bem-vindos trabalhos acad\u00eamicos e narrativas que dialoguem com escritas e produ\u00e7\u00f5es afro-latino-americanas, com especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es ind\u00edgenas, \u00e0s abordagens interseccionais de g\u00eanero e ra\u00e7a sob uma perspectiva afro-diasp\u00f3rica, bem como a debates sobre migra\u00e7\u00f5es, colonialidade, territ\u00f3rio, espa\u00e7o rural e urbano, viol\u00eancia, orienta\u00e7\u00e3o sexual e identidades de g\u00eanero. A arte e a cultura, em suas m\u00faltiplas manifesta\u00e7\u00f5es, s\u00e3o aqui entendidas como formas de refazimento da realidade, produ\u00e7\u00e3o de mem\u00f3rias, constru\u00e7\u00e3o de saberes e elabora\u00e7\u00e3o de narrativas contra-hegem\u00f4nicas.<\/p>\n\n\n\n<p>O simp\u00f3sio organiza-se a partir de tr\u00eas eixos tem\u00e1ticos principais: (1) L\u00ednguas, multilinguismo e pol\u00edticas lingu\u00edsticas; (2) Culturas latino-americanas e estudos culturais cr\u00edticos; e (3) G\u00eanero, ra\u00e7a e interseccionalidades. Ser\u00e3o acolhidos trabalhos que, nos planos te\u00f3rico, anal\u00edtico e metodol\u00f3gico, mobilizem abordagens interdisciplinares, articulando an\u00e1lise liter\u00e1ria e cultural, epistemologias do Sul, perspectivas decoloniais, estudos feministas e de g\u00eanero, antropologia e sociologia da cultura, educa\u00e7\u00e3o e pedagogia, bem como reflex\u00f5es sobre cultura pol\u00edtica, direitos humanos, movimentos sociais e cidadania democr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as problem\u00e1ticas centrais a serem debatidas, destacam-se: os desafios contempor\u00e2neos da democracia liberal frente \u00e0 retomada do conservadorismo, dos extremismos e \u00e0 persist\u00eancia da colonialidade sob a forma de recomposi\u00e7\u00e3o do projeto neoliberal; as disputas em torno da cidadania e as fraturas sociais relacionadas a ra\u00e7a, g\u00eanero e territ\u00f3rio; e as formas pelas quais as produ\u00e7\u00f5es culturais latino-americanas enfrentam processos de apagamento, silenciamento e epistemic\u00eddio, contribuindo para a constru\u00e7\u00e3o de novos imagin\u00e1rios pol\u00edticos de justi\u00e7a, solidariedade e emancipa\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Dra. Renata Peixoto de Oliveira (Universidade Federal da Integra\u00e7\u00e3o Latino-Americana &#8211; UNILA); Dra. Angela Maria de Souza (Universidade Federal da Integra\u00e7\u00e3o Latino-Americana &#8211; UNILA); Dra. Ana Paula de Araujo Lopez (Universidade Federal da Integra\u00e7\u00e3o Latino-Americana &#8211; UNILA); Dra. Maria Aparecida Webber (Universidade Federal da Integra\u00e7\u00e3o Latino-Americana &#8211; UNILA); Dra. Samira Abdel Jalil (Universidade Tecnol\u00f3gica Federal do Paran\u00e1)<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-pb-accordion-item c-accordion__item js-accordion-item no-js\" data-initially-open=\"false\" data-click-to-close=\"true\" data-auto-close=\"true\" data-scroll=\"false\" data-scroll-offset=\"0\"><h2 id=\"at-17167\" class=\"c-accordion__title js-accordion-controller\" role=\"button\"><strong>SALA H \u2014 Literatura, Representa\u00e7\u00e3o e Narrativas Latino-Americanas<\/strong><\/h2><div id=\"ac-17167\" class=\"c-accordion__content\">\n<p>Sala destinada a literaturas, po\u00e9ticas e narrativas latino-americanas (incluindo escreviv\u00eancias), com foco em representa\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria, identidade e resist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-H01 \u2014 Est\u00e9ticas da resist\u00eancia: debates sobre representa\u00e7\u00e3o e representatividade na literatura latino-americana<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 4: Culturas Latino-Americanas e Estudos Culturais Cr\u00edticos<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: Durante quase tr\u00eas s\u00e9culos de produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria na Am\u00e9rica Latina, mulheres, negros e ind\u00edgenas foram representados a partir da perspectiva da objetifica\u00e7\u00e3o e da diferen\u00e7a. Uma vez que os projetos liter\u00e1rios dos diferentes pa\u00edses latino-americanos tiveram como principal agente do discurso o homem branco letrado, produto de uma consci\u00eancia cultural estreitamente vinculada \u00e0s assimetrias da sociedade colonial e da masculinidade hegem\u00f4nica, os demais agrupamentos sociais foram observados pela norma liter\u00e1ria quase sempre como o outro, o estranho, o menor. No Brasil, nem mesmo a literatura abolicionista que marcou o ocaso do s\u00e9culo XIX com o combate \u00e0 escraviza\u00e7\u00e3o escapou dessa problem\u00e1tica. Para Cuti, em Literatura negro-brasileira (2010), as obras desse per\u00edodo evidenciam um segundo processo de coisifica\u00e7\u00e3o, na medida em que negam ao africano e \u00e0 sua descend\u00eancia complexidade e humanidade. Nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX, a literatura latino-americana trouxe a dissid\u00eancia para a cena liter\u00e1ria, por meio da figura\u00e7\u00e3o dos marginalizados e dos proscritos. Romances como La raza de bronce (1919), do boliviano Alcides Arguedas, Huasipungo (1934), do equatoriano Jorge Icaza, e Jubiab\u00e1 (1935), de Jorge Amado, exp\u00f5em as exist\u00eancias fraturadas de mulheres, ind\u00edgenas e negros, emparedadas pela controversa din\u00e2mica econ\u00f4mica e social que d\u00e1 sentido \u00e0s desigualdades de g\u00eanero, de ra\u00e7a e de classe em pa\u00edses de passado colonial. O olhar mi\u00fado para a fatura das obras, no entanto, mostra que, para al\u00e9m dos interesses pol\u00edticos e liter\u00e1rios dos autores, a configura\u00e7\u00e3o est\u00e9tica e psicol\u00f3gica das personagens apresenta lacunas no que tange \u00e0 sua representa\u00e7\u00e3o, evidenciando as contradi\u00e7\u00f5es da moderna intelectualidade latino-americana. Na contram\u00e3o dessas abordagens, autoras e autores contempor\u00e2neos investem na tem\u00e1tica da alteridade ao aquilatar os enjeitados da Hist\u00f3ria pelo filtro da autonomia e da espontaneidade. No livro Por uma cr\u00edtica feminista \u2013 leituras transversais de escritoras brasileiras (2020), por exemplo, Eur\u00eddice Figueiredo observa que, na literatura brasileira contempor\u00e2nea, o combate e a resist\u00eancia ao flagelo do racismo, do machismo e da minoriza\u00e7\u00e3o, estetizados em forma liter\u00e1ria, surgem como a principal linha de for\u00e7a que estrutura a produ\u00e7\u00e3o de autoria feminina. No contexto latino-americano e caribenho, essa perspectiva pode ser vista em obras de Concei\u00e7\u00e3o Evaristo, Teresa C\u00e1rdenas, Eliana Alves Cruz, Pilar Quintana e Maryse Cond\u00e9. Debates acerca da valoriza\u00e7\u00e3o das subjetividades tamb\u00e9m podem ser encontrados na literatura da mexicana Marisol Ceh Moo e do brasileiro Daniel Munduruku, cujas obras tratam dos desafios dos povos ind\u00edgenas na luta contra o apagamento cultural em seus pa\u00edses. Portanto, partindo da problem\u00e1tica exposta pelo estabelecimento desse painel hist\u00f3rico e considerando que, segundo Paula Baltar, \u201ca cr\u00edtica \u00e0 modernidade da perspectiva decolonial concebe que a emancipa\u00e7\u00e3o \u2013 a liberta\u00e7\u00e3o \u2013 s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel uma vez que a subalterniza\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias e de epistemologias institu\u00eddas pela modernidade seja suplantada\u201d (BALTAR, 2020, p. 38), o simp\u00f3sio proposto objetiva abrigar trabalhos que discutam formas cr\u00edticas de figura\u00e7\u00e3o da mulher, do negro e do ind\u00edgena &#8211; bem como suas estrat\u00e9gias de resist\u00eancia &#8211; na literatura latino-americana, a partir de abordagens te\u00f3rico-metodol\u00f3gicas apoiadas em uma perspectiva dial\u00e9tica, multicultural, interseccional e decolonial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Dr. Evandro Jose dos Santos Neto (Universidade Estadual do Paran\u00e1 &#8211; UNESPAR); Dra.  Fidelainy Sousa Silva (Universidade Estadual do Paran\u00e1 &#8211; UNESPAR); Dra. Maristela Sanches Bizarro (Universidade Metodista de S\u00e3o Paulo); Dr. Pedro Dorneles da Silva Filho (Universidade Federal Fluminense \u2013 UFF)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-H02 \u2014 Corpo-territ\u00f3rio em poesia amefricana nas Am\u00e9ricas e nas \u00c1fricas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 3: Di\u00e1logos Sul-Sul e Coopera\u00e7\u00e3o Horizontal<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: O presente simp\u00f3sio tem\u00e1tico visa a reunir investiga\u00e7\u00f5es a propor aproxima\u00e7\u00f5es entre poesia amefricana contempor\u00e2nea nas Am\u00e9ricas e nas \u00c1fricas, o que implica acolher, tamb\u00e9m, o que conceituamos como poesia negro-brasileira (Cuti, 2010); como poesia africana dos pa\u00edses de l\u00edngua oficial portuguesa; como poesia amefricana nas Am\u00e9ricas e no Caribe, a exemplo de Pizarro (2002); Glissant (2021); comunica\u00e7\u00f5es investigando temas contempor\u00e2neos e formas de pensar a negritude em espa\u00e7os pol\u00edticos e culturais; comunica\u00e7\u00f5es investigando produ\u00e7\u00e3o feminina contempor\u00e2nea (a exemplo de poesia negra do Slam Poetry e outros autores de movimentos); a perspectiva do corpo-territ\u00f3rio na poesia amefricana (Gonz\u00e1lez, 2020). Do ponto de vista metodol\u00f3gico, o simp\u00f3sio prop\u00f5e no\u00e7\u00f5es suleadoras de pensamento amefricano, como fio condutor \u00e0s an\u00e1lises liter\u00e1rias: por exemplo, o corpo-territ\u00f3rio como categoria de an\u00e1lise (Zaragocin, Caretta, 2021; Torres-Armas, 2025), contando com uma vari\u00e1vel: a anclaje territorial (o corpo como lugar de conhecimento, nas literaturas amefricanas); ou, outro exemplo, a no\u00e7\u00e3o de interculturalismo (Fidel Tubino) como uma proposta \u00e9tico\/politica de transforma\u00e7\u00e3o e conviv\u00eancia intelectual, enquanto pr\u00e1ticas de interculturalismo cr\u00edtico na universidade (repara\u00e7\u00e3o epistemol\u00f3gica) e em sociedades latinoamericanas (repara\u00e7\u00e3o social e constru\u00e7\u00e3o de cidadania). No exame de tais categorias, nos textos liter\u00e1rios, se d\u00e1 sua an\u00e1lise propriamente dita: por exemplo, certos tropos, certas figuras de linguagem; ou certos recursos morfol\u00f3gicos, ou certos recursos sint\u00e1ticos presentes nos textos liter\u00e1rios, que permitem discutir a anclaje de corpas(os) amefricanas(os): ao lugar; a constru\u00e7\u00f5es identit\u00e1rias reivindicadas no discurso; a modos pretos, amefricanos, de existir. Consideramos pertinentes as discuss\u00f5es em torno das epistemes de L\u00e9lia Gonzalez, Sueli Carneiro, Oy\u00e8r\u00f3nk\u1eb9 Oy\u011bw\u00f9m\u00ed, Leda Maria Martins, Carla Akotirene, Grada Kilomba, Sylvia Wynter, Denise Ferreira da Silva, Ochy Curiel, Marta Viveros-Vigoya, Djamila Ribeiro, entre outras pensadoras amefricanas na atualidade. O presente simp\u00f3sio visa a integrar o Eixo 3: Di\u00e1logos Sul-Sul e Coopera\u00e7\u00e3o Horizontal, abordando perspectivas da coopera\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, pol\u00edtica e cultural mediante estudo de redes intelectuais entre Am\u00e9fricas (Brasil, Am\u00e9rica Latina e Caribe) e \u00c1fricas, lidas como rela\u00e7\u00f5es Sul-Sul.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Dra. Alcione Correa Alves (Universidade Federal do Piau\u00ed); Dra. Veronica Prudente Costa (Universidade Federal de Roraima); Mestra de saberes tradicionais M\u00f3nica Alejandra dos Santos Rodr\u00edguez (Nzinga Artesan\u00edas \u00c9tnicas); Dra. Rosidelma Pereira Fraga (Universidade Federal de Roraima)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-H03 \u2014 Literatura Negra de autoria feminina: o paradigma da liberdade e do bem viver<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 7: G\u00eanero, Ra\u00e7a e Interseccionalidades<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: No ensaio Cuirlombismo liter\u00e1rio: Poesia Negra LGBTQI desorbitando o paradigma da dor, a poeta, ensaista, romancista e ativista tatiana nascimento aponta para o estabelecimento de um novo paradigma poss\u00edvel para a literatura de autoria negra no Brasil, paradigma esse n\u00e3o apenas constru\u00eddo a partir da revis\u00e3o de experi\u00eancias oriundas das po\u00e9ticas negras profundas e ancestrais, para as quais as rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero e afeto se delineariam de maneira decolonial, rompendo absolutamente com os limites coloniais apresentados para o afeto, o gozo e o existir de corpos negros. tatiana nascimento aponta para o campo da cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria como produtora de emancipa\u00e7\u00e3o para humaniza\u00e7\u00e3o, baseada em uma rela\u00e7\u00e3o com a linguagem que possibilite a produ\u00e7\u00e3o de reflex\u00f5es consistentes sobre a diferen\u00e7a colonial, sobre a necessidade de pr\u00e1ticas decoloniais que tornar\u00e3o poss\u00edvel outra forma de pensar, de ensinar e de fazer arte, literatura. Em seu ensaio, tatiana nascimento aponta para sua gera\u00e7\u00e3o com a possibilidade\/necessidade de constru\u00e7\u00e3o de um paradigma de po\u00e9tica negra brasileira n\u00e3o mais definido pela representa\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia, da sobreviv\u00eancia, imersos na dor, mas para uma po\u00e9tica de aquilombamento contempor\u00e2neo, que teria como principal motivo o devaneigro, que rompe com os estere\u00f3tipos da dor e da viol\u00eancia e insere a cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria negra no plano do livre criar. Assim, esse simp\u00f3sio busca trabalhos resultado de pesquisa em andamento ou conclu\u00edda, que identifiquem especialmente autoras negras contempor\u00e2neas que possam ser lidas como partid\u00e1rias da nova po\u00e9tica negra do devaneigro, ensaiada por tatiana nascimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Dra. CINTIA CAMARGO VIANNA (UFU &#8211; Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia); Dr. GEORGE LIMA DOS SANTOS (IFNMG &#8211; Campus Te\u00f3filo Otoni); Ma. MARIA CAROLINA RODRIGUES BASTOS DA SILVA (IFMT\/CFS)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-H04 \u2014 Corpos que Contam Hist\u00f3ria: Escreviv\u00eancias Negras, Decolonialidade e Produ\u00e7\u00e3o de Saberes na Am\u00e9rica Latina<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 7: G\u00eanero, Ra\u00e7a e Interseccionalidades<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: O Simp\u00f3sio Tem\u00e1tico \u201cCorpos que Contam Hist\u00f3ria: Escreviv\u00eancias Negras, Decolonialidade e Produ\u00e7\u00e3o de Saberes na Am\u00e9rica Latina\u201d prop\u00f5e um espa\u00e7o de di\u00e1logo, reflex\u00e3o cr\u00edtica pol\u00edtica e circula\u00e7\u00e3o de epistemologias produzidas por sujeitas (os) negras (os) nos diversos territ\u00f3rios latino-americanos. Inspirado no conceito de escreviv\u00eancia, formulado pela a pesquisador e literata Concei\u00e7\u00e3o Evaristo, o simp\u00f3sio compreende a escrita em suas dimens\u00f5es acad\u00eamicas, po\u00e9ticas, testemunhais, orais e corporais como um ato de resist\u00eancia, mem\u00f3ria e reinven\u00e7\u00e3o de mundos. Entendemos que as (os) corpas (os) negras (os) narram, ditam, registram e inscrevem saberes que, historicamente, foram silenciados pelas as m\u00e1scaras da Anast\u00e1cia e\/ou deslegitimados pelos projetos coloniais, da colonialidade do poder e conhecimento. A proposta articula discuss\u00f5es que se fundamentam na interseccionalidade, sendo atravessadas pelos seguintes marcadores: corpo, territ\u00f3rio, g\u00eanero, ra\u00e7a, espiritualidade, ancestralidade, est\u00e9tica, cultura e pol\u00edtica, reconhecendo que as experi\u00eancias negras n\u00e3o s\u00e3o apenas um objeto de estudo, mas uma plataforma epistemol\u00f3gica pr\u00f3pria, fundamental para compreender os processos sociais latino-americanos. Nesse sentido, o simp\u00f3sio se orienta pelas Epistemologias do Sul e pelas pr\u00e1ticas decoloniais tendo como bases o feminismo negro brasileiro, afrocaribenho e afro-americano, buscando deslocar referenciais eurocentrados, cisg\u00eaneros e heteronormativos que historicamente negaram, apagaram as vidas negras e suas produ\u00e7\u00f5es ancestrais, intelectuais, art\u00edsticas-culturais e comunit\u00e1rias. O simp\u00f3sio acolher\u00e1 pesquisas e relatos que discutam: \u2013 Escreviv\u00eancias e narrativas negras como m\u00e9todo de conhecimento; \u2013 Mem\u00f3rias, autobiografias, autoetnografias e hist\u00f3rias orais; \u2013 Corpo como arquivo, documento e territ\u00f3rio; \u2013 Colonialidade do ser, do saber e do viver; \u2013 Pr\u00e1ticas de resist\u00eancia e insurg\u00eancia cultural; \u2013 Produ\u00e7\u00e3o de saberes populares, comunit\u00e1rios e tradicionais; \u2013 Representa\u00e7\u00f5es negras na literatura, artes, m\u00eddias e espa\u00e7os educativos; \u2013 Religiosidades afro-diasp\u00f3ricas, espiritualidades e seus saberes; \u2013 juventudes negras, participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e cria\u00e7\u00e3o de redes comunit\u00e1rias; \u2013 racismo estrutural, viol\u00eancia e estrat\u00e9gias de sobreviv\u00eancia e cura; \u2013 di\u00e1logos transnacionais entre experi\u00eancias negras na Am\u00e9rica Latina. Mais do que um espa\u00e7o de apresenta\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, este simp\u00f3sio se constitui como um territ\u00f3rio pol\u00edtico-pedag\u00f3gico, no qual vozes, corpos e mem\u00f3rias negras especialmente aquelas historicamente silenciadas pelas intersec\u00e7\u00f5es de ra\u00e7a, g\u00eanero, classe e sexualidade s\u00e3o reconhecidas como fundamentos leg\u00edtimos da produ\u00e7\u00e3o de conhecimento. Ancorado nas contribui\u00e7\u00f5es do feminismo negro brasileiro, afrocaribenho e afro-americano, acolheremos narrativas pr\u00e1ticas e te\u00f3ricas, investiga\u00e7\u00f5es emp\u00edricas, express\u00f5es art\u00edstico-culturais, pesquisas em andamento e di\u00e1logos interdisciplinares que valorizem a pluralidade das experi\u00eancias negras no Sul Global. Ao aproximar diferentes perspectivas, buscamos fortalecer redes de solidariedade intelectualidade afrolatinoamericano, promover a visibilidade de saberes produzidos por mulheres negras e outros sujeitos racializados e incentivar a constru\u00e7\u00e3o de metodologias que emergem das viv\u00eancias e dos corpos. Assim, este simp\u00f3sio prop\u00f5e-se a contribuir para uma produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica comprometida com a justi\u00e7a epistemol\u00f3gica, a dignidade humana e a afirma\u00e7\u00e3o das m\u00faltiplas exist\u00eancias e saberes negros na Am\u00e9rica Latina. Assim, o simp\u00f3sio acolhe trabalhos interdisciplinares que dialoguem com Literatura Negra, Feminismos Negros, Epistemologias do Sul, Cr\u00edtica P\u00f3s-Colonial, Educa\u00e7\u00e3o, Artes, Linguagens e Hist\u00f3ria, valorizando metodologias sens\u00edveis ao corpo, \u00e0 experi\u00eancia e \u00e0 ancestralidade. O objetivo \u00e9 fomentar um espa\u00e7o de di\u00e1logo cr\u00edtico, de troca e de afirma\u00e7\u00e3o de saberes que tensionam as estruturas hegem\u00f4nicas e ampliam as possibilidades de pensar, narrar e escrever a partir do Sul Global.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Dra. Jacqueline da Silva Costa (UNILAB); Mestranda Sueide Menezes da Silva (UNILAB); Mestre de saberes tradicionais Luan Rodrigues do Nascimento (UNILAB)<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-pb-accordion-item c-accordion__item js-accordion-item no-js\" data-initially-open=\"false\" data-click-to-close=\"true\" data-auto-close=\"true\" data-scroll=\"false\" data-scroll-offset=\"0\"><h2 id=\"at-17168\" class=\"c-accordion__title js-accordion-controller\" role=\"button\"><strong>SALA I \u2014 Gest\u00e3o Cultural, Pol\u00edticas P\u00fablicas e Cidadania<\/strong><\/h2><div id=\"ac-17168\" class=\"c-accordion__content\">\n<p>Sala voltada a gest\u00e3o cultural, pol\u00edticas p\u00fablicas de cultura, cidadania e disputas sociopol\u00edticas no campo cultural, incluindo conservadorismos e resist\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-I01 \u2014 GEST\u00c3O CULTURAL DESDE ABAIXO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 2: Pr\u00e1ticas Decoloniais e Transforma\u00e7\u00e3o Social, Eixo 4: Culturas Latino-Americanas e Estudos Culturais Cr\u00edticos<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: O SIMP\u00d3SIO GEST\u00c3O CULTURAL DESDE ABAIXO tem como objetivo produzir conhecimentos para o campo da gest\u00e3o cultural cr\u00edtica a partir de experi\u00eancias de organiza\u00e7\u00f5es culturais que atuam na Am\u00e9rica Latina desenvolvendo atividades culturais, educacionais e\/ou de comunica\u00e7\u00e3o vinculadas a um territ\u00f3rio espec\u00edfico. As Pol\u00edticas de Base Comunit\u00e1ria em desenvolvimento na Am\u00e9rica Latina desde os anos 2000 permitiram que grupos e iniciativas culturais historicamente exclu\u00eddos das pol\u00edticas tivessem acesso aos recursos p\u00fablicos, criando tamb\u00e9m oportunidades de interc\u00e2mbio e de articula\u00e7\u00e3o em rede entre eles. Essas pol\u00edticas contribu\u00edram para a visibilidade desse conjunto diverso de experi\u00eancias culturais que sempre foram refer\u00eancias para as suas comunidades, n\u00e3o apenas por suas manifesta\u00e7\u00f5es, linguagens e pr\u00e1ticas culturais, mas tamb\u00e9m por suas metodologias de cria\u00e7\u00e3o em grupo, suas estrat\u00e9gias para existir, seus modos de gest\u00e3o. A despeito da heterogeneidade dessas experi\u00eancias, quando se pensa em gest\u00e3o ainda \u00e9 comum que se recorra a padr\u00f5es, t\u00e9cnicas, modelos e linguagens que v\u00eam das empresas, de empreendimentos econ\u00f4micos ou de uma l\u00f3gica de gest\u00e3o de projetos. Autores latinoamericanos, entre eles Victor Vich (2017), apontam para a inadequa\u00e7\u00e3o de uma \u201cvisi\u00f3n tecnocr\u00e1tica centrada en el dise\u00f1o de proyectos, los cuales desconocen los conflictos generados en la lucha por lo material y lo simb\u00f3lico\u2026\u201d. Tal perspectiva redutora, imprime sentidos e l\u00f3gicas alheias aos grupos, configurando processos de disciplinamento marcados pela colonialidade. [\u2026] ao enfatizar a parte administrativa e gerencialista da cultura, estabelece-se uma verticalidade que determina um processo de controle na tentativa de antecipar o que se busca realizar, n\u00e3o facilitando encontros entre as popula\u00e7\u00f5es envolvidas. Assim, todas as rela\u00e7\u00f5es, intera\u00e7\u00f5es, interdepend\u00eancias e inter-rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o exclu\u00eddas, abrindo espa\u00e7o para assimetrias que levam ao car\u00e1ter objetual das express\u00f5es culturais. Tudo se reduz a uma racionalidade orientada por fins\u2026 (BEZERRA; VILUTIS; Y\u00c1\u00d1ES CANAL, 2023, p. 28) Cabe refletir sobre o que perdemos quando a gest\u00e3o cultural se concentra em alcan\u00e7ar \u201cfins\u201d. O que \u00e9 invisibilizado quando se despolitiza a no\u00e7\u00e3o de gest\u00e3o cultural? O que se apaga quando uma cultura organizacional \u00e9 \u201creduzida aos princ\u00edpios e a valores vindos da iniciativa privada, orientada pela racionalidade instrumental e pela competitividade\u201d? (SIM\u00d5ES; BEZERRA, 2023, p. 110). A partir desses questionamentos, vislumbramos que a gest\u00e3o cultural pode ser entendida como forma de a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, promovendo a articula\u00e7\u00e3o entre cultura, democracia e cidadania. Pensar na gest\u00e3o cultural como forma de a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, como prop\u00f5e o pesquisador peruano V\u00edctor Vich (2014) significa entender que a gest\u00e3o cultural n\u00e3o pode ser um processo meramente t\u00e9cnico, de planejamento de projetos, de entregas de produtos e de resultados. Reduzida a isso, a gest\u00e3o cultural se tornaria puramente uma \u201cadministra\u00e7\u00e3o do existente\u201d (RANCI\u00c8RE, 2005), formas que privilegiam resultados em vez de processos. Aberto a participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores\/as e gestores\/as culturais, o SIMP\u00d3SIO GEST\u00c3O CULTURAL DESDE ABAIXO pretende reunir pesquisas e relatos de experi\u00eancias que contribuam para se imaginar modos de gest\u00e3o cultural que favore\u00e7am princ\u00edpios e valores \u00e9tico-pol\u00edticos, participa\u00e7\u00e3o, dialogicidade, horizontalidade nas rela\u00e7\u00f5es de poder e di\u00e1logo com pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Dr. Luciano Sim\u00f5es de Souza (Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia &#8211; UFRB); Dra. Laura Bezerra (Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia); Ma. Renata Nascimento Souza de Jesus (Universidade Federal da Bahia &#8211; UFBA)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-I02 \u2014 Conservadorismos em movimento no Caribe e na Am\u00e9rica Latina<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 3: Di\u00e1logos Sul-Sul e Coopera\u00e7\u00e3o Horizontal, Eixo 5: Territ\u00f3rios, Fronteiras e Geopol\u00edticas Culturais, Eixo 7: G\u00eanero, Ra\u00e7a e Interseccionalidades<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: O crescimento dos movimentos conservadores exige do pensamento hist\u00f3rico-antropol\u00f3gico uma reflex\u00e3o sobre como essa expans\u00e3o global se articula com formas locais. \u00c9 preciso entender como diferentes combina\u00e7\u00f5es morais e materiais criam ambientes favor\u00e1veis \u00e0 ades\u00e3o de valores conservadores. Mais que apontar novidades nessas encruzilhadas, interessa compreender como atores, institui\u00e7\u00f5es e trajet\u00f3rias hist\u00f3ricas especificas asseguram a persist\u00eancia e adapta\u00e7\u00e3o destes movimentos. Trata-se tamb\u00e9m de compreender o lugar e a evolu\u00e7\u00e3o dos chamados valores liberais democr\u00e1ticos nos percursos hist\u00f3ricos particulares de cada contexto e como os conservadorismos se articulam em rela\u00e7\u00e3o a eles. Assim, saindo de um entendimento t\u00e1cito de que o conservadorismo est\u00e1 atrelado a um certo \u201cpassado\u201d, \u00e9 fundamental compreender as m\u00faltiplas configura\u00e7\u00f5es de seu presente, e quais futuros ser\u00e3o pass\u00edveis de retomada diante da radicaliza\u00e7\u00e3o de alguns movimentos conservadores. Este Simp\u00f3sio Tem\u00e1tico d\u00e1 continuidade ao Grupo de Trabalho da XV RAM de 2025 \u201cConservadorismos em Movimento\u201d e pretende abrigar trabalhos voltados a contextos latino-americanos e caribenhos em que as reconfigura\u00e7\u00f5es do conservadorismo se apresentem como parte do cotidiano dos contextos pesquisados e que permitam pensar esses movimentos para al\u00e9m de uma mera reprodu\u00e7\u00e3o do que se observa no Atl\u00e2ntico Norte. Nos interessam tamb\u00e9m investiga\u00e7\u00f5es que tratem da rela\u00e7\u00e3o de coletivos afro-latino-americanos, com os antigos e atuais movimentos conservadores da Am\u00e9rica Latina, no sentido de pensarmos como essas combina\u00e7\u00f5es confrontam vis\u00f5es estabelecidas e generalizadas sobre esses grupos minorit\u00e1rios no campo da pol\u00edtica. Assim, este simp\u00f3sio prop\u00f5e orientar as contribui\u00e7\u00f5es a partir de perguntas de investiga\u00e7\u00e3o concretas, tais como: De que forma os atores conservadores reiterpretam os valores liberais democr\u00e1ticos em seus contextos nacionais? Quais estrat\u00e9gias os coletivos afro-latino-americanos empregam frente aos novos conservadorismos? Como as trajet\u00f3rias hist\u00f3ricas locais influenciam na configura\u00e7\u00e3o de alian\u00e7as e tens\u00f5es entre conservadorismos e outros setores sociais? Ser\u00e3o aceitos trabalhos em portugu\u00eas e espanhol.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Dr. Victor Miguel Castillo de Macedo (Universidade Federal do Paran\u00e1); Me. Jo\u00e3o Al\u00edpio da Cunha (Universidade do Estado da Bahia \u2013 UNEB); Dr. Hector Guerra (Universidade Federal do Paran\u00e1)<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-pb-accordion-item c-accordion__item js-accordion-item no-js\" data-initially-open=\"false\" data-click-to-close=\"true\" data-auto-close=\"true\" data-scroll=\"false\" data-scroll-offset=\"0\"><h2 id=\"at-17169\" class=\"c-accordion__title js-accordion-controller\" role=\"button\"><strong>SALA J \u2014 Forma\u00e7\u00e3o de Professores, Linguagem e Educa\u00e7\u00e3o Inclusiva<\/strong><\/h2><div id=\"ac-17169\" class=\"c-accordion__content\">\n<p>Re\u00fane simp\u00f3sios voltados a educa\u00e7\u00e3o (b\u00e1sica, superior e outros contextos), forma\u00e7\u00e3o docente e pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas, incluindo pol\u00edticas educacionais, avalia\u00e7\u00e3o, tecnologias educacionais e abordagens decoloniais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-J01 \u2014 Educa\u00e7\u00e3o, Ensino e Pedagogias Decoloniais na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica: Caminhos para Forma\u00e7\u00e3o em Direitos Humanos e Cidadania<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 8: Educa\u00e7\u00e3o, Ensino e Pedagogias Decoloniais<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: Este simp\u00f3sio tem\u00e1tico prop\u00f5e discutir e problematizar pr\u00e1ticas, teorias e pol\u00edticas educacionais sob a perspectiva das pedagogias decoloniais, com \u00eanfase na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e em sua fun\u00e7\u00e3o social de promo\u00e7\u00e3o dos direitos humanos e da cidadania. Parte-se da compreens\u00e3o de que a escola, historicamente moldada por l\u00f3gicas euroc\u00eantricas e coloniais de saber e poder, necessita ser ressignificada como espa\u00e7o de resist\u00eancia, di\u00e1logo e transforma\u00e7\u00e3o social. Assim, busca-se reunir pesquisas e experi\u00eancias que contribuam para a constru\u00e7\u00e3o de uma educa\u00e7\u00e3o comprometida com a equidade, a diversidade e a justi\u00e7a social. O simp\u00f3sio acolhe trabalhos que discutam a decoloniza\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo, a valoriza\u00e7\u00e3o dos saberes locais, ind\u00edgenas e afro-brasileiros, e as pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas interculturais que rompem com a hegemonia de uma racionalidade ocidental excludente. Tamb\u00e9m s\u00e3o relevantes reflex\u00f5es sobre as pol\u00edticas de a\u00e7\u00f5es afirmativas e sobre as estrat\u00e9gias de inclus\u00e3o e representatividade de grupos historicamente marginalizados na escola, como povos origin\u00e1rios, comunidades quilombolas, popula\u00e7\u00f5es perif\u00e9ricas, pessoas com defici\u00eancia e grupos LGBTQIAPN+. Al\u00e9m disso, este espa\u00e7o busca fomentar o debate sobre a Educa\u00e7\u00e3o em Direitos Humanos como eixo estruturante de uma pedagogia emancipat\u00f3ria e cidad\u00e3, capaz de formar sujeitos cr\u00edticos, aut\u00f4nomos e comprometidos com a dignidade humana e a justi\u00e7a social. A perspectiva decolonial, nesse sentido, \u00e9 entendida como uma possibilidade epistemol\u00f3gica e pol\u00edtica de enfrentamento \u00e0s desigualdades, de reconstru\u00e7\u00e3o das identidades silenciadas e de fortalecimento do compromisso \u00e9tico da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica com a democracia e a pluralidade cultural. Ao articular educa\u00e7\u00e3o, ensino e pedagogias decoloniais, este simp\u00f3sio pretende promover um di\u00e1logo interdisciplinar entre pesquisadores, professores da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, movimentos sociais e comunidades educativas, de modo a contribuir para a consolida\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas comprometidas com a transforma\u00e7\u00e3o social e a constru\u00e7\u00e3o de uma cidadania ativa, cr\u00edtica e solid\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 70. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2022. QUIJANO, An\u00edbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e Am\u00e9rica Latina. In: LANDER, Edgardo (org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ci\u00eancias sociais. Buenos Aires: CLACSO, 2005. WALSH, Catherine. Interculturalidade e decolonialidade do poder: um pensamento e posicionamento \u201coutro\u201d a partir da diferen\u00e7a colonial. Revista Educa\u00e7\u00e3o e Sociedade, Campinas, v. 29, n. 104, p. 25\u201347, 2008. CANDAU, Vera Maria.: tens\u00f5es e desafios. Educa\u00e7\u00e3o e Pesquisa, S\u00e3o Paulo, v. 35, n. 1, p. 45\u201358, 2009. MIGNOLO, Walter D. A ideia de Educa\u00e7\u00e3o em direitos humanos e diversidade cultural Am\u00e9rica Latina. S\u00e3o Paulo: UNESP, 2005.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Dr. Adilson Tadeu Basquerote (Centro Universit\u00e1rio para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itaja\u00ed); Dra. Morgana Scheller (Instituto Federal Catarinense &#8211; Campus Rio do Sul)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-J02 \u2014 Educa\u00e7\u00e3o situada e pr\u00e1ticas decoloniais: o territ\u00f3rio como produtor de conhecimento na Am\u00e9rica Latina<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 1: Epistemologias do Sul e Pensamento Decolonial, Eixo 5: Territ\u00f3rios, Fronteiras e Geopol\u00edticas Culturais, Eixo 8: Educa\u00e7\u00e3o, Ensino e Pedagogias Decoloniais<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: Este Simp\u00f3sio Tem\u00e1tico prop\u00f5e um espa\u00e7o de debate, reflex\u00e3o cr\u00edtica e compartilhamento de pesquisas e experi\u00eancias que compreendem o territ\u00f3rio como produtor leg\u00edtimo de conhecimento, articulando educa\u00e7\u00e3o situada, epistemologias do Sul e pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas decoloniais na Am\u00e9rica Latina. Parte-se do reconhecimento de que os saberes constru\u00eddos nos territ\u00f3rios, ou seja, nas escolas, comunidades, periferias, povos tradicionais, contextos urbanos e rurais. Historicamente foram subalternizados por matrizes epistemol\u00f3gicas eurocentradas, coloniais e universalizantes. Diante disso, objetiva-se reunir trabalhos que problematizem as rela\u00e7\u00f5es entre educa\u00e7\u00e3o, territ\u00f3rio e poder, evidenciando pr\u00e1ticas educativas que emergem das realidades locais e dialogam com os contextos socioculturais, hist\u00f3ricos e pol\u00edticos latino-americanos. Busca-se tensionar concep\u00e7\u00f5es hegem\u00f4nicas de conhecimento, curr\u00edculo e pedagogia, valorizando experi\u00eancias educativas que se fundamentam em saberes comunit\u00e1rios, interculturais, intergeracionais e contra-hegem\u00f4nicos. Ser\u00e3o acolhidas pesquisas te\u00f3ricas, emp\u00edricas e relatos de experi\u00eancia que abordem, entre outros aspectos: educa\u00e7\u00e3o popular; pedagogias decoloniais; forma\u00e7\u00e3o docente situada; pr\u00e1ticas educativas em territ\u00f3rios vulnerabilizados; saberes tradicionais e comunit\u00e1rios; articula\u00e7\u00f5es entre escola, territ\u00f3rio e movimentos sociais; pol\u00edticas educacionais e disputas territoriais; e processos educativos comprometidos com justi\u00e7a social, equidade e transforma\u00e7\u00e3o social. Do ponto de vista te\u00f3rico-metodol\u00f3gico, o simp\u00f3sio dialoga com autores e autoras das Epistemologias do Sul, do pensamento decolonial, dos estudos culturais cr\u00edticos e da educa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica latino-americana, reconhecendo a pluralidade epist\u00eamica e a legitimidade dos conhecimentos produzidos fora dos centros hegem\u00f4nicos de saber. O simp\u00f3sio se prop\u00f5e, assim, como um espa\u00e7o de di\u00e1logo horizontal Sul-Sul, valorizando vozes diversas e pr\u00e1ticas educativas enraizadas nos territ\u00f3rios latino-americanos contempor\u00e2neos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Dra. Rosa Elena Bueno (Universidade Federal do Paran\u00e1); Mestra de saberes tradicionais Diana Isis Bueno do Nascimento (Universidade Federal do Paran\u00e1); Mestra de saberes tradicionais Jenifer Cristina Bueno (Universidade Estadual de Ponta Grossa)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-J03 \u2014 Di\u00e1logos sobre o ensino de Ci\u00eancias na problematiza\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo e pr\u00e1xis para a decolonialidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 1: Epistemologias do Sul e Pensamento Decolonial, Eixo 8: Educa\u00e7\u00e3o, Ensino e Pedagogias Decoloniais<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: A proposta deste simp\u00f3sio tem\u00e1tico visa reunir pesquisas, experi\u00eancias e reflex\u00f5es que discutem a forma\u00e7\u00e3o de professores em perspectiva decolonial, com \u00eanfase nas epistemologias ind\u00edgenas, nas pedagogias interculturais e nas metodologias ind\u00edgenas, aplicadas \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias da Natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>O desafio central \u00e9 confrontar a colonialidade do saber, que fragmenta o conhecimento e nega a ag\u00eancia dos sujeitos e dos seres n\u00e3o humanos. Neste contexto, buscamos propostas que usem saberes ind\u00edgenas como fundamento ontol\u00f3gico para reestruturar a pr\u00e1xis pedag\u00f3gica. A articula\u00e7\u00e3o da dialogicidade freireana com os saberes tradicionais visa ir al\u00e9m da contextualiza\u00e7\u00e3o superficial, promovendo um ensino que se define pela \u00e9tica da coexist\u00eancia, reciprocidade e responsabilidade socioambiental. O simp\u00f3sio acolhe trabalhos que problematizam a hegemonia euroc\u00eantrica no curr\u00edculo e no ensino de Ci\u00eancias, tensionando concep\u00e7\u00f5es de ci\u00eancia, conhecimento e aprendizagem a partir de referenciais cr\u00edticos como Paulo Freire, Catherine Walsh e autores ind\u00edgenas. O interesse principal \u00e9 discutir propostas formativas que compreendam o ensino como pr\u00e1tica relacional, dial\u00f3gica e situada, reconhecendo o conhecimento como insepar\u00e1vel do territ\u00f3rio, da cultura e das rela\u00e7\u00f5es sociais. Ser\u00e3o bem-vindos estudos te\u00f3ricos, pesquisas emp\u00edricas, relatos de experi\u00eancias, a\u00e7\u00f5es de extens\u00e3o e propostas de materiais did\u00e1ticos que abordem: forma\u00e7\u00e3o inicial e continuada de professores; educa\u00e7\u00e3o escolar ind\u00edgena; epistemologias do Sul; metodologias participativas e interculturais; interepistemicidade no ensino de Ci\u00eancias; e pr\u00e1ticas educativas comprometidas com a decoloniza\u00e7\u00e3o do conhecimento e da universidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Ma. Tatyane Caruso Fernandes (UTFPR e IFPR); Dr. Marcelo Lambach (UTFPR); Dra. Nancy Rosa Alba Niezwida (Universidad Nacional de Misiones)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-J04 \u2014 Educa\u00e7\u00e3o Superior como Bem P\u00fablico e Empregabilidade no Brasil e na Am\u00e9rica do Sul<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 8: Educa\u00e7\u00e3o, Ensino e Pedagogias Decoloniais<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: Este estudo analisa a rela\u00e7\u00e3o entre pol\u00edticas de a\u00e7\u00f5es afirmativas no ensino superior brasileiro, a empregabilidade dos egressos e a mobilidade social resultante desse processo. A partir da revis\u00e3o de um projeto de tese que prop\u00f5e um estudo comparativo sobre o perfil socioecon\u00f4mico e a trajet\u00f3ria profissional de estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) entre 2014 e 2024, o trabalho amplia a fundamenta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e atualiza o debate com dados e pesquisas recentes. O objetivo central \u00e9 compreender se e como o acesso ampliado \u00e0 universidade, promovido pelas a\u00e7\u00f5es afirmativas, se traduz em inser\u00e7\u00e3o profissional qualificada e mobilidade social efetiva. O grupo de trabalho parte do reconhecimento de que o ensino superior \u00e9 um elemento estrat\u00e9gico para o desenvolvimento econ\u00f4mico e humano, especialmente em pa\u00edses marcados por desigualdades estruturais como o Brasil. Historicamente elitizado, o sistema universit\u00e1rio passou por mudan\u00e7as significativas com a implementa\u00e7\u00e3o da Lei de Cotas (Lei n\u00ba 12.711\/2012), que ampliou o acesso de estudantes negros, ind\u00edgenas, de baixa renda e oriundos de escolas p\u00fablicas. Embora bem-sucedidas na democratiza\u00e7\u00e3o do acesso, essas pol\u00edticas suscitam questionamentos sobre seus impactos para al\u00e9m da universidade, sobretudo no mercado de trabalho.A an\u00e1lise te\u00f3rica articula tr\u00eas eixos principais: as a\u00e7\u00f5es afirmativas como instrumento de justi\u00e7a social, a Teoria do Capital Humano e o conceito contempor\u00e2neo de empregabilidade. A Teoria do Capital Humano sustenta que a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um investimento que aumenta a produtividade e os rendimentos futuros, argumento corroborado por dados brasileiros que mostram um elevado pr\u00eamio salarial associado ao diploma universit\u00e1rio. Contudo, o artigo ressalta que, em um contexto de desigualdade estrutural, esse retorno n\u00e3o ocorre de forma autom\u00e1tica ou equitativa, sendo necess\u00e1rio considerar fatores como ra\u00e7a, classe social e capital social. O conceito de empregabilidade \u00e9 abordado de forma ampliada, indo al\u00e9m da simples obten\u00e7\u00e3o de um emprego e incorporando compet\u00eancias, habilidades socioemocionais, capacidade de adapta\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o da carreira. Para egressos de a\u00e7\u00f5es afirmativas, enfrentam discrimina\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, acesso a redes de contatos profissionais e a necessidade de conciliar trabalho e estudo durante a gradua\u00e7\u00e3o. Metodologicamente, os trabalhos ser\u00e3o caracterizados como um ensaio te\u00f3rico e uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica da literatura, complementada por dados secund\u00e1rios de fontes como IBGE, PNAD Cont\u00ednua, Censo da Educa\u00e7\u00e3o Superior e pesquisas de empregabilidade. Essa abordagem permite contextualizar o estudo de caso da UFRJ em um cen\u00e1rio mais amplo, identificando avan\u00e7os, limites e lacunas na produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica. Os resultados indicam que as a\u00e7\u00f5es afirmativas tiveram \u00eaxito na diversifica\u00e7\u00e3o do perfil discente e que o diploma de ensino superior continua sendo um fator decisivo para empregabilidade e sal\u00e1rios, promovendo mobilidade social ascendente. Entretanto, persistem desafios relacionados \u00e0 perman\u00eancia estudantil, \u00e0 qualidade da inser\u00e7\u00e3o profissional e \u00e0s desigualdades no mercado de trabalho. Verifica-se que as a\u00e7\u00f5es afirmativas s\u00e3o fundamentais, mas insuficientes isoladamente, sendo necess\u00e1rio fortalecer pol\u00edticas de perman\u00eancia, estrat\u00e9gias de transi\u00e7\u00e3o para o trabalho e o papel das universidades na promo\u00e7\u00e3o do sucesso acad\u00eamico e profissional, visando uma mobilidade social ampla e sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o: <\/strong>Ma. Mariza Cezira Campagner (UFRJ); Dra. Maril\u00fa Angela Campagner (Unipampa campus Jaguar\u00e3o\/RS); Dra. Ana Carolina da Cruz Lima (UFRJ); Ma. Silvia Rozane de Souza Avila de Souza (Unipampa campus Jaguar\u00e3o\/RS); Dr. Jos\u00e9 Messias Bastos (UFSC)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-J05 \u2014 Educa\u00e7\u00e3o no sistema penal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 8: Educa\u00e7\u00e3o, Ensino e Pedagogias Decoloniais<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: O presente trabalho aborda o trabalho com projeto de leitura no sistema penal. A Remi\u00e7\u00e3o da pena pela leitura faz parte de um programa amparado pela Lei n\u00ba 17.329\/12, implementado em algumas unidades penais no Estado do Paran\u00e1. Embora a legisla\u00e7\u00e3o esteja prevista na Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal (LEP) e consiste em uma resolu\u00e7\u00e3o conjunta que envolve a Secretaria de Justi\u00e7a (SEJUS), a Pol\u00edcia Penal e a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do Paran\u00e1, segundo regulamenta\u00e7\u00f5es do Conselho Nacional de Justi\u00e7a\/CNJ e do Superior Tribunal de Justi\u00e7a\/STJ. Embora a lei j\u00e1 esteja em vigor desde 2012, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel garantir a oferta a todos os apenados alfabetizados. Na pr\u00e1tica, algumas unidades selecionam os participantes, considerando que j\u00e1 concluiu o Ensino M\u00e9dio. Ainda assim, h\u00e1 uma demanda muito grande que impede a muitos o acesso ao programa. No estado do Paran\u00e1, algumas a\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas t\u00eam sido implementadas para sensibilizar os participantes a realizar a leitura dos livros liter\u00e1rios. Dentre elas, cabe destaque o projeto especial de literatura, no qual algumas obras liter\u00e1rias s\u00e3o selecionadas para que os estudantes possam, a partir delas, expressar a criatividade e inventividade por meio de atividades culturais, que consistem em confec\u00e7\u00e3o de cartazes, pinturas em telas, cria\u00e7\u00e3o de filmes de curta-metragem, apresenta\u00e7\u00f5es teatrais, adapta\u00e7\u00e3o do livro para letras de m\u00fasicas, dentre outras possibilidades art\u00edsticas para extravasar sentimentos e percep\u00e7\u00f5es a partir da literatura. H\u00e1 tamb\u00e9m orienta\u00e7\u00e3o para que possam diversificar os g\u00eaneros discursivos e liter\u00e1rios, de forma a ampliar-lhes os horizontes de expectativas. A cada 30 dias, os internos s\u00e3o convocado a fazer uma resenha cr\u00edtica sobre a obra liter\u00e1ria, s\u00e3o realizadas as corre\u00e7\u00f5es dessas resenhas e s\u00e3o inseridas no Sistema de Gest\u00e3o da Penitenci\u00e1ria \/ SIGEP e s\u00e3o reduzidos quatro dias da pena. Com isso, espera-se contribuir para o letramento liter\u00e1rio e a forma\u00e7\u00e3o do leitor. Considera-se o uso de metodologias ativas por meio de recursos educacionais digitais poss\u00edveis de se adaptar para utilizar em espa\u00e7os onde n\u00e3o h\u00e1 redes de internet. Essas a\u00e7\u00f5es complementam o tratamento penal, que intensifica a possibilidade de ressignificar os projetos de vidas, na medida em que as narrativas possibilitam fazer o deslocamento antropol\u00f3gico por meio do movimento emp\u00e1tico de se colocar no lugar dos personagens e fortalecer o protagonismo autobiogr\u00e1fico que cada um tem para (re)escrever sua pr\u00f3rpria trajet\u00f3ria de vida individual, que se intertece com as intera\u00e7\u00f5es interpessoais e produz resson\u00e2ncias na sociedade. Essas reflex\u00f5es se fundamentam na perspectiva da bioecologia do desenvolvimento humano, proposta a partir dos postulados de Urie Bronfrenbrenner (2011), da perspectiva da teoria da complexidade sugerida por Edgar Morin quando debate sobre \u201cOs sete saberes necess\u00e1rios \u00e0 educa\u00e7\u00e3o do futuro\u201d(2001), e \u201cA cabe\u00e7a bem feita (2003), especialmente ao tratar da possibilidade de se reconfigurar o pensamento por meio de atividades transdisciplinares, que reitegrem os saberes e se interconectem com as realidades presentes nos ambientes nos quais interagem pessoas oriundas de contextos de extrema vulnerabilidade econ\u00f4mica e social.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o: <\/strong>Dra. Rosa Elena Bueno (Secretaria Estadual de Educa\u00e7\u00e3o do Paran\u00e1); Mestra de saberes tradicionais Diana Isis Bueno do Nascimento (UFPR); Mestra de saberes tradicionais Jenifer Cristina Bueno (Universidade Estadual de Ponta Grossa)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-J06 \u2014 Perspectivas Decoloniais na Educa\u00e7\u00e3o Latino-Americana: Politizar, Ensinar, Avaliar e Resistir<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 8: Educa\u00e7\u00e3o, Ensino e Pedagogias Decoloniais<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: Este Simp\u00f3sio Tem\u00e1tico prop\u00f5e a discuss\u00e3o cr\u00edtica das pol\u00edticas p\u00fablicas de educa\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina, em especial diante do processo de padroniza\u00e7\u00e3o internacional do ensino, impulsionado por sistemas de avalia\u00e7\u00e3o em larga escala, como o Programme for International Student Assessment (PISA). Tais pol\u00edticas t\u00eam orientado reformas educacionais em diversos pa\u00edses latino-americanos, estabelecendo metas e par\u00e2metros que privilegiam a mensura\u00e7\u00e3o de desempenhos em \u00e1reas espec\u00edficas, principalmente na Matem\u00e1tica e Portugu\u00eas, e em detrimento das singularidades hist\u00f3ricas, culturais, sociais e territoriais de cada contexto educacional. Ao adotar modelos avaliativos gen\u00e9ricos, essas pol\u00edticas tendem a promover a mecaniza\u00e7\u00e3o do processo de ensino-aprendizagem e a reduzir a forma\u00e7\u00e3o escolar \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias mensur\u00e1veis, frequentemente afastadas de uma perspectiva cr\u00edtica, emancipat\u00f3ria e socialmente comprometida. Pa\u00edses como Brasil, Chile, Col\u00f4mbia, Costa Rica, M\u00e9xico, Peru, Rep\u00fablica Dominicana e Uruguai, ao se tornarem signat\u00e1rios desses sistemas, passaram a reconfigurar seus curr\u00edculos, pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas e pol\u00edticas educacionais a partir de par\u00e2metros globais, o que suscita importantes debates sobre colonialidade do saber, homogeneiza\u00e7\u00e3o curricular e apagamento de epistemologias locais. Em contraposi\u00e7\u00e3o a esse cen\u00e1rio, o simp\u00f3sio busca dar visibilidade a pr\u00e1ticas educativas, experi\u00eancias formativas e propostas de pol\u00edticas p\u00fablicas que se orientam por perspectivas cr\u00edticas e decoloniais, valorizando a forma\u00e7\u00e3o integral dos sujeitos, a contextualiza\u00e7\u00e3o do conhecimento e o reconhecimento das m\u00faltiplas realidades latino-americanas. Destacam-se iniciativas desenvolvidas por professoras(es) e estudantes de cursos de Licenciatura que, no Ensino Fundamental e M\u00e9dio, constroem pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas comprometidas com a reflex\u00e3o cr\u00edtica, a justi\u00e7a social e a democratiza\u00e7\u00e3o do conhecimento. Assim, o simp\u00f3sio tem como objetivo reunir pesquisadoras(es), docentes da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e do ensino superior e estudantes interessados em problematizar os impactos das pol\u00edticas educacionais hegem\u00f4nicas e em compartilhar pesquisas que apontem caminhos para o ensino e a forma\u00e7\u00e3o docente na Am\u00e9rica Latina. As discuss\u00f5es estar\u00e3o ancoradas nos pressupostos das pedagogias decoloniais, entendendo a educa\u00e7\u00e3o como espa\u00e7o de resist\u00eancia, produ\u00e7\u00e3o de sentidos e afirma\u00e7\u00e3o de saberes historicamente silenciados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Dra. Alessandra Fontes Carvalho da Rocha (Universidade Federal do Rio de Janeiro &#8211; UFRJ); Dr. Washington Kuklinski Pereira (Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro &#8211; SME-RJ)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-J07 \u2014 Educa\u00e7\u00e3o e Transforma\u00e7\u00e3o Social<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 8: Educa\u00e7\u00e3o, Ensino e Pedagogias Decoloniais<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, as transforma\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, tecnol\u00f3gicas e organizacionais alteraram profundamente as rela\u00e7\u00f5es entre educa\u00e7\u00e3o, trabalho e carreira. Se, em per\u00edodos anteriores, o diploma universit\u00e1rio representava uma garantia de emprego est\u00e1vel e ascens\u00e3o profissional, o cen\u00e1rio contempor\u00e2neo caracteriza-se por instabilidade, competitividade. Nesse contexto, o conceito de empregabilidade emerge como uma categoria central para compreender a inser\u00e7\u00e3o profissional dos egressos do ensino superior, deslocando o foco da obten\u00e7\u00e3o de um emprego para a capacidade de construir e sustentar trajet\u00f3rias profissionais. A empregabilidade pode ser compreendida como um conjunto articulado de compet\u00eancias, habilidades, conhecimentos e atributos que ampliam a capacidade do indiv\u00edduo de acessar, manter e progredir em ocupa\u00e7\u00f5es qualificadas, bem como de responder \u00e0s constantes mudan\u00e7as do mercado de trabalho. Trata-se de um conceito din\u00e2mico, que envolve n\u00e3o apenas a forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e acad\u00eamica, mas compet\u00eancias socioemocionais, capacidade de aprendizagem cont\u00ednua, autonomia, comunica\u00e7\u00e3o, trabalho em equipe e resolu\u00e7\u00e3o de problemas. Assim, o diploma universit\u00e1rio permanece relevante, para assegurar uma inser\u00e7\u00e3o profissional bem-sucedida. Nesse paradigma, a responsabilidade pela empregabilidade \u00e9 compartilhada entre indiv\u00edduos, institui\u00e7\u00f5es de ensino e o pr\u00f3prio mercado de trabalho. Do ponto de vista individual, espera-se que o egresso adote uma postura ativa permanente, investindo na atualiza\u00e7\u00e3o de conhecimentos e na constru\u00e7\u00e3o de uma trajet\u00f3ria profissional flex\u00edvel \u2014 o chamado \u201caprender a aprender\u201d. Por outro lado, as institui\u00e7\u00f5es de ensino superior s\u00e3o crescentemente desafiadas a ir al\u00e9m da transmiss\u00e3o de conte\u00fados te\u00f3ricos, incorporando estrat\u00e9gias pedag\u00f3gicas que favore\u00e7am o desenvolvimento de compet\u00eancias transversais, a aproxima\u00e7\u00e3o com o mundo do trabalho e o apoio \u00e0 transi\u00e7\u00e3o universidade\u2013mercado. Para os egressos benefici\u00e1rios de pol\u00edticas de a\u00e7\u00f5es afirmativas, os desafios associados \u00e0 empregabilidade tendem a ser complexos. Al\u00e9m das dificuldades enfrentadas por rec\u00e9m-formados, esses sujeitos frequentemente lidam com desigualdades estruturais que antecedem o ingresso na universidade, como forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica prec\u00e1ria, restri\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e menor acesso a redes de contatos profissionais. A necessidade de conciliar trabalho remunerado e estudos durante a gradua\u00e7\u00e3o pode limitar a participa\u00e7\u00e3o em est\u00e1gios, projetos de pesquisa, extens\u00e3o e outras atividades extracurriculares que enriquecem o curr\u00edculo e ampliam o capital social. Al\u00e9m disso, pr\u00e1ticas de discrimina\u00e7\u00e3o racial e social persistem no mercado de trabalho, afetando as oportunidades de inser\u00e7\u00e3o e progress\u00e3o profissional mesmo entre indiv\u00edduos com n\u00edveis semelhantes de escolaridade. Nesse sentido, a an\u00e1lise da empregabilidade dos egressos de a\u00e7\u00f5es afirmativas n\u00e3o pode restringir-se a indicadores quantitativos, como taxas de ocupa\u00e7\u00e3o ou renda.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o: <\/strong>Dra. Maril\u00fa Angela Campagner (Unipampa campus Jaguar\u00e3o\/RS); Ma. Mariza Cezira Campagner (UFRJ); Dra. Ana Carolina da Cruz Lima (UFRJ); Dr. Jose Messias Bastos (UFSC); Ma. Silvia Rozane de Souza Avila de Souza (Unipampa campus Jaguar\u00e3o\/RS)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-J08 \u2014 PROFISSIONALIZA\u00c7\u00c3O DOCENTE: A GAMIFICA\u00c7\u00c3O NO ENSINO DE MATEM\u00c1TICA POR MEIO DOS RECURSOS DIGITAIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 8: Educa\u00e7\u00e3o, Ensino e Pedagogias Decoloniais<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: Ensinar matem\u00e1tica na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica configura-se como um desafio persistente para professores e estudantes, especialmente diante das dificuldades historicamente associadas \u00e0 aprendizagem dessa disciplina. No contexto contempor\u00e2neo, marcado pela presen\u00e7a de estudantes considerados \u201cnativos digitais\u201d, observa-se uma maior familiaridade com recursos tecnol\u00f3gicos e multimodais, o que abre possibilidades para a ressignifica\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas. Nesse cen\u00e1rio, a gamifica\u00e7\u00e3o, aliada \u00e0s Tecnologias Digitais de Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o (TDIC), apresenta-se como uma estrat\u00e9gia potente para tornar o ensino de matem\u00e1tica mais significativo, atrativo e contextualizado \u00e0 realidade dos alunos. As pol\u00edticas educacionais brasileiras, em especial na rede p\u00fablica do Estado do Paran\u00e1, t\u00eam investido na profissionaliza\u00e7\u00e3o docente por meio de programas de forma\u00e7\u00e3o continuada que incentivam o uso de plataformas digitais e metodologias ativas. A pandemia da COVID-19 intensificou esse movimento, acelerando a incorpora\u00e7\u00e3o das tecnologias no cotidiano escolar e exigindo dos professores novas compet\u00eancias pedag\u00f3gicas. Iniciativas como a Gratifica\u00e7\u00e3o de Tecnologia em Educa\u00e7\u00e3o (GTE) e o programa Formadores em A\u00e7\u00e3o evidenciam esfor\u00e7os institucionais para qualificar o trabalho docente, promovendo aulas s\u00edncronas e ass\u00edncronas em ambientes virtuais de aprendizagem. A experi\u00eancia docente revela que atividades gamificadas favorecem o engajamento, a motiva\u00e7\u00e3o e a aprendizagem dos estudantes, sobretudo quando os conte\u00fados matem\u00e1ticos s\u00e3o associados a situa\u00e7\u00f5es do cotidiano. Plataformas como Khan Academy, Matific, Kahoot e Wordwall utilizam recursos visuais, auditivos e interativos que potencializam a compreens\u00e3o conceitual, estimulam a autonomia e promovem sentimentos de autorrealiza\u00e7\u00e3o entre alunos e professores. A gamifica\u00e7\u00e3o, compreendida como uma abordagem multimodal, contribui para o desenvolvimento cognitivo ao integrar desafios, feedbacks, ludicidade e intera\u00e7\u00e3o social. Diante disso, o presente pr\u00e9-projeto tem como objetivo investigar a perspectiva de professores de matem\u00e1tica sobre a aplicabilidade pr\u00e1tica das metodologias ativas e da gamifica\u00e7\u00e3o, em conson\u00e2ncia com os conte\u00fados abordados em cursos de profissionaliza\u00e7\u00e3o docente. A pesquisa, caracterizada como um estudo de caso, adotar\u00e1 uma abordagem qualitativa e quantitativa, envolvendo a participa\u00e7\u00e3o de dez professores que atuaram na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica nos \u00faltimos quatro anos e realizaram forma\u00e7\u00f5es continuadas com foco nas TDIC. A coleta de dados ocorrer\u00e1 por meio de question\u00e1rio semiestruturado, contemplando aspectos sociodemogr\u00e1ficos, condi\u00e7\u00f5es de trabalho, infraestrutura escolar e percep\u00e7\u00f5es sobre limites e possibilidades do uso da gamifica\u00e7\u00e3o no ensino de matem\u00e1tica. O referencial te\u00f3rico fundamenta-se em autores como Orlandi, Duque e Mori, que discutem a gamifica\u00e7\u00e3o como abordagem multimodal; Morin, ao tratar do pensamento complexo; e estudiosos da neuroeduca\u00e7\u00e3o e da afetividade, como Wallon e Tapia, que ressaltam a import\u00e2ncia das emo\u00e7\u00f5es e do l\u00fadico no processo de aprendizagem. Assim, o estudo busca contribuir para a reflex\u00e3o sobre a forma\u00e7\u00e3o continuada de professores, destacando a necessidade de integrar teoria e pr\u00e1tica, fortalecer a profissionaliza\u00e7\u00e3o docente e promover pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas inovadoras que qualifiquem o ensino de matem\u00e1tica na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o: <\/strong>Mestra de saberes tradicionais Jenifer Cristina Bueno (Universidade Estadual de Ponta Grossa); Mestra de saberes tradicionais Diana Isis Bueno do Nascimento (UFPR); Dra. Rosa Elena Bueno (UFPR)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST-J09 \u2014 Corpo-territ\u00f3rio e Educa\u00e7\u00e3o Decolonial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eixo(s): Eixo 8: Educa\u00e7\u00e3o, Ensino e Pedagogias Decoloniais<\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: As rela\u00e7\u00f5es entre educa\u00e7\u00e3o e diferen\u00e7as culturais t\u00eam se configurado como objeto de debates, reflex\u00f5es e se multiplicam por toda a Am\u00e9frica Ladina (L\u00c9LIA GOMZALES). Pensar uma educa\u00e7\u00e3o decolonial a partir do Brasil nos remete a refletirmos sobre como o movimento negro brasileiro vem, h\u00e1 mais de trinta anos, empreitando uma luta de enfrentamento ao racismo na nossa sociedade, a ponto de intervir em pol\u00edticas p\u00fablicas e a\u00e7\u00f5es governamentais. No caso da educa\u00e7\u00e3o podemos evidenciar as Leis n\u00ba 10.639\/03 e n\u00ba 11.645\/2008, que estabelecem a obrigatoriedade da cultura afro-brasileira e africana e ind\u00edgena, respectivamente, nos curr\u00edculos escolares e na forma\u00e7\u00e3o inicial de professores\/as e as pol\u00edticas de A\u00e7\u00f5es Afirmativas por meio das cotas raciais e sociais nas Universidades P\u00fablicas. Situando-nos nessa perspectiva, o presente Simp\u00f3sio Tem\u00e1tico se constr\u00f3i numa perspectiva te\u00f3rica e metodol\u00f3gica alicer\u00e7ada nos marcos civilizat\u00f3rios dos grupos subalternizados, atrav\u00e9s dos saberes dos povos origin\u00e1rios e dos povos africanos na di\u00e1spora. Portanto, educar para as rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais tem sido um desafio, sobretudo, quando colocamos a Branquitude como um dos elementos constitu\u00eddos de identidade \u00e9tnica e racial, como aponta Cida Bento em seus estudos sobre Branquitude no Brasil. Para tal, este Simp\u00f3sio busca reunir pesquisadores e pesquisadoras que objetivam dialogar sobre a responsabilidade pol\u00edtica e educacional das pessoas brancas e negras para combater o legado escravocrata que se desdobra no racimos estrutural e institucional. Para tal, o Simp\u00f3sio n\u00e3o se restringe exclusivamente ao espa\u00e7o escolar, mas pretende abarcar todas as territorialidades que a educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o escolar exista com o intuito de combater as opress\u00f5es de ra\u00e7a, g\u00eanero, sexualidades e territ\u00f3rios. Sendo assim, elegemos a categoria\/perspectiva te\u00f3rica do Corpo-territ\u00f3rio (Muniz Sodr\u00e9; Eduardo Miranda; Marta Alencar) como a base fundante deste coletivo para aglutinar produ\u00e7\u00f5es escolares e n\u00e3o escolares pelos veios da abordagem Decolonial para uma pr\u00e1tica antirracista.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Dr. Eduardo Oliveira Miranda (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA &#8211; UEFS); Mestrando DEMISON DOS SANTOS NASCIMENTO (UEFS); Ma. Joselice Souza Barbosa (UEFS); Ma. Amine Jesus Fernandes Meira (UEFS); Ma. PALOMA VIRGENS SANTIAGO (UEFS)<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-pb-accordion-item c-accordion__item js-accordion-item no-js\" data-initially-open=\"false\" data-click-to-close=\"true\" data-auto-close=\"true\" data-scroll=\"false\" data-scroll-offset=\"0\"><h2 id=\"at-171610\" class=\"c-accordion__title js-accordion-controller\" role=\"button\"><strong>SALA K \u2014 Simp\u00f3sio Tem\u00e1tico Integrador do V SEMLACult 2026<\/strong><\/h2><div id=\"ac-171610\" class=\"c-accordion__content\">\n<p><strong>ST-K01 \u2014 Simp\u00f3sio Tem\u00e1tico Integrador do V SEMLACult 2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ementa: Este Simp\u00f3sio Tem\u00e1tico Integrador destina-se \u00e0 acolhida de propostas que, embora dialoguem com o tema geral do V SEMLACult 2026 &#8211; <em>Epistemologias do Sul, Pr\u00e1ticas Decoloniais e Di\u00e1logos Sul-Sul: Culturas e Territ\u00f3rios na Am\u00e9rica Latina Contempor\u00e2nea<\/em>, n\u00e3o se enquadrem de forma direta ou priorit\u00e1ria nas demais Salas Tem\u00e1ticas do evento.<\/p>\n\n\n\n<p>A Sala K configura-se como um <strong>espa\u00e7o transversal<\/strong>, aberto a abordagens interdisciplinares, experimentais, emergentes ou h\u00edbridas, contemplando investiga\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas, metodol\u00f3gicas e emp\u00edricas que proponham articula\u00e7\u00f5es originais entre cultura, territ\u00f3rio, educa\u00e7\u00e3o, linguagem, pol\u00edtica, arte, ci\u00eancia, tecnologia e sociedade na Am\u00e9rica Latina e no Sul Global.<\/p>\n\n\n\n<p>Este ST tem como objetivo <strong>garantir a inclus\u00e3o, a diversidade tem\u00e1tica e a liberdade epistemol\u00f3gica<\/strong>, evitando exclus\u00f5es por excesso de especializa\u00e7\u00e3o das salas e assegurando que contribui\u00e7\u00f5es relevantes possam integrar a programa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do evento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:<\/strong> Comiss\u00e3o Cient\u00edfica e Comiss\u00e3o Organizadora do V SEMLACult 2026<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os Simp\u00f3sios Tem\u00e1ticos (STs) est\u00e3o organizados em 11 Salas Tem\u00e1ticas (A\u2013K), para facilitar a escolha do(a) participante e fortalecer di\u00e1logos&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"class_list":["post-1716","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/claec.org\/semlacult\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1716","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/claec.org\/semlacult\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/claec.org\/semlacult\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/claec.org\/semlacult\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/claec.org\/semlacult\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1716"}],"version-history":[{"count":29,"href":"https:\/\/claec.org\/semlacult\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1716\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2269,"href":"https:\/\/claec.org\/semlacult\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1716\/revisions\/2269"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/claec.org\/semlacult\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1716"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}